Só em seu primeiro momento a escrita é gesto solitário. Logo que encontra um leitor, que seja um apenas, o texto é atravessado em seus sentidos e intenções. E nunca mais será o mesmo com o qual sonhou seu autor.
Se o sonho do autor é perdurar intacto, o texto tem seu próprio sonho e sua ambição não é menos que o de se transportar para além da sua existência e materialidade.
Na Especiaria
@especiariabr, hoje, trazemos uma apresentação de Poetic Justice, livro sem tradução no Brasil em que Martha Nussbaum discute a literatura para além da sua percepção imediata e racional para trazer à vida pública aspectos da experiência emocional das pessoas.
Aliás, que melhores exemplos destes fluxos emocionais poderíamos ter que os poemas de Pedro Minet e Camila Prando?
Além dos poemas, um conto de Amilcar Bettega em que ele flagra o escritor e a escrita.
Para fechar, entrevistamos o poeta Marco de Menezes, que acabou de lançar em Porto Alegre o seu mais novo livro de poesia, “Como estou dirigindo”, pela Urutau. Não foi combinado, mas na entrevista ele também expõe seus pensamentos e emoções em relação à criação poética, além de mostrar alguns dos poemas que integram o livro.
Até aqui, a Especiaria vinha sendo publicada em reuniões que aconteciam duas vezes na semana. Pelo que disseram, o conteúdo já começava a fazer volume e listas de espera. Bem, para dar mais consistência à ideia de leitura como proveito, passaremos a publicar semanalmente, a fim de dar o tempo de respiro necessário a leitores e também editores.
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