Posted On: October 14th 2026, 08:03 pm
O PROGRESSO VERTICAL de Guaratuba, que tanto chama a atenção, inevitavelmente me traz à memória as reflexões de um amigo de Paranaguá. Em nossas conversas, ele costumava repetir : por que Paranaguá permanece tão engessada diante desse cenário de modernização imobiliária?.
Essa provocação nos força a olhar para o planejamento urbano além da estética. Cidades que adotam a verticalização inteligente colhem vantagens expressivas, como a otimização da infraestrutura pública,além de combater o espraiamento urbano desordenado, aproximando as pessoas do comércio e dos serviços locais.
No entanto, o nó que amarra o crescimento de Paranaguá revela uma contradição profunda. Sendo a cidade mais antiga do estado, ela usa a justificativa de carregar um vasto patrimônio histórico e cultural para frear novas construções. O grande problema é que, na prática, Paranaguá não dá o devido PRESERVAMENTO à sua história: casarões antigos sofrem com o ABANDONO, o CENTRO HISTÓRICO carece de cuidados reais e o potencial turístico se perde pelo descaso.
Ao invés de usar o PASSADO como um motor de desenvolvimento, a gestão urbana cria uma BUROCRACIA que ENGESSA O MUNICÍPIO. Cria-se um cenário onde o patrimônio não é devidamente cuidado e, ao mesmo tempo, serve de barreira para barrar a inovação. Esse FALSO dilema acaba emplacando o progresso e afastando investimentos imobiliários que poderiam modernizar as áreas consolidadas da cidade.
Enquanto Guaratuba redesenha seu visual e se consolida com um mercado dinâmico, Paranaguá fica presa ao passado. A cidade precisa urgentemente entender que preservar a história não significa proibir o futuro, e que o verdadeiro urbanismo moderno sabe cuidar do que é antigo enquanto abre espaço para a verticalização e a modernização urbana.