Posted On: September 15th 2025, 01:58 pm
A batalha pela memória é constante na luta de classes. A questão é: Qual memória queremos destacar e qual é preciso combater (nunca esquecer). A extrema direita, não é de hoje, tenta se vender como moderada, defensora das liberdades individuais e perseguida; enquanto a esquerda é taxada de extremista, violenta, a favor da censura e algoz dos "cidadãos de bem".
A disputa sobre o termo e uso da violência não é nova; ela reflete e ecoa aquilo que a sua visão de mundo percebe como ideal. Por isso que um supremacista branco é tratado como vítima - de um suposto radicalismo que o próprio fomenta com seu discurso - e uma vereadora, brutalmente assassinada, poucos minutos depois de sua morte, teve mentiras espalhadas para justificar o seu extermínio. Por isso que um branco que faz 'piada horrendas contra populações negra, LGBT, PCD etc, é tratado como apenas alguém exercendo sua liberdade de expressão em tom jocoso e alguém que fez piada com a morte de um supremacista branco é tratado como intolerante e sem empatia.
A história humana é a história da luta de classes entre opressores e oprimidos. Há uma poderosa ideologia para que oprimidos façam o papel dos opressores, enquanto os reais opressores possam vestir seu véu do pacifismo e da liberdade, vendendo um discurso moderado inventado.
Tratar com igualdade coisas desiguais é escolher o lado que apenas quer manter seus privilégios obtidos através da penúria e exploração de quem fornece a uma minoria essa regalias.