Posted On: June 8th 2025, 05:02 pm
EDIÇÃO GENÉTICA | Pesquisas em edição genética têm avançado com duas abordagens promissoras: o CRISPR, já em fase pré-clínica, e o Bridge Editing, em estágio inicial. O CRISPR-Cas9 usa uma enzima guiada por RNA para cortar o DNA em locais específicos, permitindo alterações como inserções ou substituições de bases. No entanto, pode causar efeitos fora do alvo e depende de mecanismos celulares imprecisos de reparo. Para aumentar a precisão, pesquisadores têm integrado inteligência artificial (IA), que ajuda a prever locais de corte, selecionar variantes de enzimas mais seguras e projetar guias genéticos com menor risco de erro. Algoritmos como Easy-Prime e PrimeDesign são exemplos aplicados ao prime editing, uma versão que evita cortes duplos.
Já o Bridge Editing promove a troca de bases diretamente, sem romper a dupla hélice, usando moléculas de RNA como ponte. Essa técnica reduz o risco de danos colaterais e ativações indesejadas da resposta celular, mas ainda não passou para testes clínicos. Enquanto o CRISPR já é avaliado por agências como a FDA e EMA, o Bridge Editing segue em fase experimental. Ambos os métodos continuam sendo desenvolvidos por universidades e empresas, com o objetivo de criar terapias mais seguras e precisas para doenças genéticas.
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