Posted On: January 31st 2024, 05:00 pm
Nos últimos tempos muita coisa mudou. Mas a sensação foi de voltar pra um lugar já conhecido e confortável. Nos últimos tempos fui tomada, invadida e pisoteada por conclusões que pareciam tão óbvias, mas tão novas e ao mesmo tempo tão casa. Por onde eu passava, eu via, naquilo que eu lia eu via um quebra-cabeça se desmontando. E a parte boa de um quebra-cabeça se desmontar é que você pode montar tudo de novo. Você, outra pessoa, montando um mesmo quebra-cabeça em outro tempo. Entendi que não fazia sentido revolucionar um contexto do qual eu sequer tive o direito de fazer a escolha de participar. Então escolhi dessa vez rejeitar o que me foi introjetado, pra então a partir de uma “não alguma coisa” ser qualquer coisa possível. No meio desse culto interno, recebi um presente da natureza. Recebi a clareza, a intensidade e o amor de conhecer os meus Orixás, os meus pais de cabeça. E nesse momento eu tive um reencontro com tudo aquilo que eu já fui, com tudo o que me tornei e com um amor que é tão gigantesco que você não sabe dizer o que é. É um abraço forte e acolhedor, é coragem e perdão, é sentir os joelhos saindo do chão. Nesse momento eu renasci. E sobre renascimento, eu poderia renascer quantas vezes fossem necessárias se eu tivesse a certeza de que receberia esse mesmo abraço forte e acolhedor no meu coração. Renasci do ventre de um vendaval, das tempestades e das anunciações, com a força de um guerreiro valente que sem medo e com muita vontade adentra os caminhos que deseja. Renasci com a coragem e a honra de meu pai e a criatividade e repertório vasto de minha mãe. Me sinto reluzir, me sinto antecedendo um barulho tão alto, mas tão alto que significa toda a força do meu potencial. O que vem por aí eu ainda não sei, mas a certeza que tenho é de que vem. Porque quando um raio cai, um trovão vem logo a seguir. No encabeçar das trovoadas, anuncio que hoje, com toda a felicidade do mundo eu faço renascer também meu nome artístico, que antecede todo o estrondo que eu desejo fazer com o meu canto e a minha música.
A nova era chegou, agora vamos cantar!
Prazer, o Rhayo de Iansã sou eu.
Epahey Oyá, Eparrei minha mãe Iansã!
Patacori, Ogum! Ogunhê meu pai!
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