Posted On: November 4th 2026, 01:29 pm
PARTICIPEI NO 1.º FÓRUM DE EXPOSIÇÃO DE INVESTIMENTO EM TRANSPORTE E LOGÍSTICA DE MOÇAMBIQUE – TRANS-LOG MOZ 2026
Foi uma oportunidade importante participar na primeira edição do TRANS-LOG MOZ 2026, um espaço de reflexão, diálogo e partilha de perspectivas sobre o futuro dos transportes, da logística, do investimento e do desenvolvimento económico de Moçambique.
Um dos aspectos que mais me chamou a atenção foi a visão apresentada pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, sobre a necessidade de transformar a vantagem geográfica de Moçambique numa verdadeira oportunidade de desenvolvimento económico.
O anúncio de investimentos superiores a USD 7,5 mil milhões nos corredores de Maputo, Beira e Nacala demonstra a dimensão da ambição estratégica do país.
Contudo, acredito que o verdadeiro desafio vai muito além da construção e modernização de infra-estruturas.
Precisamos de transformar os nossos corredores logísticos em verdadeiros corredores de desenvolvimento industrial.
Isso significa:
- Atrair novas unidades industriais e desenvolver parques industriais;
- Promover a transformação local de matérias-primas;
- Reduzir os custos logísticos e aumentar a competitividade das empresas;
- Criar oportunidades para as pequenas e médias empresas nacionais;
- Gerar emprego e desenvolver competências;
- Reforçar a integração económica com os países da África Austral;
- Modernizar os sistemas portuários, ferroviários e aduaneiros através da digitalização.
Uma das mensagens que considero particularmente relevante, partilhada durante o Fórum, foi:
"Não queremos corredores que sejam apenas caminhos de passagem de mercadoria."
Esta afirmação traduz um desafio fundamental para Moçambique: não basta facilitar a circulação de mercadorias. Precisamos de garantir que uma parte crescente do valor económico seja produzida, transformada e retida dentro do nosso país.
Saio deste Fórum com uma convicção reforçada: o futuro da indústria moçambicana está profundamente ligado à qualidade das nossas infra-estruturas, à eficiência logística, à capacidade de atrair investimento e à integração regional.