PRORROGAÇÃO DA VOTAÇÃO
- Tudo começa quando inúmeros eleitores não conseguem chegar aos locais de votação porque não havia ônibus suficientes. Pessoas passam horas nos pontos esperando pelo transporte para exercer seu direito ao voto.
- Às 13h, o PT solicita ao TSE a prorrogação da votação nas localidades que enfrentavam problemas de mobilidade: Maceió (AL), Belém (PA), Recife (PE), Teresina (PI), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Posteriormente, às 15h, pede que a medida seja estendida a todo o país.
- Quem deveria decidir sobre o pedido era o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro. No entanto, ele não toma uma decisão naquele momento.
- Às 14h, o secretário de Mobilidade é preso. A pedido do TRE-BA, determina-se a retomada integral das frotas de ônibus na Bahia.
- Às 15h40, o PL também solicita a prorrogação da votação em alguns estados, principalmente na região Sul.
- Diante da ausência de uma decisão do presidente do TSE, o pedido é levado ao STF.
- Como era domingo, o STF funcionava em regime de plantão. O caso é distribuído por sorteio ao ministro Cristiano Zanin, indicado por Lula.
- Às 17h, sem uma decisão do presidente do TSE, Zanin determina a prorrogação da votação até as 19h.
- Entretanto, o TSE só encaminha a ordem para cumprimento às 17h40. Nesse momento, muitas urnas já haviam sido desativadas. Em diversos locais, a determinação sequer chega a tempo de ser cumprida. Assim, mesmo com a prorrogação, poucos votos adicionais acabam sendo computados.
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