Posted On: June 17th 2025, 12:21 pm
Exu, chama que não se apaga,
Eco dos tambores na noite sem nome,
És o tempo que gira, o vento que avisa,
És o guardião do que não pode ser dito.
Teus olhos veem o que o mundo nega,
Teus pés dançam sobre cinzas sagradas,
e onde tocas, o impossível se curva.
Abridor de caminhos,
Corte de faca, doce veneno,
ensina-me a ouvir o que cala,
a falar com a coragem dos loucos.
Entre oferendas e gargalhadas,
te rogo:
desata os nós que me prendem,
acende as trilhas onde sou sombra,
faz de mim caminho,
faz de mim silêncio que arde.