Um misto de euforia e satisfação tomou conta do terceiro andar no 274 da Rua Riachuelo neste final de domingo. Após sete dias, os artistas que participaram da primeira residência do Centro Experimental de Arte Serigráfica (CEAS) terminaram de imprimir seus trabalhos, que agora ficarão expostos em uma mostra que será aberta nesta segunda-feira, às 18h, no próprio local.
“Esta é a inauguração do Centro, o primeiro do Paraná, primeiro da América Latina e provavelmente o primeiro do mundo, porque é algo realmente muito específico. A ideia aqui é convidar artistas para que experimentem uma técnica de serigrafia que eu pesquiso e desenvolvo”, explicou a’O CENTRO o serígrafo Daniel Barbosa, criador do estúdio
@caderno.listrado e, agora, do CEAS — ambos no mesmo prédio.
A cada dia de residência, os artistas Aline Bispo, Diogo Duda, Ju Maia, Neiton, Rimon Guimarães e Thalita Sejanes imprimiram uma das cores de suas criações. Neste domingo, o sétimo dia de trabalhos, as obras ficaram prontas.
A serigrafia ganhou espaço nas artes na década de 1960, com o advento da pop art, tendo Andy Warhol como principal propagador da técnica. Ficou popular no Brasil pela facilidade de reprodução doméstica de materiais promocionais e camisetas estampadas, mas nunca deixando de ser utilizada como técnica artística, permitindo experimentos relativamente baratos e sustentáveis. Se depender do CEAS, uma técnica cada vez mais difundida e adotada dentre os artistas aqui por estas bandas.▪️
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@ceas.arte: Rua Riachuelo, 274 - 3º andar