No Salão das Colunas, em Moscou, Vladimir Putin prestou uma homenagem silenciosa a Mikhail Gorbachev, o último líder da União Soviética.
A visita ocorreu no início de setembro de 2022 e durou pouco mais de 1 minuto. Putin depositou flores diante do caixão e deixou o local sem pronunciamentos públicos, antes da cerimônia fúnebre oficial.
Gorbachev governou a URSS entre 1985 e 1991 e foi o responsável pelas reformas da glasnost e da perestroika, que abriram o sistema soviético e levaram ao fim da União Soviética. No cenário internacional, é associado ao encerramento da Guerra Fria; dentro da Rússia, seu legado segue amplamente contestado.
O gesto teve forte peso simbólico. Putin construiu sua trajetória política criticando o colapso soviético, evento que classificou como uma das maiores rupturas geopolíticas do século XX, e defendendo a reconstrução do poder do Estado russo no período pós soviético.
Putin não participou do funeral oficial realizado dias depois. Ainda assim, essa breve homenagem reuniu, em silêncio, dois personagens centrais de momentos opostos da história russa recente.
Na noite de 25 de dezembro de 1991, enquanto a neve caía sobre Moscou, um dos gestos mais simbólicos do século XX aconteceu quase em silêncio no Kremlin. Às 19h32, a bandeira vermelha soviética, marcada pela foice e o martelo, foi baixada pela última vez. Em seguida, a bandeira branca, azul e vermelha da Federação Russa foi hasteada, selando oficialmente o fim da União Soviética após 69 anos.
O ato veio logo após o pronunciamento televisionado de Mikhail Gorbachev, no qual ele anunciou que seu cargo já não existia. As reformas da perestroika e da glasnost, criadas para salvar o sistema, acabaram acelerando sua queda ao abrir espaço para movimentos nacionalistas e expor uma economia em colapso. A guerra no Afeganistão, a estagnação interna e a tentativa fracassada de golpe em agosto daquele ano apenas confirmaram o desfecho.
Enquanto a bandeira mudava, Boris Yeltsin consolidava o controle de uma Rússia agora independente. A transição ocorreu de forma quase burocrática: os códigos nucleares foram transferidos naquela mesma noite, e embaixadas soviéticas ao redor do mundo receberam ordens para remover seus símbolos até o dia seguinte.
Para a população, o momento foi ambíguo. Alguns choraram o fim de uma ideologia que marcou suas vidas; outros celebraram o desaparecimento de um regime repressivo. Ao mesmo tempo, o novo começo trazia incertezas — hiperinflação, privatizações caóticas, o surgimento de oligarcas e conflitos iminentes.
Naquela noite de Natal, não apenas uma bandeira foi trocada. Um mundo bipolar chegou ao fim, e uma nova ordem global começou a se desenhar. Décadas depois, o instante em que a bandeira soviética desceu continua sendo lembrado como encerramento, ruptura e alerta histórico.
Em 25 de dezembro de 1991, enquanto a neve caía sobre Moscou na noite de Natal, um dos atos mais simbólicos do século XX se desenrolou silenciosamente sobre o Kremlin. Às 19h32, a bandeira carmesim soviética ostentando sua icônica foice e martelo foi arriada pela última vez. Em seu lugar, a tricolor branca, azul e vermelha da Federação Russa foi hasteada, marcando a dissolução oficial da União Soviética após 69 anos de regime comunista.
A cerimônia ocorreu após o discurso de renúncia televisionado de Mikhail Gorbachev, no qual o exausto líder soviético declarou que seu cargo “deixou de existir”. Suas reformas perestroika (reestruturação) e glasnost (abertura) haviam acelerado involuntariamente o colapso do império, ao liberar movimentos nacionalistas há muito reprimidos na Ucrânia, nos países bálticos e em outros lugares. A estagnação econômica, a desastrosa guerra no Afeganistão e uma tentativa fracassada de golpe de Estado em agosto, liderada por linha-dura, selaram o destino da URSS.
Enquanto a bandeira era arriada, Boris Yeltsin agora liderando uma Rússia reduzida consolidava o poder nas câmaras do Kremlin, próximas dali. A transição foi estranhamente organizada: os códigos nucleares soviéticos foram transferidos para o controle russo às 20h, enquanto embaixadas em todo o mundo receberam instruções para remover seus símbolos soviéticos até a manhã seguinte.
Para os cidadãos que assistiam, as reações variaram da euforia ao temor. Comunistas idosos choraram enquanto a ideologia de suas vidas desaparecia com a bandeira, enquanto dissidentes celebravam a liberdade da sombra do Gulag. Contudo, a ascensão da tricolor também prenunciava o caos hiperinflação, oligarcas saqueando indústrias estatais e a iminente guerra na Chechênia. O fim da Guerra Fria deixou não um Ocidente triunfante, mas um reino fragmentado em busca de identidade entre o passado czarista e um futuro incerto.
Naquela noite gélida de Natal, nasceu não apenas uma nova Rússia, mas uma ordem mundial onde a hegemonia americana permaneceu incontestada por um tempo. Três décadas depois, o momento da mudança da bandeira permanece como um fim e um aviso.
#historia #históriasfascinantes
O fim da União Soviética em 1991 marcou o encerramento de uma das maiores potências políticas e militares do século XX. Durante décadas, o Estado soviético sustentou um sistema centralizado que enfrentava graves dificuldades econômicas, baixa produtividade e crescente insatisfação social, problemas que se tornaram ainda mais evidentes nas últimas décadas da Guerra Fria.
Nos anos 1980, o líder soviético Mikhail Gorbachev tentou reformar o sistema por meio das políticas de perestroika (reestruturação econômica) e glasnost (maior abertura política e transparência). Embora essas reformas buscassem modernizar o país, elas também enfraqueceram o controle político do Partido Comunista e abriram espaço para críticas públicas ao regime.
Ao mesmo tempo, várias repúblicas que compunham a União Soviética passaram a exigir mais autonomia e, posteriormente, independência. Em 1991, após uma tentativa fracassada de golpe por setores conservadores do governo, o poder central perdeu ainda mais força. Nos meses seguintes, diversas repúblicas declararam independência, e em dezembro daquele ano a União Soviética foi oficialmente dissolvida.
O evento marcou não apenas o fim de um Estado, mas também o encerramento de uma era da história mundial: o colapso de um dos dois polos que estruturavam a ordem internacional durante a Guerra Fria.
No dia 25 de dezembro de 1991, enquanto grande parte do mundo ocidental celebrava o Natal, um dos eventos mais sísmicos da política moderna acontecia sob a neve de Moscou. Após décadas de existência como uma das duas superpotências globais, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) chegava oficialmente ao seu fim. O vídeo registra o momento solene e quase silencioso em que a bandeira vermelha com a foice e o martelo foi baixada do mastro principal do Kremlin, sendo substituída pela bandeira tricolor da Federação Russa. Este gesto em 25 de dezembro de 1991 não foi apenas uma troca de tecidos, mas a renúncia oficial de Mikhail Gorbachev e a dissolução de um bloco que moldou o século XX.
O desenvolvimento desse colapso em 25 de dezembro de 1991 foi o resultado de anos de crises econômicas, pressões políticas internas e movimentos de independência nas repúblicas soviéticas. As reformas conhecidas como Glasnost e Perestroika, iniciadas por Gorbachev, tentaram modernizar o sistema, mas acabaram acelerando sua fragmentação. O impacto desse evento foi imediato: o fim da Guerra Fria, a reunificação de famílias separadas pela Cortina de Ferro e uma nova ordem mundial liderada pelos Estados Unidos. Para os cidadãos russos que assistiam à cena em 25 de dezembro de 1991, o sentimento era uma mistura de incerteza sobre o futuro e o alívio pelo fim de um regime que já não conseguia sustentar as necessidades básicas de seu povo.
O fim da União Soviética em 1991 marcou o encerramento de uma das maiores potências políticas e militares do século XX. Durante décadas, o Estado soviético sustentou um sistema centralizado que enfrentava graves dificuldades econômicas, baixa produtividade e crescente insatisfação social, problemas que se tornaram ainda mais evidentes nas últimas décadas da Guerra Fria.
Nos anos 1980, o líder soviético Mikhail Gorbachev tentou reformar o sistema por meio das políticas de perestroika (reestruturação econômica) e glasnost (maior abertura política e transparência). Embora essas reformas buscassem modernizar o país, elas também enfraqueceram o controle político do Partido Comunista e abriram espaço para críticas públicas ao regime.
Ao mesmo tempo, várias repúblicas que compunham a União Soviética passaram a exigir mais autonomia e, posteriormente, independência. Em 1991, após uma tentativa fracassada de golpe por setores conservadores do governo, o poder central perdeu ainda mais força. Nos meses seguintes, diversas repúblicas declararam independência, e em dezembro daquele ano a União Soviética foi oficialmente dissolvida.
O evento marcou não apenas o fim de um Estado, mas também o encerramento de uma era da história mundial: o colapso de um dos dois polos que estruturavam a ordem internacional durante a Guerra Fria.
O fim da União Soviética em 1991 marcou o encerramento de uma das maiores potências políticas e militares do século XX. Durante décadas, o Estado soviético sustentou um sistema centralizado que enfrentava graves dificuldades econômicas, baixa produtividade e crescente insatisfação social, problemas que se tornaram ainda mais evidentes nas últimas décadas da Guerra Fria.
Nos anos 1980, o líder soviético Mikhail Gorbachev tentou reformar o sistema por meio das políticas de perestroika (reestruturação econômica) e glasnost (maior abertura política e transparência). Embora essas reformas buscassem modernizar o país, elas também enfraqueceram o controle político do Partido Comunista e abriram espaço para críticas públicas ao regime.
Ao mesmo tempo, várias repúblicas que compunham a União Soviética passaram a exigir mais autonomia e, posteriormente, independência. Em 1991, após uma tentativa fracassada de golpe por setores conservadores do governo, o poder central perdeu ainda mais força. Nos meses seguintes, diversas repúblicas declararam independência, e em dezembro daquele ano a União Soviética foi oficialmente dissolvida.
O evento marcou não apenas o fim de um Estado, mas também o encerramento de uma era da história mundial: o colapso de um dos dois polos que estruturavam a ordem internacional durante a Guerra Fria.
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#classico #historia #politica #reflexão #russia
🇷🇺 "Nós somos a ultima geração a poder apertar mãos com as grandes lendas da Grande Guerra Patriótica. Descanse em paz grande soldado."
- Vladimir Putin
No video Putin dá medalha de herói da União Soviética e herói da Federação Rússia para Ibrahim Pasha Sadykov que completava 100 anos de idade na ocasião, ele lutou em Stalingrado em 1942 e lutou na libertação de Kiev e da Ucrânia em 1943-1944
O soldado resistiu o grande cerco nazista em Stalingrado, indo lutar até Kiev sendo crucial na libertação da Ucrânia Ocidental contribuindo de forma direta na derrota da Alemanha Nazista.
Nascido em 12 de janeiro de 1924 em Rutul na Rússia ele faleceu dia 18 de fevereiro de 2026 aos 102 anos de idade em sua casa durante o sono, tendo uma passagem tranquila.
"Eu sempre defenderei minha familia e nação quantas vezes forem necessárias!!"
- Pasha
@yalyublyurossiyaa
🇧🇷🇷🇺
A queda do parlamento russo durante a crise constitucional de 1993.
O poder político russo entrou em colapso armado.
Em outubro de 1993, tanques do Exército russo abriram fogo contra o prédio do parlamento em Moscou, em um dos episódios mais extremos da história política pós-soviética.
O confronto ocorreu durante a crise constitucional entre o presidente Boris Yeltsin e o Soviete Supremo. Após dissolver o parlamento por decreto — ato considerado ilegal pela Constituição vigente — Yeltsin enfrentou resistência de parlamentares que se recusaram a deixar o cargo.
Manifestantes armados tomaram prédios públicos, barricadas foram erguidas no centro da capital e o impasse escalou rapidamente para um confronto militar. Em 4 de outubro, forças leais ao presidente cercaram o parlamento e iniciaram o bombardeio, tudo registrado por câmeras de televisão.
Estima-se que entre 150 e 200 pessoas tenham morrido, embora números oficiais nunca tenham sido plenamente esclarecidos. O episódio marcou o fim definitivo do sistema legislativo herdado da União Soviética.
Dias depois, Yeltsin consolidou o poder, dissolveu o antigo parlamento e aprovou uma nova Constituição, ampliando significativamente os poderes da presidência russa — estrutura que moldaria o país pelas décadas seguintes.
⌚PUTIN CONTRA OS OLIGARCAS
Nesse vídeo vemos Vladimir Putin enquadrando alguns oligarcas russos que estavam sendo acusados de não prestarem corretamente os serviços contratados com o governo russo, além de agirem de forma hostil contra os trabalhadores de uma siderúrgica. A cena, amplamente divulgada, ajuda a entender a lógica de poder que marcou o início do seu governo.
Aqui fica claro o modus operandi do ex-chefe do KGB e do FSB. Ou os bilionários adaptam-se às exigências do Estado russo, ou estão fora do jogo.
No início dos anos 2000, quando Putin havia acabado de chegar ao poder na Rússia, o país enfrentava uma terrível crise política e econômica, com desemprego e inflação galopantes. As propriedades e empresas do Estado soviético haviam sido privatizadas a toque de caixa durante os anos 1990, levando à proliferação de oligarquias corruptas e gananciosas. Nesses primeiros anos de governo, Putin agiu para “controlar” as elites, a fim de reorganizar a economia e estabilizar o país.
Um desses casos foi o da empresa Alumina, localizada em Pikalëvo, no noroeste da Rússia. O presidente russo aparece furioso com o oligarca Oleg Deripaska, que passou a ser dono da Pikalevo Glinoszim, uma das principais fábricas da era soviética. Deripaska vinha tratando de maneira hostil os trabalhadores, além de não entregar os projetos combinados com o governo.
Em 4 de junho de 2009, uma cena marcante ocorreu em Pikalyovo, Rússia. Durante uma reunião televisionada, o então primeiro-ministro Vladimir Putin confrontou o bilionário Oleg Deripaska sobre salários atrasados e a paralisação das fábricas. Putin foi ao local, convocou a imprensa e exigiu uma resposta imediata.
Putin exigiu que Deripaska assinasse imediatamente um acordo para retomar a produção e pagar cerca de 830 mil dólares em salários atrasados. O oligarca assinou o documento. Quando esqueceu de devolver sua caneta, Putin comentou friamente: “E vai me devolver a caneta também?”
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PUTIN CONTRA OS OLIGARCAS FOI:
PUTIN CONTRA OS OLIGARCAS
Nesse vídeo vemos Putin enquadrando alguns oligarcas russos que estavam sendo acusados de não prestarem corretamente os serviço contratados com o governo russo, além de agirem de forma hostil contra os trabalhadores de uma siderúrgica.
Aqui fica claro o modus operandi do ex-chefe do KGB e FSB, ou os bilionários adaptam-se ou estão fora.
No início dos anos 2000, quando Putin havia acabado de chegar ao poder na Rússia, o país enfrentava uma terrível crise política e econômica, com desemprego e inflação galopantes. As propriedades e empresas do Estado soviético haviam sido privatizadas a toque de caixa durante os anos 1990, levando a proliferação de oligarquias corruptas e gananciosas. Nesses primeiros anos de governo, Putin agiu para “controlar” as elites, afim de reorganizar a economia e estabilizar o país.
Um desses casos foi o da empresa Alumina, em Pikalëvo, no noroeste da Rússia. O presidente russo aparece furioso com o oligarca Oleg Deripaska, que passou a ser dono da Pikalevo Glinoziom, uma das principais fábricas da era soviética. Oleg vinha tratando de maneira hostil os novos trabalhadores, além de não entregar os projetos combinados com o governo. Putin vai ao local, convoca a imprensa e obriga o oligarca a assinar um novo acordo.
El ascenso de Mijaíl Gorbachov al mando de la URSS cambió la historia. Conoce sus reformas, la Perestroika y cómo este líder influyó en la política y el mundo.
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