Quando vivemos a perda de alguém que amamos, vamos aprendendo na prática o que é o luto e compreendemos que é um processo natural, que se vive por causa dessa perda, e vem carregado de uma tempestade de sentimentos.
Não há como definir como ele será, nem mesmo o tempo de sua duração, porque o luto é individual e cada um de nós o vive da sua forma, conforme suas crenças, experiências durante a vida, fé e tantas outras vertentes.
Conheço o luto há cerca seis, e neste período não foi apenas pela partida do meu filho, mas também pela minha mãe, minha tia e mais três animais de estimação e posso dizer que cada um teve seu peso e foram todos eles juntos que me permitiram ser quem sou hoje.
É, por mais que a gente não aceite, se revolte, brigue com o mundo, ainda assim a vida segue seu fluxo e nós vamos diariamente aprendendo a (con)viver com ele de uma maneira mais leve.
Cada mãe/pai enlutado encontrará sua própria forma de continuar. Alguns se recolhem, outros se jogam no trabalho, alguns transformam a dor em causa, outros escolhem o silêncio. E todas essas formas são válidas. Porque o luto não é linear, não é uma estrada reta com um ponto de chegada. Ele é um emaranhado de sentimentos, altos e baixos, idas e vindas.
Eu mesma já percorri diferentes caminhos. . E, aos poucos, fui descobrindo que eu poderia escolher como carregar essa saudade – sem precisar me aprisionar ao sofrimento.
Libertar-se do sofrimento não significa esquecer. Significa permitir-se viver, mesmo com a ausência. Significa abrir espaço para o amor que ainda existe dentro de nós, para a lembrança sem culpa, para a saudade sem desespero.
Se você é uma mãe/pai enlutado, saiba que não precisa seguir um único caminho. Você pode experimentar, tentar, mudar de direção quantas vezes forem necessárias. O que importa é que, em meio a essa travessia, você não se esqueça de si mesmo. Seu filho sempre fará parte de você, mas você também merece continuar vivendo.
E seja qual for o caminho que escolher, lembre-se: você não está sozinho. 🌷🌷🌷
@_crisfiori