Aquele que eu virei MEIA MARATONISTA 🏃🏻♀️✨
Há quase dois anos eu soube da Meia Maratona das 3 Fronteiras: uma única corrida passando por 3 países. Na época, 21km eram impossíveis pra mim; eu só corria 5.
Aos pouquinhos, aumentei o percurso, participei de corridas maiores e, num acesso de coragem (ou irresponsabilidade), fiz minha inscrição. Meu Deus!
Cheguei em Foz e vi que teria mais um desafio: a chuva. Levantei às 3h30, me arrumei e fui para o ponto de encontro em Ciudad del Este, no Paraguai.
Largamos às 6h00 - com muita (muita!) chuva.
Saímos do Paraguai, atravessamos a Ponte da Amizade e chegamos ao Brasil. Depois de muito ‘sobe e desce’, chegamos à fronteira da Argentina. E ali eu já estava MUITO cansada. Lembro de olhar no relógio e ver 14km. Um participante passou por mim e disse “vamo! 2/3 já foi!”. Bora pro último 1/3 então.
Depois lembro de olhar o relógio, ver 18km e pensar “eu não aguento mais, MAS SÓ FALTA 3”. Começou uma contagem regressiva na minha cabeça - menos um quilômetro, menos um metro, menos um passo…
Na última parte do percurso se formou um corredor de gente: “vai! tá acabando! você conseguiu! parabéns! tá logo ali!”.
Eu cruzei a linha de chegada sorrindo, pulando, comemorando. Peguei minha medalha, sentei em um lugar qualquer e chorei. Chorei, chorei, chorei muito. Não era exatamente um choro de felicidade ou superação, mas um choro de alívio. Alívio por ter acabado, por ter concluído.
Eu não aguentava mais, mas aguentei. Eu não conseguia mais, mas consegui.
Doeu - física e mentalmente, mas eu concluí.
E não é que deu certo?!
Muito prazer, Marissa Godoy - dentre tantas outras coisas, MEIA MARATONISTA também!
À minha família, obrigada pelo incentivo, pela preocupação e pelo suporte. Vocês são a melhor parte da jornada! 🩷
À
@runmore.oficial, obrigada pela confiança e pela parceria. A bermuda 7 bolsos baixa pace é per-fei-ta e já virou minha queridinha. Sempre juntas! 💚