Posted On: June 21st 2026, 04:02 pm
Mesa-redonda do 13º Colóquio de Feminismo Negro da UEM debate vivências de terreiro e enfrentamento ao racismo religioso.
A ancestralidade ocupou o centro do debate na noite de sexta-feira 19/06/2026, no Auditório E90 da UEM. O 13º Colóquio de Feminismo Negro realizou a mesa-redonda “Mulheres negras na roda: reflexões sobre vivências de terreiro em Maringá”, reunindo experiências de mulheres que vivem o axé em suas trajetórias pessoais, profissionais e comunitárias.
Participaram da mesa Júlia Romano, psicóloga; Maylla Chaveiro, psicóloga e professora; e Mãe Gi (Gislaine Vieira), Ialorixá e formada em Educação Física. Três percursos distintos, marcados pela espiritualidade, pelo cuidado e pela construção de caminhos coletivos. Na conversa, as vivências de terreiro foram abordadas como experiência viva, não como tema distante. A mediação da mesa foi feita pela a historiadora e poeta Eduarda Beltramin.
As convidadas trataram o terreiro como lugar de memória, acolhimento, pertencimento e transmissão de saberes. O enfrentamento ao racismo religioso atravessou toda a discussão, apontando os desafios e as estratégias de resistência das comunidades de axé em Maringá. Júlia Romano trouxe a perspectiva da clínica e do cuidado em saúde mental de mulheres negras. Maylla Chaveiro articulou psicologia, docência e vivência de terreiro, destacando a produção de conhecimento fora da academia. Mãe Gi compartilhou o papel da Ialorixá na manutenção da tradição, no acolhimento da comunidade e na formação de novas lideranças.