Na quinta-feira, fomos treinar à PGT, do professor
@nelsongomesbjj , e acabámos por viver um daqueles momentos que ficam guardados no coração.
O professor Nelson não é o professor habitual do Simãozinho, mas, depois de uma longa conversa ,primeiro entre uma mãe e um professor de Jiu-Jitsu, mas sobretudo entre uma mãe e um pai,chamou o Simãozinho e, em forma de abraço, desafiou-o a terminar o treino sem os óculos.
Não foi apenas um desafio. Foi uma forma de lhe mostrar que, mesmo quando existem limitações, não precisamos de nos tornar reféns delas. Que podemos sentir desconforto, ter medo, duvidar de nós próprios e, ainda assim, descobrir que somos capazes de ir um bocadinho mais além.
Mas sabem o que mais me marcou? A forma como o fez.
O cuidado, a sensibilidade, a atenção e o acompanhamento que deu ao meu Ninja. Não o deixou sozinho perante o desafio. Esteve ali, presente, a guiá-lo, a incentivá-lo e a dar-lhe a segurança de que precisava naquele momento.
E eu, enquanto mãe, vi algo que vale muito mais do que qualquer medalha: vi o meu Ninja feliz no tatame. Vi-o a sorrir, a sentir-se seguro e a confiar.
Ouvi conselhos. Ouvi palavras de incentivo. E ouvi algo que ficou a ecoar em mim: também crescemos no desconforto.
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