Posted On: October 8th 2026, 06:24 am
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No dia 7 de outubro de 2026, estava a caminho do ato dos estudantes quando presenciei uma cena que me fez refletir sobre muitas coisas, principalmente sobre o verdadeiro significado da construção coletiva.
Dentro do metrô, um grupo de estudantes da Rural preparava um cartaz, ali mesmo, no chão do vagão. Aos poucos, utilizando os próprios dedos como pincéis, outras pessoas começaram a participar. Me senti à vontade para chegar, do meu jeito, e ajudar a pintar. No fim, cada pessoa contribuía com uma letra, uma pincelada, um gesto.
Antes de chegarmos à estação Carioca, o cartaz estava pronto. Até mesmo uma criança se aproximou e deixou sua marca, carimbando a mão naquele cartaz.
Naquele instante, percebi que a união se constrói em movimento.
Entre tantas estações, esperamos ansiosamente pelo destino e esquecemos de observar o caminho, os pequenos gestos e, principalmente, os aliados que caminham ao nosso lado.
Foi por isso que, ao chegar ao ato, decidi dedicar meu olhar aos cartazes. Fiquei imaginando o quanto cada um daqueles registros representava um futuro que já está sendo construído. O futuro desejado por tantos jovens estudantes.
Assim como aquele que vi nascer no chão do metrô, cada cartaz carrega uma história. Cada palavra, cada cor e cada mensagem expressa uma voz, uma reivindicação para transformar a realidade.
Esses estudantes que ocuparam as ruas são as mesmas sementes democráticas que foram cultivadas ao longo das últimas duas décadas, desde 2002. Uma geração que cresceu entre conquistas, contradições e lutas, e que agora, literalmente, escrevem seus próprios capítulos na história e tem muito a nos ensinar.
Meu voto é por um futuro em que a educação seja instrumento de emancipação e libertação. Sem opressão, sem opressores.
A democracia que buscamos se fortalece diariamente, nas ruas, nas escolas, nos encontros e até mesmo no chão de um vagão de metrô.
Política se faz todos os dias.
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