Onde antes se moía cana, hoje se cultiva futuro.
Em Água Preta, na Mata Sul de Pernambuco, a antiga Usina Santa Terezinha ganhou novos caminhos. A moagem encerrou suas atividades em 1998, mas as construções e as memórias permaneceram. Naquele território, nasceu, em 2015, a Usina de Arte.
À frente do projeto, Ricardo e Bruna Pessôa de Queiroz começaram pela escuta: quais eram os sonhos da comunidade? A arte entrou como uma possibilidade de desenvolvimento, e muitas obras surgiram de residências em que os artistas conheceram o lugar e seus moradores antes de criar.
Hoje, o parque reúne cerca de quarenta obras ao ar livre em mais de 40 hectares. Esculturas, lagos e jardins convivem com as marcas da antiga estrutura industrial. A paisagem muda com a luz, com as estações e com a vegetação que cresce ao redor das obras.
Mas uma parte essencial dessa história acontece além dos caminhos do jardim. Biblioteca, escola de música e laboratório de fabricação digital ampliam as oportunidades para crianças e jovens. Na nossa reportagem, os fundadores relatam que doze estudantes da comunidade recebem apoio para cursar a universidade.
A proposta é também transformar uma ideia: estudar pode ser um caminho para ficar e construir o lugar onde se deseja viver.
“O projeto é a comunidade. Não existiria Usina de Arte sem ela.”
É essa história de memória, pertencimento e transformação que ocupa a capa da edição 19 da Vem Viver Nordeste.
Deslize o carrossel e descubra o que esse território passou a produzir.
Texto: Dani Gama
Fotografia: Dani Gama, Neto Anjos, Acervo Usina de Arte.
@usinadearte Matéria completa no site. Link na bio.
#VemViverNordeste #UsinaDeArte #ÁguaPreta #Pernambuco ArteContemporânea CulturaNordestina