Neste dia 22-10 em que os venezuelanos são chamados a mostrar que não se resignam a um processo conduzido exclusivamente a partir de mesas de negociação, nem aceitam que o diálogo sirva de pretexto para prolongar indefinidamente a falta de liberdades, manifestamos o seguinte:
1. A negociação deve produzir resultados.
O objetivo da mesa de negociação tem de ser claro: gerar resultados concretos, verificáveis e oportunos para os venezuelanos. A negociação deve ser um instrumento para recuperar a institucionalidade, garantir os direitos políticos e devolver aos venezuelanos a possibilidade de decidirem o seu futuro, com respeito pela Constituição e com as pessoas no centro da transição.
1. Reconhecimento aos aliados, com uma exigência de tempo.
A Venezuela agradece o apoio dos Estados Unidos e reconhece a importância de manter uma relação estratégica de cooperação a longo prazo com um aliado fundamental. Contudo, é essencial que os nossos aliados coincidam connosco não só nos valores e no objetivo final, mas também no calendário.
1. A reconstrução é uma tarefa urgente e venezuelana.
A reconstrução do país não pode ser adiada indefinidamente e é uma tarefa que nós, venezuelanos, devemos assumir já.
O destino da Venezuela está nas nossas mãos e fá-lo-emos «A la
Venezolana». A cooperação internacional é fundamental, mas deve acompanhar uma transição em que os venezuelanos detenham a liderança e a responsabilidade de reconstruir as instituições, recuperar a democracia e fazer o país avançar.
Por isso, hoje, os venezuelanos exigem:
• O regresso seguro de María Corina Machado;
• A fixação de uma data para eleições presidenciais livres, transparentes e democráticas;
• Instituições legítimas;
• O fim da perseguição política;
• A libertação de todos os presos políticos, incluindo os dois lusodescendentes, Fernando Venâncio e Juan Rodrigues;
• A participação cidadã na transição democrática da Venezuela.
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