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Pensavam que os testemunhos sobre o Iminente tinham acabado?

Ainda estamos a colher os frutos de uma experiência que, sinceramente, acredito que esteja ao nível de uma viagem de LSD ou ayahuasca ,não sei, nunca experimentei ,mas pelo que dizem, é qualquer coisa de mágico.

Mas estejam longe das drogas, meus putos.

No ano passado tive o privilégio de ir aos Açores fazer uma residência artística. Nunca tinha lá estado, mas já sabem: é normal o Hip Hop levar-me a sítios onde nunca pensei chegar.

Depois de uma semana, a convite do IUFA, saí de lá de coração cheio e com vontade de fazer mais com aqueles artistas talentosos.

Não conseguimos trazer todos, mas os quatro que vieram representaram muito bem uma parte do nosso país que, muitas vezes, fica esquecida.

O Sam já tinha estado nos Açores e também tinha trabalhado com alguns destes artistas. Depois de tantos anos a levar artistas locais aos grandes festivais, achámos que estava na altura de fazer o caminho inverso: trazer para Lisboa artistas de uma ilha que tão bem representa a nossa cultura.

E assim foi.

Para alguns, foi a primeira vez em Lisboa. Para outros, foi um regresso à capital para fazer aquilo que mais gostam.

E isso deixa-me mesmo feliz.

Poder proporcionar estas experiências a quem está longe e está habituado a ver estas coisas apenas através do telemóvel é uma das partes mais bonitas do que fazemos.

Eles representaram muito bem o Hip Hop Açoriano.

Agora deixo-vos aqui o perfil deles para conhecerem melhor a música, a história e o talento que existe nos Açores.

Obrigado, meus putos.

Estão no caminho certo.

Espero que isto seja apenas o primeiro de muitos encontros e que ainda tenhamos muitas oportunidades para trabalhar juntos.

Porque se há uma coisa que o Hip Hop me ensinou é que a cultura não tem fronteiras.

Às vezes só precisamos de criar a ponte. by @_varelah
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4 hours ago
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Award-winning short film 2720, now available to watch here:
https://youtu.be/CcP9YHgF0mg?is=_wllU7gV-xmMuiSk taken in Reboleira by @_varelah
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a day ago
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Dia que o @kosmodagun e o @sr.isaac_da_cunha meteram tudo o que há numa marisqueira na mesa , damn ha moves e moves!! ❤️ by @_varelah
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4 days ago
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Fizemos estas T-Shirts só para usar no evento , não estão a venda, mas já estamos a ver muita gente interessada, vamos falar com os artistas e dizemos algo em breve!! 
Se tens interesse em ter uma diz algo por mensagem .. by @_varelah
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4 days ago
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Já passou quase uma semana desde que fizemos a curadoria do Kriativu no Festival Iminente e ainda hoje há pessoas a vir falar comigo sobre aquela noite.

Sem dúvida, foi uma das melhores festas em que estive e um dos eventos que mais gostei de organizar.

O sentimento é ainda mais especial porque estivemos a valorizar artistas com mais de 50 anos de música, muitos deles ainda no ativo, num estilo que em tempos chegou a ser proibido em Cabo Verde.

Eu cresci a ouvir estes artistas. Quem priva comigo sabe que há uma tradição que nunca falha: em muitos dos nossos jantares chega sempre aquele momento em que paramos tudo e só ouvimos FUNANA!

Desde sempre partilhei esta música com o Loreta, com o meu amigo Adérito e com toda a gente que foi entrando na minha vida. Poder criar um evento com estes artistas foi, por isso, muito mais do que organizar um espetáculo.

Foi fechar um ciclo.

Foi pegar numa parte da minha memória e colocá-la em cima de um palco.

Pelos vídeos e pelas fotografias dá para perceber a vibe, mas quem esteve lá sabe que a energia e a alegria estavam muitos níveis acima daquilo que uma imagem consegue transmitir.

Eu estava rodeado de amigos e família.

Foi o dia certo. O cenário certo. O momento certo.

Noutro dia do festival, provavelmente teria sido caótico. Porque o Funaná atrai. E mais do que atrair, mexe contigo por dentro.

Há músicas que ouvimos.

E há músicas que sentimos.

Obrigado ao Iminente por ter acreditado nesta ideia meio maluca que me passou pela cabeça.

E, acima de tudo, obrigado a todos os que estiveram comigo a beber grogu, a comer torresmo e pastéis.

Só faltou mesmo uma cota junto à grelha a fazer linguiça e asas.

Mas já estou a preparar qualquer coisa grande para o próximo ano.

Porque algumas noites acabam.

Outras ficam connosco. by @_varelah
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4 days ago
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Há coisas que o tempo não consegue mudar.

Passaram-se mais de 30 anos desde que o Hip Hop entrou na minha vida e, mesmo depois de tudo o que vivi, continuo a sentir a mesma energia quando estou no meio de um concerto, numa festa ou simplesmente com o people da cultura .

O Hip Hop mudou a minha vida.

Deu-me uma voz, deu-me amigos, deu-me trabalho, deu-me oportunidades e levou-me a lugares que nunca imaginei conhecer. Mais importante ainda, deu-me uma forma de olhar para o mundo e de acreditar que também podia criar o meu próprio caminho.

Ontem, no meio de um concerto, dei por mim a reencontrar pessoas que fazem parte da história desta cultura e que já não via há muitos anos.

Abraços, conversas, memórias e aquela sensação de que, apesar de tudo ter mudado, há coisas que continuam exatamente no mesmo lugar.

O tempo passa. As pessoas crescem. As vidas mudam.

Mas aquela energia continua lá.

E talvez seja isso que mais gosto no Hip Hop: não é apenas música. É uma parte da nossa história.

Depois de tantos anos, continuo aqui.

A viver. A criar. A aprender.

E, acima de tudo, a amar esta cultura como no primeiro dia.

Hip Hop sou eu. Hip Hop somos nós.

Próximo ano a Hip Hop Sou Eu faz 20 anos. by @_varelah
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10 days ago
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Há uma parte da minha vida de que percebi agora que quase não falo e que muitos não conhecem.

Ainda na 3.ª ou 4.ª classe tive a sorte de entrar num projeto que acompanhava jovens. Hoje percebo que talvez tenha sido aí que começou a ideia que mais tarde deu origem ao Kriativu: **criar um espaço seguro para os jovens experimentarem, descobrirem e crescerem.**

Era o ATL, que mais tarde passou a ser o nosso “grupo de jovens”. Éramos todos de Marvila. Fazíamos escalada, tínhamos uma equipa de futebol com camisolas oferecidas pelo Benfica e, todos os verões, íamos acampar para a Costa ou para a Costa Vicentina.

Porto Covo ficou especialmente na memória.

Quando chegava a hora de voltar para Chelas, queríamos todos chorar. Só alguns largavam a lágrima.

Somos do bairro. Não podemos mostrar emoções.

Mas a verdade é que aqueles dias eram mágicos. Quase não dormíamos. Era brincadeira da manhã à noite.

Montávamos as nossas tendas, fazíamos a nossa comida, resolvíamos tudo em equipa. Até tivemos uma confusão com um grupo de escoteiros. Não éramos escoteiros, mas tínhamos o feeling.

Tenho saudades desses tempos.

E lembro-me de duas pessoas que tornavam tudo possível: o Tó e a Fátima.

Voltei a encontrar o Tó pelo Facebook. Da Fátima nunca mais soube nada.

Gostava de voltar a encontrá-la e dizer-lhe uma coisa:

aqueles anos tiveram um impacto enorme e muito positivo na minha vida.

Talvez seja por isso que, anos mais tarde, criei o Kriativu.

Sem perceber, estava a tentar criar para outros jovens aquilo que um dia alguém criou para mim.

Um lugar seguro para estar, experimentar, aprender, errar e crescer.

Muitos dos meus amigos desse tempo continuam por aqui pelas redes, mas nunca mais fizemos nada juntos.

Por isso, quero saber:

Quem está por aí desde o tempo dos “Jovens”?

Que história ainda guardas daqueles tempos?

De que te lembras? taken in Chelas, Lisboa, Portugal by @_varelah
27
11 days ago
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Lx Finest by @_varelah
0
14 days ago
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Já vamos a mais de metade do ano e, entre Rock in Rio, Morabeza LX, Liga Knockout, Hip Hop Sou Eu, MEO Kalorama e mais de 20 dias na Fan Zone de Pombal com o Kriativu Pombal, já perdi a conta aos eventos em que estive envolvido.

Este sábado vivi uma das experiências mais especiais da minha vida enquanto produtor de eventos e faz tudo , acima de tudo, o caos em pessoa bué neurónios a lutar uns contra os outros .

No Morabeza LX, no dia seguinte, estava a apanhar lixo e a arrumar coisas. Neste, eram 4 da manhã e ainda estava a varrer o chão. E com gosto. É quase terapêutico.

Mas desta vez foi diferente.

Fiz um grande evento com pessoas que cresceram comigo, no meu bairro, com os meus amigos e para a nossa comunidade. E talvez por isso não senti o medo e a ansiedade que já considero normais antes de um evento. Estava simplesmente feliz.

Foi naquele mesmo espaço que joguei à bola, à sirumba, ao mata e onde, aos 18 anos, fui parar à esquadra. Fui com moral porque já não precisavam de ligar à minha mãe. Só não contava ficar lá até às 23h30 e perder o meu aniversário.

Aquele espaço tem muitas histórias. Este sábado ganhou mais uma.

Luz Marvila.

Um evento criado por pessoas do bairro e para o bairro.

Esperávamos 200 pessoas. Apareceram mais de 500. Servimos mais de 300 doses de cachupa e vimos uma coisa que vale mais do que qualquer número: um bairro inteiro unido, a conviver e a celebrar.

Tivemos ainda a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que esteve no meio dos moradores, conversou com as pessoas e deixou algumas palavras.

Saí de lá feliz.

Porque talvez vencer seja isto: ir lá fora, aprender, crescer e depois voltar à base.

Voltar ao lugar onde tudo começou. Onde te conhecem. Onde te acolhem. Onde todos querem ajudar.

E perceber que tudo aquilo que aprendemos pelo caminho pode servir para transformar o sítio de onde viemos.

O Luz Marvila foi só a primeira edição.

Para o ano há mais.

Fiquem com algumas fotos e reservem já 12 de setembro do próximo ano.

Voltamos a casa. taken in Chelas, Lisboa, Portugal by @_varelah
13
14 days ago
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Padrinho #2 by @_varelah
17
22 days ago
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Estava a olhar à volta. A olhar para os meus amigos, aqueles mesmo mais próximos. Aqueles que conhecem um Varela que mais ninguém conhece.

E percebi uma coisa:

Só tenho à minha volta pessoas que vão à luta.

Pessoas que não baixam os braços. Que sabem fazer. Que não desistem.

Acabei de concluir mais uma tarefa com sucesso no MEO Kalorama deste ano, mas continuo sem conseguir saborear verdadeiramente o sucesso das coisas. Mal termino uma, já estou a pensar na próxima.

Tinha dito que esta semana não ia fazer nada.

Do nada, o Google lembrou-me da quantidade de coisas que tenho em atraso. Dos eventos que vão acontecer já este mês e que, na semana passada, pareciam estar marcados para 2027.

O tempo voa.

Continuamos todos longe daquela estabilidade que queremos e, às vezes, parece que nunca podemos parar para respirar.

Se paras, o banco liga a dizer que tens uma prestação em atraso. E mesmo sem forças, tens de te levantar e ir atrás.

É cansativo.

Às vezes acho que nasci apenas para estar constantemente à procura de soluções para a minha vida.

Depois de ter estado na zona da minha família em Cabo Verde, onde se vai buscar água à fonte e as mangas simplesmente caem das árvores, perguntei ao @kosmodagun :

“Tu tens noção de que, se vendêssemos tudo o que temos , roupas, carros, TVs, frigoríficos e tudo mais ,podíamos viver todos num sítio qualquer em África e estar felizes?”

Só tinha de aprender a pescar.

Estou cansado de não parar.

Estou mesmo.

Mas os putos têm fome e temos de ir atrás.

Ao mesmo tempo, esta falsa ideia do que é o sucesso e do que são os objetivos na vida também nos pode deixar com o foco errado.

Um dia perguntei ao @loretakba se ele não achava que nós já tínhamos vencido.

E, no fundo, estava a perguntar isso a mim próprio.

Com tudo o que já vivi, com o caminho que fiz e com o sítio onde consegui chegar, se calhar , já venci o jogo.

Se calhar não tenho de estar sempre a meter mais pressão na minha cabeça.

Talvez também seja preciso parar e perceber aquilo que já conquistámos.

Vou falar disso com a minha terapeuta na próxima sessão.

Até lá, já sabem:

Apertem com vocês. by @_varelah
5
a month ago
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Muitas horas de estúdio. Muitas conversas. Muitas risadas.

E no fim, o que realmente interessa é ver o sorriso na cara destes jovens.

Trabalhar no Kalorama é sempre especial para mim. Enquanto respondia a emails, olhei para trás e pensei: o que é que eu tinha mesmo atrás de mim?

A Azinhaga das Teresinhas.

Ali, entre o backstage e o palco, conseguia ver exatamente onde ficava a minha barraca.

Damn… a vida tem formas estranhas de nos passar mensagens.

Mas vamos para a frente.

Vamos unir-nos mais. Vamos trabalhar mais. Vamos criar mais.

A vida nunca foi fácil para nós e não vai passar a ser. Começámos lá atrás. Não no ponto de partida. Mesmo lá atrás.

Mas não nos queixamos. Já sabemos que isso não paga contas.

Nada contra quem se queixa. Cada um sabe das suas dores. Mas, como diz o meu boy Malaba:

“Os putos têm fome.”

E não dá para parar.

É lutar até ao fim, criar oportunidades e perceber que, sozinhos, não vamos a lado nenhum.

Hoje estou com moral.

Vou já criar mais 3 projetos novos esta semana.

Aliás, um já está em andamento. Já comecei a chatear o @rainnerbrito e o @eddiepipocas . Mais logo vou chatear o @kosmodagun e perceber quando vou jantar com o @phoenix_rdc esta semana.

É assim que se faz.

Uma ideia. Uma conversa. Uma ligação. Um projeto. E depois outro.

Porque se aprendemos alguma coisa nestes anos todos é que ninguém muda a vida sozinho.

Vamos para a frente. taken in Chelas, Lisboa, Portugal by @_varelah
12
a month ago
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