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Assuma seu lugar. A literatura pode não formar mais o “caráter nacional” como no tempo de Gonçalves Dias, mas ainda guarda a chama viva do espírito. Neste trecho da palestra de Silvio Grimaldo na Casa Danúbio 2025, fica claro: talvez não sejamos maioria. Mas o remanescente existe. A Editora Danúbio trabalha para ele. Seja o remanescente.
Você lembra quando a poesia te encontrou pela primeira vez? Cleo Vaz lê Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. “Meu primeiro encontro com a poesia aconteceu na terceira série primária, no Colégio Santa Cecília, em São Cristóvão. Foi ali que ouvi, pela primeira vez na vida, Gonçalves Dias. Canção do Exílio. Criou-se um vácuo na minha cabeça. Desliguei da chamada realidade.” Desde então, a poesia nunca mais pediu licença. Ela simplesmente ficou.
#literatura #romantismo #indianismo #gonçalvesdias
Clandestino e Galeano Fonte: @revistaconexaoliteratura
Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Já leu? Se sim, o que achou? #literaturabrasileira #vidassecas #gracilianoramos #bookinstagrambrasil #literatura
Enquanto autores de língua espanhola circulam com relativa facilidade por todo o continente (e até pelo mundo), o escritor brasileiro nasce preso a um mercado interno muito limitado.
É com pesar que registramos a morte do crítico literário João Adolfo Hansen, uma das vozes mais rigorosas e eruditas dos estudos literários no Brasil. Professor titular da Universidade de São Paulo, Hansen dedicou décadas à investigação da retórica, da poética e da cultura letrada luso-brasileira dos séculos XVI ao XVIII, renovando de forma decisiva a leitura do chamado “barroco” brasileiro. Sua obra foi fundamental para deslocar interpretações cristalizadas sobre autores como Gregório de Matos, cuja produção ele analisou à luz das convenções retóricas e dos sistemas teológico-políticos do Antigo Regime, restituindo-lhes densidade histórica e complexidade formal. Em vez de projetar categorias modernas sobre textos coloniais, Hansen insistiu na necessidade de compreender os códigos de época — gesto crítico que marcou gerações de pesquisadores. Leitor atento das tradições clássica e ibérica, interlocutor exigente e muitas vezes provocador, João Adolfo Hansen formou discípulos, tensionou consensos e contribuiu para sofisticar o debate sobre literatura, história e teoria no país. Sua escrita, de alta precisão conceitual, combinava erudição vasta e argumentação contundente. Com sua morte, a crítica literária brasileira perde um intelectual que nunca abriu mão do rigor filológico nem da consciência histórica. Permanece sua obra — como desafio e como legado. Tive o prazer de editar um dos seus livros. #usp #criticaliteraria #joãoadolfohansen @
Os meus amigos leitores vão me entender. É impossível ler um só livro. Aqueles que nos cativam, nos prendem. E dessa forma vou mergulhando no romancismo e realismo da literatura brasileira. É um mar imenso. Leiam! A leitura acrescenta cultura, senso crítico e conhecimento. Viver sem ler é viver sem o mínimo que a vida nos oferece.
Quando não encontramos as palavras… #literatura #livros #literaturabrasileira #livrosemaislivros #escritores
A última viagem de GDias. Um mergulho na misteriosa travessia do oceano que custou a vida do maior de nossos poetas. Finalmente descrita com imaginação e coragem..
Meu primeiro contato com este autor.... Machado de Assis! Ele é excepcional e fora da curva....um grande autor de nossa cultura brasileira e pouco falado nos dias Atuais.....📚📕📓📖📑✍🏼🙏🏼🥰❤️
“Morte e Vida Severina” é uma peça de teatro em forma de poema que narra a travessia de um retirante, chamado Severino, que parte do sertão em busca de vida — e encontra, pelo caminho, apenas versões diferentes da morte, sempre de tocaia. João Cabral constrói um poema seco, de versos duros, onde “morrer de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte e de fome um pouco por dia” não são metáforas, mas constatações. O poeta escreve sem lamento, com a precisão de quem mede cada palavra como quem mede a água num pote quase vazio. A jornada de Severino é também a do homem sem nome, “iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande, que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas, e iguais também porque o sangue que usamos tem pouca tinta.” O caminho acompanhando o Capibaribe é mais que geográfico: é o percurso de uma existência que insiste em prosseguir mesmo quando nada promete. A poesia se faz de silêncio e poeira, de uma beleza áspera que brota da necessidade. É uma escrita que não consola, apenas revela. Quando o retirante chega ao Recife, não encontra o milagre que esperava, mas o milagre possível em uma criança que nasce às margens do rio, “criança pequena, enclenque e setemesinha”. É o gesto mínimo que devolve sentido à travessia. Cabral não oferece qualquer salvação transcendental, apenas o reconhecimento de que, mesmo entre ruínas, a vida teima em não morrer. Assim, “Morte e Vida Severina” não é um poema sobre a morte, mas sim sobre a persistência, que brota no chão rachado e que, contra toda lógica, ainda germina. É um auto de natal sem anjos, mas com homens; sem promessas, mas com sobrevivência. #JoãoCabralDeMeloNeto #MorteEVidaSeverina #LiteraturaBrasileira
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