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4 months ago
Photo by Caio Moreira dos Santos | Psicólogo on June 28, 2026.
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Posted On: June 29th 2026, 02:25 am
E a psicanálise com isso?

28 de junho. Dia do Orgulho LGBTQAI+.
Stonewall foi uma onda de protestos realizados pela comunidade lgbtqia+ em Nova Iorque, em 28 de junho de 1969, em resposta à violência de estado.
Marsha P. Johnson foi um dos nomes importantes nessa luta. Mulher trans negra e ativista pelos direitos lgbtqia+, inspirou diversos atos e a continuidade do movimento. Faz apenas 36 anos que ser uma pessoa LGBTQ+ deixou de ser considerado doença mental, ou seja, um diagnóstico. O que a pessoa que ocupa o lugar de analista/terapeuta tem com isso? Muita coisa.

A psicanálise nasce apostando na singularidade, contudo, desde Freud, ocupa um lugar ambíguo em relação às sexualidades dissidentes. O próprio Freud afirma que uma paciente homossexual não tinha nada para ser “curada”. Sua teoria da bissexualidade inata vai no mesmo caminho e abre espaço para a afirmação de múltiplas formas de amar e existir, apesar de esbarrar com frequência, ao longo de sua obra, em formulações que endossavam o discurso normativo. Um pouco mais tarde, a hetenormatividade e a heterossexualidade reprodutiva tomam conta da cena e instituições como a IPA chegam a proibir pessoas lgbtq+ de serem analistas. As identidades trans são associadas à manifestações psicóticas.
É somente após as décadas de 70 e 80 - pós-Stonewall - que as coisas começam a mudar.

Com a queda do “homossexualismo” (fruto dos movimentos lgbtq+) dos manuais diagnósticos, a psicanálise passa a revisar seus dogmas, dialogar com a teoria queer e demais estudos de gênero, uma conversa nem sempre tão amigável.
O Brasil segue sendo o país mais violento, o que mais mata pessoas lgbtq+ no mundo.

Não há como supor nada. A sua sexualidade, identidade ou desejo são únicos. O analista pergunta e só assim sabe. Na clínica, nada é presumido.

Existe uma fantasia do “jeito certo” de desejar onde qualquer sinal de diferença tende a ser apagado. Existir por inteiro, às vezes, torna-se uma dificuldade. Amar acaba por exigir coragem.
Por uma escuta clínica que desconstrua sua cisheteronormatividade.
Comments (7)
manuelamoreiraa 4 months ago

manuelamoreiraa

👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

manuelamoreiraa 4 months ago

manuelamoreiraa

❤️❤️❤️❤️

laurabragiao 4 months ago

laurabragiao

Muito legall 👏❤️

massageramos_ 4 months ago

massageramos_

Necessário ❣️

massageramos_ 4 months ago
psi.vitant 4 months ago

psi.vitant

Post lindo e necessário!

anabiameireles 4 months ago

anabiameireles

❤️❤️❤️

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