Posted On: October 28th 2026, 09:48 pm
Se seu filho ou sua esposa trabalhassem na sua empresa, você os demitiria porque votaram diferente de você?
Se a resposta muda dependendo de quem ocupa aquele cargo, precisamos conversar sobre os critérios que você está usando.
O vídeo dos herdeiros me fez pensar também nisso: na proteção que permite a algumas pessoas discordar, errar e continuar pertencendo.
Agora, pense em quem depende daquele salário e não tem uma rede de proteção. Até onde essa pessoa consegue expressar uma opinião sem temer pelo próprio sustento?
Raça, gênero e classe atravessam essa conversa. Precisamos observar quem recebe compreensão, quem precisa demonstrar obediência e sobre quem recai a ameaça de perder o emprego.
Ser mulher, ser uma pessoa negra ou vir de uma família pobre não determina uma opinião política. Mas precisamos investigar como essas desigualdades pesam quando alguém decide punir uma discordância.
É esse debate que quero levar para o Novembro Negro: olhar para as relações de poder dentro das instituições, para os critérios de contratação, permanência e promoção.
O salário remunera o trabalho. Não compra a consciência de ninguém.
Na sua empresa, o respeito à diferença continua valendo quando quem discorda não é da família?
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