2 years ago(continuação 1) eu tinha procurado o M.A.R. e essa imersão justamente com a esperança e a vontade de que isso me ajudasse a mover, a destravar, de algum jeito. queria criar algo depois desse 1o encontro do grupo. mas sentia (de novo) que isso era impossível pq "tudo (TUDO) o que eu sentia/ sentisse, pensava/ pensasse, imaginava/ imaginasse, fazia/ fizesse, criava/ criasse tava sempre "errado" e "insuficiente", "ruim", "incorreto", "pouco", "menos do que devia ser", “sem sentido”, "nunca (___) o bastante"." precisei de apoio e escuta. numa conversa com uma amiga foi que percebi uma ponta do que tinha por trás desse soterramento, desse sufocamento, depois de anos sofrendo tb com isso e por isso, e bastante... essa percepção me veio qd eu contava da maravilhosidade q tinha sido pra mim o encontro do grupo da imersão, um oásis, de tão comovida que eu fiquei. foi depois da conversa com essa amiga, da escuta dela, e só depois... depois de chorar um tanto e sentir espanto ao conseguir notar pelo menos um pouco disso que me martelava e enterrava há anos, que foi possível criar-desenterrar algo desse ponto íntimo, depois de anos, que eu chamei de “encontros com muitas_me desenterrar pra respirar_” muitas outras. muitas delas e de mim. muitas nelas e em mim. uma criação sonora, textual, oralizada… que depois compôs junto com a criação coletiva que fizemos nos mergulhos dessa imersão: “corp_s em imersão”... pra quem quiser ver: https://www.projetoarmazem.com/mar3-fernanda-magalhaes ----- * o M.A.R. foi e é um programa realizado pelo Espaço Cultural Armazém - Coletivo Elza (espaço e coletivo também mais do que especiais e necessários!), naquele ano em parceria com o SESC Nacional, e, ainda na pandemia tenebrosa da covid-19, com tantas restrições, impedimentos e coisas ainda fechadas, foi online e também coletivo com os grupos de imersão.
