Posted On: March 20th 2026, 11:46 pm
A pele antiga, gasta de tanto insistir,
se abre como um fruto maduro ao sol.
Não é quebra, é o banho da alma
limpando o caminho para o que há de vir.
Deixo no chão os preconceitos, roupas velhas,
folhas secas de um eu que não me serve mais.
Desmistifico a sombra, abraço o vazio,
pois é no silêncio da mata que a voz nasce em paz.
O desejo pelo novo corre como seiva,
um mergulho profundo em águas escuras.
A consciência floresce, vasta e inteira,
sob o calor de um sol que não queima, mas conduz.
Sou bicho, sou planta, sou semente,
despindo o ontem para ser, enfim, presente.