Posted On: August 25th 2026, 04:18 pm
E quando parecia que tinha acabado… ainda tinha forró. ❤️
Os últimos dias do O Fole Roncou foram daqueles que a gente guarda no corpo.
Domingo chegou com aquela sensação de despedida, mas também com a vontade de aproveitar cada música, cada dança, cada abraço e cada encontro até o último minuto.
E então veio a segunda-feira.
O festival acabou, mas o forró não.
No Monday Sem Lei, a pista ganhou mais uma noite de vida com Benício Guimarães, um dos grandes nomes do forró pé de serra. Alagoano, cantor, compositor e sanfoneiro, com quase 50 anos dedicados ao forró, ele trouxe para Valência a força de uma história inteira vivida através da música.
E no meio daquela pista, mais uma vez, eu vi o que tanto me encanta no forró.
Vi mulheres conduzindo homens maiores que elas.
Vi pessoas se entregando à música.
Vi abraços apertados, sorrisos, olhos fechados e aquela conexão que não precisa de tradução.
Porque na dança não existe tamanho, idade ou lugar certo para estar.
Existe escuta.
Existe presença.
Existe troca.
E talvez seja isso que mais fica depois de um festival: não são apenas as músicas que a gente leva para casa, mas as pessoas que encontramos, os corpos que se cruzaram na pista e as histórias que, por alguns minutos, dançaram junto com a nossa.
E ainda teve duas mulheres dançando, com uma frase da Frida Kahlo ao fundo:
“Pés, para que os quero, se tenho asas para voar?”
Talvez seja exatamente isso.
A gente dança porque pode.
Porque quer.
Porque é livre.
E porque, às vezes, dançar é uma das formas mais bonitas que encontramos de voar. ❤️
O Fole Roncou terminou.
Mas as histórias que ele deixou continuam dançando dentro da gente. 🇪🇸❤️