Posted On: September 22nd 2026, 02:56 pm
A gente tem uma facilidade enorme de sacralizar os próprios posicionamentos políticos. O voto deixa de ser uma escolha política e passa a virar régua de espiritualidade, de caráter e até de fidelidade a Deus. Quem vota como eu é “crente de verdade”. Quem vota diferente passa a ser tratado como alguém moral ou espiritualmente inferior.
Quando Jesus diz “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, ele confronta justamente essa tentativa de usar Deus para legitimar nossas preferências políticas. Jesus não pode ser convocado para carimbar A, B ou C como “o candidato de Deus”, nem para transformar uma escolha eleitoral em critério para saber quem está ou não bem com o Senhor.
Podemos ter convicções políticas, defendê-las e debatê-las. O problema começa quando espiritualizamos essas convicções e usamos o nome de Deus para dar a elas uma autoridade que não possuem. Posicionamento político não é certificado de fidelidade espiritual.
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