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Estratégia • Fotografia • Direção Criativa
Cearense baseada em São Paulo
@umlugardesi @traceatelie
Projetos e parcerias ↓
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Ayla Leitão. São Paulo, 2026.

Rigor e fluidez, engenharia e psicologia, cidade e natureza, frio na barriga e confiança. Na história dela os dois lados aparecem juntos, ao mesmo tempo, e cada um se preserva inteiro. Uma coexistência entre aparentes opostos, de quem migrou de Pernambuco e veio fazer morada na selva de pedra, constituindo, aqui, o seu lar. taken in Parque Ibirapuera - São Paulo/SP by @abiabrito
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10 hours ago
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Ô Ceará véi lindo e amado.

“Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.“
Manuel de Barros by @abiabrito
15
2 days ago
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São 22 anos de amizade e todas as possíveis fases de uma vida atravessada juntas até aqui. Dilemas de adolescência e juventude, viagens em família, em grupo de amigas, em competição de dança. Festas de 15 anos, primeiras bebedeiras, primeiros namorados e primeiros términos. Fé compartilhada. Crises familiares. Processos terapêuticos. Vestibular, faculdade, primeiros trabalhos, estádio, emprego. Transição de carreira. Mudança de cidade. Todo o processo de se perder e então se reencontrar. A Ju sempre esteve lá. Como uma irmã briguenta, das mais leais, que não poupa palavras pra te defender, mas também não passa a mão na cabeça pra te acusar e responsabilizar quando necessário. Nossa amizade sempre sustentou qualquer distância e qualquer diferença (de ponto de vista, de opinião, de escolha).

Jubi foi a minha primeira melhor amiga que casou. E não lembro se já comentei com eles, mas foi ali naquela cerimônia que eu pensei que talvez também quisesse viver aquilo um dia (até então, nunca havia sido um sonho meu me vestir de noiva e celebrar numa festa). Foi um dos dias mais felizes que vivi. Lembro do sentimento transbordante de alegria e de amor. 

Cá estamos em mais uma primeira vez: Ju carrega a Maju na barriga. e eu tive a sorte e o privilégio de retratar esse momento dela e da família que vem construindo há uns anos (e eu tenho como uma extensão minha, e os tenho como meus). 

—

Amiga, é lindo ver que mesmo com a vida atribulada que você tem, faz questão de me fazer sentir parte e pertencente de qualquer fase que está vivendo. Mesmo eu não sendo a amiga experiente com filhos, me puxa pra perto e divide tudo como se fosse, porque quer eu esteja junto e que a Maju saiba quem é a Tia Bia que vai incentivar ela ir pro mundo (e que a minha família seja dela também). Isso diz muito sobre quem você é, e diz mais ainda sobre a nossa amizade.

Eu amo vocês três demais (e o luke também!). E amo poder te assistir se tornando mãe. Bora pra mais uma etapa dessa vidoca. Eu não tenho dúvidas de que a gente vai até o fim. 

🤍 by @abiabrito
11
6 days ago
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Vestígios de uma tarde no paraíso ♥︎ 
Que sorte.

“When you awake inside
Lança o barco contra o mar 
Venha o vento que houver 
E se puder
Voa” taken in Lagoa do Uruaú- Beberibe by @abiabrito
5
7 days ago
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Mariana é médica. Mas isso não deveria ser a coisa mais importante sobre ela e sobre o seu posicionamento. 

Não é. 

Falei pra ela que era uma dessas mulheres interessantes, divertidas, inteligentes, que tenho o prazer de trabalhar e conviver, e que fazia questão de mantê-la por perto. Ela mora e atende em São Paulo, hoje, mas nasceu perto do mar, como eu, ainda que na outra ponta do país. Não havia outro lugar que não os pés na areia e a água, pertinho, pra retrata-lá. Fora do consultório, era ali com os cabelos livres e o cheiro de sal grudando na pele, onde ela se sentiria mais ela mesma. É de identidade que estamos falando. 

“Nada vai substituir o mar, jamais”, me disse a Mari numa reunião. Pegamos estrada, fomos até ele.

São Paulo chovia há dias, sem parar. Mas aquele sábado deu uma trégua. E o combo perfeito seria o tempo meio nublado, que eu chamo de “soft box de Deus”, rs. O tempo nebuloso retrata perfeitamente como tantos casais chegam até ela na esperança bonita de gerar uma vida juntos, ansiosos pela dúvida e pelas possibilidades. Homens e homens, mulheres e mulheres, homens e mulheres. Todos só precisam de uma única chance.

Não dá pra trabalhar com vida e esperança e não se importar. Tem que se importar muito. Acreditar junto. Respeitar cada indivíduo e suas escolhas, acima de tudo.

Ela trabalha com sonho, horizonte, perspectiva.
Fico grata pela chance de neste dia, poder criar junto a tudo isso também. 

“Na distância, há de sonhar
Há de estancar
Gotas tantas não demora
Sede estranha
Água também é mar
E aqui na praia
Também é margem”
Marisa Monte by @abiabrito
10
11 days ago
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Hoje o sol entrou em libra e disparou a contagem regressiva para o meu 22 de outubro, quando completo 35 anos.

Abrir esse texto assim me faz parecer uma jovem mística muito entendida dos astros, vibes, tilele, espiritualidade. Mas a verdade é que compreendo muito pouco e cada vez mais me importa menos compreender tudo. Ando mais ocupada com o meu sentir. Chegamos nesta fase.

Aquela onde - finalmente - decidimos abrir mão das frustradas tentativas de controle do próprio destino (travestida de suposta racionalidade ou maturidade ou seja lá como você prefere chamar). 

Os 35 batem na porta e marcam pra mim uma temporada onde me ancoro no corpo. Isso significa, na prática, que passo a duvidar menos de mim e das minhas percepções. Significa também que tenho dado voz e vez mais a sensações que se instalam (ainda que intraduzíveis de início) do que aos espelhos, outros, que me cercam. Tenho dispensado validações para o que eu mesma já sabia ou já queria ou já sentia em primeiro lugar. Ninguém saberá mais de mim e da minha história do que eu mesma. Nenhum outro terá mais conhecimento ou poder sobre mim e as minhas próprias decisões para então ocupar o posto de autorizá-las para que eu possa ir. Quem faz e fará isso por mim serei (pasme!) eu!

(Eu sei, precisamos uns dos outros pra nos lembrarmos de quem somos, para alcançar respostas, para sanar duvidas e nos fortalecermos, mas tô falando de outra coisa). 

Caminho longo esse. Talvez essa estrada específica não tenha fim. Ao menos agora estou atenta a ela. 

Estava respondendo o e-mail enviado por uma leitora. E então me peguei lembrando que sempre gostei disso: escrever. Não qualquer coisa: experiências, memórias, expressões de afeto, reconhecimentos, agradecimentos. Cartas e recados de todos os tipos. Tenho centenas delas. Recebidas e enviadas. E então me senti tão eu.

Não lembro como começou. Assim como não lembro como se constituiu cada pedacinho de quem sou e como vivo.

Essa irreverência, essa espontaneidade, essa fúria que eu carrego no peito. A fome pelo que é justo, pelo que é delirante, pelo que faz vibrar. Já me desencontrei de mim em algumas curvas, mas ainda estou aqui. 

É isso envelhecer? 

— Beatriz. by @abiabrito
37
24 days ago
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Eu tenho uma obsessão por cadeiras vazias. Talvez seja porque elas retratam, pra mim, um hiato entre momentos. Simbolizam o intervalo, talvez? Vai saber.

Bastidores de um final de semana delicioso. Que sorte  tenho eu de chamar isso de trabalho. E ficar amiga dos clientes que tenho o prazer de criar junto, e misturar tudo, o pessoal e o profissional e as áreas da vida, bem como se diz por aí que não se deve fazer. Mas a gente faz porque quer. Por que pode.

Isso diz muito sobre a maneira que navego a vida. 

@dra.marianaschmidt obrigada pela confiança, pela amizade, pela caminhada, pelos devaneios e conversas sobre tudo: de relacionamento, a carreira, passando pela crise millenial da relação com as redes e o uso do celular (quem mais tá nesse bonde?). Ce tava lá na minha exposição há 1 ano, nos conhecendo pessoalmente pela primeira vez, e agora olha a gente aqui :)

@ambar.pitangueiras @nathalydomiciano obrigada por nos receber tão bem nesse cantinho que já queremos voltar — achamos impecável! (Não é publi, galera, alugamos e foi uma surpresa mto boa, então a gente recomenda e divulga o trabalho de outras mulheres massa por aí). Quem quiser ir pro Guarujá, fica a dica! taken in Guarujá, Litoral, São Paulo by @abiabrito
7
a month ago
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Recorro à palavra para inventar o meu mundo. by @abiabrito
16
25 days ago
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Quando uma casa inteira aprende a esperar.
@aflorencekonig & Álvaro & Filippo

🤍 by @abiabrito
1
13 days ago
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Fez 1 ano dessa empreitada chamada Um Lugar de Si, onde me entendi e nomeei artista pela primeira vez. Apesar de todos os anos de palco, e apresentações, e personagens diversos. De marionete à Cinderela, passando por hiena, planta, palhaço, criança órfã, Elsa ou ajudante de papai noel. Não cabe numa lista. 

Tudo sempre foi pra mim uma grande brincadeira. 

Mas não é pra isso, também, que a gente está aqui? 
Então voltei a brincar. Em 2024, dessa brincadeira toda veio a fotografia, e então em 2025 esse projeto que me pegou de jeito revirando tudo do avesso. 

Eu olho para todos esses registros, para as minhas expressões e das pessoas presentes, para os textos escritos e conversas realizadas. Lembro da emoção sentida, e aquela que pairava no ar. Das perspectivas geradas, das conversas levantadas. Olho para cada mulher e cada encontro proporcionado, e então sinto que poderia fazer isso pelo resto da minha vida e seria muito, muito, muito feliz. 

Copenhague, depois Minas Gerais, depois São Paulo.

Fui artista, fui produtora, fui curadora, fui escritora, fui diretora criativa e patrocinadora majoritária, através da minha própria empresa. Tive apoio de outras marcas em cada edição, em espaço, material, vestimenta e vinhos. Que lindeza lembrar! É assim quando a gente tá no começo das coisas e se propõe a acreditar primeiro, apostando e investindo nas próprias ideias. 

Sou confrontada com muitas perguntas desde então: como viabilizar a criação de mais projetos assim? Como fazer avançar mais conversas que acredito? De que maneira posso estar noutros lugares? Alcançar outras pessoas? Qual o caminho? Através de quem? Quais as possibilidades? 

Eu não tenho resposta, apenas hipótese e uma curiosidade, coragem e leitura externa afiadíssimas. No Ceará talvez dissessem que sou atrevida. Que seja. Foi isso que me trouxe até aqui, com orgulho. 

Celebro a passagem do tempo.
Celebro o crescimento interno.
Celebro a minha história e o quintal de onde saí.

Quero continuar. Quero levantar novas conversas. Ouvir outras histórias. Retratar outras mulheres. Quero me retirar da minha realidade e tocar outras. Outras origens, desafios, sonhos e caminhos trilhados. Vou. by @abiabrito
4
23 days ago
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Registros sobre ir.
22h21. São Paulo.

—
“Eu nasci pra viver, não pra me salvar
Eu me banho nas águas sagradas
Me encontre nas encruzilhadas
Bebo e danço na face da morte e da dor” by @abiabrito
20
a month ago
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Isabella de Carvalho.
São Paulo, 2026.

—
Acervo Bia Brito @ Trace
Todos os direitos reservados. by @abiabrito
4
2 months ago
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