Posted On: January 22nd 2026, 09:09 pm
“Para que vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isto, e o Santo de Israel o criou.”
(Isaías 41:20)
Minha trajetória na OAB não foi linear, nem simples — foi profundamente humana, atravessada por limites, pausas, fé e recomeços.
Tudo começou no Exame 32, quando eu ainda estava prestes a apresentar o TCC e concluir a graduação. Sem muita dedicação específica, passei na 1ª fase, reflexo claro de uma graduação bem feita. Na 2ª fase, porém, a vida aconteceu: fui acometida por chikungunya e, na repescagem, enfrentei complicações graves na reta final da gravidez da minha cunhada, tudo isso em meio a uma pandemia. Ali, algo em mim se bloqueou. Foram três anos de silêncio, medo e paralisação.
Até que decidi tentar novamente, no Exame 40. Mais uma vez, passei na 1ª fase sem grande dedicação, outro sinal de que a base sempre esteve ali. Mas, na 2ª fase, alguns pontos não considerados e alguns décimos me afastaram, mais uma vez, da aprovação.
Então veio o Exame 43. Como das outras vezes, decidi fazer a 1ª fase de última hora — e passei com mais pontos do que em todas as tentativas anteriores. Dessa vez, algo mudou. Comprei o Vade Mecum, me organizei e me dediquei por quase dois meses, estudando incansavelmente para a 2ª fase.
A prova era Contrarrazões de Apelação: um susto inicial, mas, ao final, uma prova feita com convicção. A certeza da aprovação parecia real.
Até que veio o resultado… e não foi. Faltaram 0,35.
Entrei com recurso. Identificaram a possibilidade de 1,80 pontos que não haviam sido considerados. Resultado? Recurso zerado.
Ainda assim, dei a última cartada: Ouvidoria do Exame de Ordem, protocolada em junho.
Fiz a repescagem, mas confesso: estava totalmente decepcionada, desestimulada e desacreditada. Não estudei. Não acreditei.
E então, no dia 03/11 (que eu só vi em 09/11, risos), chegou o resultado: APROVADA.
Reconheceram erro material na correção.
E, detalhe que só Deus escreve: na mesma semana em que recebi o resultado da repescagem — que eu fiz de graça.
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