Posted On: October 1st 2026, 09:00 pm
Setembro terminou. A prevenção ao suicídio, não.
Ao longo deste mês, levei essa discussão para diferentes espaços: congresso, palestras, instituições e também para cá. E, em todos eles, uma questão permaneceu: o que fazemos depois que a campanha acaba?
Falar sobre prevenção é importante. Mas nenhuma frase, postagem ou campanha substitui uma rede capaz de acolher uma pessoa quando ela precisa de cuidado.
É por isso que falar de saúde mental também é falar de política pública e SUS.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) articula diferentes serviços — da Atenção Primária aos CAPS, urgência, emergência e atenção hospitalar — para que o cuidado não dependa de uma única porta. Os CAPS, por exemplo, são serviços públicos comunitários, contam com equipes multiprofissionais e funcionam em regime de porta aberta para o primeiro acolhimento, sem necessidade de consulta previamente marcada.
E quando a situação exige atendimento imediato, a própria rede inclui serviços de urgência e emergência, como SAMU 192, UPA 24h e pronto-socorro.
Alguns caminhos de cuidado:
• CAPS: procure diretamente o CAPS da sua região ou informe-se na UBS mais próxima.
• UBS: também é porta de entrada para o cuidado em saúde mental no SUS.
• SAMU — 192: para situações que necessitem atendimento imediato.
• CVV — 188: apoio emocional gratuito, 24 horas por dia.
Setembro pode ajudar a colocar o assunto em evidência. Mas prevenção precisa existir em outubro, novembro, dezembro e em todos os outros meses, sustentada por informação responsável, profissionais, serviços acessíveis e políticas públicas permanentes.
Porque prevenção não termina quando a campanha sai do calendário.
É justamente aí que precisamos descobrir se o cuidado permanece.