Posted On: July 1st 2026, 10:00 pm
Quilombo Engenho da Praia - BA
Continuando o rolé por Cachoeira, o segundo Quilombo que visitei foi o do Engenho da Praia. A liderança que conheci por lá foi Joselia.
Mais uma mulher linda. Gente, como tem mulheres lindas nessa região. Surreal.
Joselia já foi dizendo que eu tinha chegado tarde (9h da manhã, rsrs), porque, naquele horário, a pesca dos mariscos e o trabalho na roça já tinham sido feitos.
No caminho pro mangue, ela me perguntou se queria pescar, mas, logo em seguida, achou melhor não. Acho que não passei muita credibilidade para a função. Rsrs.
Encontrei mangue, Rio, pesca e famílias.
Entrei na ruína de um antigo engenho, que ainda permanece na comunidade.
Eu fiquei contemplando. Entre o rio e a ruína, imaginava como mãos negras construíram aquilo. Que tecnologias e conhecimentos detinham para que aquela estrutura ainda permanecesse, de certa forma, de pé.
Foi mágico.
Carreguei um balde de ostras, vi pequenas montanhas de mariscos, parei no barzinho da família, troquei ideia e bebi um refri.
Joselia e seu pai contaram como funcionava o empreendimento familiar de venda de carne. Basicamente era assim: eles faziam os cortes do gado que criavam, a comunidade realizava as encomendas alguns dias antes, eles preparavam os pedidos, penduravam tudo na barraquinha e, depois, cada pessoa passava para buscar sua encomenda e pagava apenas no mês seguinte.
Mais uma estratégia de empreendedorismo negro.
Naquele território, não consegui perguntar sobre leis de incentivo à cultura pois, entendi que existiam outras urgências.