Há alguns dias, vivi uma experiência que ainda estou tentando colocar em palavras.
Participei do meu primeiro Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho. E existe algo muito simbólico nisso.
A gente entra achando que vai aprender sobre uma área. Mas sai aprendendo, principalmente, sobre o tamanho dela.
Durante quatro dias, foi um mergulho intenso. Escolher entre salas porque todas pareciam imperdíveis, sair de uma palestra já pensando na próxima, anotar referências, questionar certezas e perceber quantas perguntas ainda existem.
É curioso como um bom congresso faz duas coisas ao mesmo tempo: ele confirma que você escolheu o caminho certo e, ao mesmo tempo, mostra o quanto ainda há para caminhar.
Talvez essa seja a melhor sensação de todas.
Conhecer pessoalmente pessoas que, até então, existiam apenas nas capas dos livros, nos artigos científicos e nas referências dos meus trabalhos foi emocionante. Encontrar nomes como Borges-Andrade, Lívia Borges, Virgílio Bastos, Luciana Mourão, Sônia Gondim, Roberto Cruz, Gardênia Abbad, Mario César Ferreira, Bruno Chapadeiro e tantos outros foi um daqueles momentos em que a realidade supera a imaginação.
E, como se tudo isso já não bastasse, ainda tive a oportunidade de apresentar um trabalho fruto do meu TCC, justamente em um congresso dedicado à área que escolhi para a minha vida.
Que privilégio!
O XII CBPOT voltou para Salvador 22 anos depois da primeira edição. E, de alguma forma, estar na minha cidade vivendo esse momento tornou tudo ainda mais especial.
Volto com a mala um pouco mais pesada de livros, anotações e contatos... Mas, principalmente, volto com a certeza de que ainda tenho muito a aprender!
E, pela primeira vez, essa imensidão não me assusta... Ela me inspira 🤍