Durante a Semana Fashion Revolution, uma pergunta se repete:
Quem fez minhas roupas?
Talvez, no entanto, a questão já não seja apenas essa — e sim quem pode escolher como consumir moda.
Enquanto o discurso da consciência, de forma quase silenciosa, ganha espaço e legitimidade, as condições de acesso do público periférico, preto & plus size seguem operando à margem.
A Moda Alternativa nunca esperou validação. Ela se construiu na antiestética, na autonomia criativa, na expressão.
Brechó, customização/trocas, roupas herdadas. Práticas que vêm do Underground e que, ao longo de décadas, foram reduzidas à transgressão e à rebeldia.
O DIY — ou “Faça Você Mesmo” — nasce nesse contexto, muito antes de termos como Upcycling serem apropriados e estetizados pelo Mainstream.
Existe uma diferença entre escolher consumir de forma consciente e conseguir sustentar esse consumo.
Porque, na prática, consciência também envolve preço, grade de tamanho, território e possibilidade estética e afins.
Se a moda quer, de fato, ser mais consciente, talvez precise começar a encarar aquilo que ainda deixa de fora.
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