Posted On: October 8th 2026, 07:25 pm
O Flamengo não precisa de casas de apostas para ser grande. Sua grandeza vem do povo, da classe trabalhadora que enche as arquibancadas, sustenta sua história e transmite essa paixão entre gerações. O Movimento F. Antifascista repudia a anunciada adesão do clube à campanha “Proibir não é proteger”, promovida pelas entidades empresariais das “bets”. Colocar esse lema no manto rubro-negro significa mobilizar o prestígio do Flamengo em defesa de interesses privados que avançam sobre a renda e a saúde da própria torcida. A direção tem o dever de buscar receitas compatíveis com a responsabilidade social de um clube dessa dimensão, tal qual deveria ser a proposta da pasta similar que compõe uma das vice-presidências do Mengão.
A expansão das bets aprofunda uma transferência brutal de renda dos (as) trabalhadores (as) para as empresas de apostas. Estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) estima que R$ 62,5 bilhões foram retirados do orçamento das famílias em 2025. Esse dinheiro faz falta no prato, no aluguel, na educação dos filhos e no comércio popular. O endividamento e a dependência comprometem a autonomia de quem trabalha e alimentam a promessa de recuperar, em uma nova aposta, o salário perdido. O patrocínio compra espaço na camisa e ajuda a dar legitimidade a essa engrenagem por meio da publicidade junto à marca FLAMENGO. Para nossa organização, nenhuma receita comercial autoriza os atuais dirigentes do Clube a colocar sua influência a serviço da exploração econômica de sua gente. Continua nos comentários ➡️
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