Posted On: July 15th 2026, 05:35 pm
Se tem uma coisa que a Shea Ernshaw sabe fazer, é transformar um cenário em um personagem. O Bosque das Coisas Perdidas me envolveu de um jeito que poucos livros conseguem. A escrita continua linda, delicada e hipnotizante, com aquela atmosfera sombria que nunca pesa demais, mas envolve a gente completamente.
O começo foi um pouco arrastado pra mim. Demorei a entrar no ritmo da narrativa, mas, conforme as páginas avançavam, percebi que essa lentidão faz parte da experiência. O bosque, os silêncios, os sentimentos... tudo precisa de tempo para florescer. Quando me dei conta, já estava completamente imersa naquele universo.
A protagonista foi um dos pontos altos da leitura. Existe uma melancolia muito bonita na forma como ela enxerga o mundo. É uma personagem constantemente julgada e mal interpretada, mas que carrega uma profundidade enorme. Acompanhar sua jornada foi, ao mesmo tempo, doloroso e fascinante.
O mistério também funciona muito bem. Como eu já tinha lido A Maldição do Mar, acabei percebendo algumas semelhanças na construção da história, e isso fez com que eu desconfiasse do plot beeem antes da revelação. Ainda assim, o desfecho conseguiu me surpreender. Mesmo imaginando parte do caminho, a forma como tudo se encaixa é extremamente satisfatória.
Achei essa história ainda mais sombria que A Maldição do Mar, e isso me conquistou COMPLETAMENTE. Eu adoro livros que fogem do comum e conseguem criar uma experiência única, quase como se a gente atravessasse um portal pra um lugar onde a magia, a natureza e a melancolia caminham lado a lado.
Shea Ernshaw tem um talento enorme para escrever histórias que parecem contos antigos, envoltas por uma beleza triste e um toque de magia. Mais uma vez, ela entregou um livro que me fez desacelerar, mergulhar na atmosfera e lembrar que algumas histórias não são feitas para serem apenas lidas, mas sentidas. 🌙🖤✨
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