Posted On: June 3rd 2026, 09:31 pm
O Semfep acabou e continuou existindo em nós, ecoando delírios, latejando palavras…
Mas sobre o que desaprender? E o que as infâncias têm a nos ensinar?
Não sei, mas “o menino nasceu, o mundo tornou a começar”
E como criança o dia começou de novo, paramos pra ouvir Everton
respirar na palavra tempo, tempo, tempo, parado, em movimento...
movimento é uma palavra que vai
Uma cereja foi rasurada
O tempo do FEP é vigésimo
Vigésimo é uma palavra bem alta
Carinho é uma palavra que falta. Não aqui.
Aqui é uma palavra agora.
Trabalho é uma palavra que cansa.
Diversão é uma palavra descanso
Sono é uma palavra que dorme
Insone é uma palavra que acorda
Fritar é uma palavra que chia
Súbito é uma palavra rápida
Demoradamente é uma palavra lenta
A palavra tempo passa
A palavra nuvem, chove
Existem palavras cerejas, como bolo
A palavra realidade não basta
Arte é uma palavra gente
Um é uma palavra sozinha
Junto é uma palavra misturada
FEP É UMA PALAVRA NÓS
(Parte de um texto escrito para o evento - Inspirado nos dias de atividade e no texto de Adriana Falcão-Palavras)
“Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra” (DRUMOND)