Posted On: November 1st 2026, 11:22 am
Um incêndio de grandes proporções deflagrou na manhã deste domingo nas instalações do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM), uma das principais unidades de referência no diagnóstico e tratamento do cancro em Moçambique.
Segundo informações divulgadas pelo Jornal Notícias, as chamas atingiram diferentes compartimentos do edifício. Equipas do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) foram mobilizadas para combater o incêndio.
O ministro da Saúde, Ussene Isse, confirmou a evacuação dos pacientes internados na unidade. Até às primeiras informações divulgadas, não eram conhecidas as causas do incêndio nem a extensão total dos danos.
O incêndio registado este domingo nas instalações dos Serviços de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM) levanta preocupações sobre a segurança das infra-estruturas hospitalares e a continuidade dos serviços especializados de tratamento do cancro em Moçambique.
O incidente atinge uma unidade estratégica integrada num investimento público avaliado em aproximadamente 17 milhões de dólares, destinado a reforçar a capacidade nacional de diagnóstico e tratamento oncológico, incluindo a instalação de equipamentos especializados de radioterapia.
A ocorrência volta a colocar em debate a gestão de riscos, a prevenção e combate a incêndios, a manutenção preventiva de equipamentos e a existência de planos de contingência para infra-estruturas críticas.
Mais do que os danos materiais, a principal preocupação reside no impacto sobre os pacientes oncológicos, cuja sobrevivência e qualidade de vida dependem da continuidade dos tratamentos e do acompanhamento médico especializado.
O QUE ESTE INCIDENTE COLOCA EM DEBATE?
- Estavam implementados mecanismos adequados de prevenção e combate a incêndios?
- As instalações dispunham de planos de emergência e evacuação?
- Existem mecanismos para assegurar a continuidade dos tratamentos?
- Como proteger investimentos públicos de elevado valor estratégico?
- Que medidas serão adoptadas para reforçar a resiliência das infra-estruturas hospitalares?
INVESTIR EM SAÚDE TAMBÉM SIGNIFICA PROTEGER O INV