Posted On: September 19th 2026, 02:49 pm
Ontem foi daqueles rolês que eu não vivia fazia tempo. Fui parar na quebrada do Mano Guto, aqui em São Luís, e o cara fez questão de me mostrar a vivência dele, tanto pessoal quanto profissional, como artista.
Fomos em vários lugares, fizemos alguns trampos pela rua. No final foram dois grafites meus e um dele. Mas, mais do que pintar, foi a vivência: trocar ideia, conhecer os lugares, entender a caminhada do cara e ver de perto a importância que ele tem na cena daqui. O Guto tem a própria crew, movimenta eventos e tem uma caminhada que merece respeito.
No meio desse rolê ainda conheci outro Shaolin, que também é da Ceilândia. Só que ele é da Ceilândia Norte e eu cresci na Sul. O cara é mecânico, assim como eu, vive da profissão, é MC, manda umas rimas e ainda me recebeu junto com a família de uma forma que eu não esperava.
Não sou muito de ficar no meio de qualquer roda, mas ontem fiz questão de viver aquela rua. Os moleques me receberam bem pra caramba e foi uma troca verdadeira.
Foi grafite do jeito que eu gosto: rua, tinta, conversa, respeito, improviso e gente que vive a cultura de verdade. Ontem não foi só mais um dia pintando muro. Foi uma daquelas vivências que a gente leva na caminhada.