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É isso, mores, amanhã é o grande dia. Ninguém perguntou, ninguém pediu, mas achei importante de todo jeito compartilhar aqui meu voto (eu só posso votar pra presidente, mas vocês entendem o que eu quero dizer). Nas fotos inofensivas de flor, tem a colinha comuna pra tu fazer a captura de tela. Aqui embaixo vai também em tormato de texto, se tu quiser arengar no ZAP da família:

Presidente
Luly — 13 

Governador 
Ivan Moraes @ivanmoraespe — 50

Senadores 
Humberto Costa — 130 
Marília Arraes — 123

Deputado federal
Jones Manoel @jones.manoel — 5050

Deputada estadual 
Jô Cavalcanti @jocavalcantipe — 50.000 by @adelaide_ivanova
12
12 days ago
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Adelaide Ivánova na Boitempo ☭

Deu na coluna do @walter.rporto na @folhadespaulo: O próximo livro de Adelaide Ivánova, uma das mais inventivas escritoras brasileiras, vai sair pela Boitempo. 

📕 Descrito como uma autobiografia não cronológica que mistura a infância e a juventude da autora à história do Brasil, “Anti/Corpo: Urubuservações sobre o Brasil” deve sair em 2027. O livro anterior da pernambucana, “Asma”, se tornou um destaque da poesia contemporânea do país. 

Animados com a novidade? 🔥 by @adelaide_ivanova
111
a month ago
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em 2010 passei duas semanas na argentina, trabalhei em bahia blanca e em buenos aires, dei aula, entrevistei membros de uma cooperativa de fotografia, fiz uma expo, peguei sarna, peguei ônibus, pratiquei portunhol, conheci gente maravilhosa, fui feliz.

queria aproveitar e mandar um beijo pros amigos, amigas e amigues argentin_s, com as quais tenho a honra de conviver aqui, na luta por moradia, por direito à cidade, nas festinhas (que eu nunca vou kkk), nas leituras de poesia e nas assembleias populares. pessoas que fazem de berlim uma cidade menos horrível e que, mesmo tendo emigrado, seguem na luta por uma argentina livre de milei, do racismo e do capitalismo patriarcal. que honra de lutar e compartilhar uma cidade com vocês <3 bolívar vive também na diáspora! by @adelaide_ivanova
13
3 months ago
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"No passado, quando precisei de orientação, me atraquei em Madonna várias vezes e sempre deu certo: pra me ajudar com uma insegurança em relação a meu lugar no mundo enquanto (jovem) mulher, um coração partido, ou simplesmente pra buscar FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA pra raparigagem — esse que foi, é e sempre será meu ethos <3

Parecia natural, portanto, que seria ela aquela que me guiaria na atual fase de esculhambação física (a perimenopausa) e psíquica (a crise de meia idade). Mas...".

A nius dessa semana é sobre Confessions II - melhor dizendo, é as confessions de uma coroa no capitalismo botóxico (no caso, eu). 

pra ler: https://adelaideivnova.substack.com/p/madonna-segue-mais-moderna-do-que taken in Rapariga City by @adelaide_ivanova
21
3 months ago
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3/3

Com as notas 191 a 200 termino essa longa conversa de seis meses. E espero ter conseguido demonstrar direitinho a conexão entre colonialismo de antigamente e os processos de gentrificação rural, especulação imobiliária e roubo de territórios de hoje em dia.

Mas não é só sobre chorar as pitanga. No texto, lembro que onde tem capitalismo, tem luta – e essa é a parte mais bonita! – seja na batalha por moradia e reparação histórica organizada pelo movimento Liberta Rio Tinto, que lutou contra o monopólio imobiliário dos Lundgren e obteve vitórias importantes; seja na atuação da @ageapatbc que faz um trabalho muito bonito, totalmente autogerido por nativos, de capacitação profissional e conscientização ambiental; ou no @coletivobarrademamanguape  que luta pela criação do PAE PESQUEIRO e faz um trabalho foda de valorização e salvaguarda da memória afroindígena local. 

Por último é importante dizer que os poemas que a classe trabalhadora escreve sobre si não terminam nunca: cheguei em Rio Tinto motivada por um poema feito pela minha família, e lá dei de cara com outros: os que o fenomenal poeta, guia, pescador e ativista Rafael @barratourpb faz sobre a família dele! 

Pra ler:  https://adelaideivnova.substack.com/p/poema-que-termina-sem-terminar (dá pra copir o link se você estiver usando insta no computador, mas vou botar nos stories também) by @adelaide_ivanova
12
3 months ago
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2/3

Nas notas 181 a 190, compartilho como fiquei sabendo dessa parte da biografia de vovó e tia Maria: através de um poema biográfico que os filhos dela fizeram, quando tia Maria completou 100 anos. Foi por causa desse poema que achei necessário ir pra lá, pra ver Rio Tinto com meus próprios olhos. Uma vez lá aprendi que os Lundgren foram responsáveis por roubo de terra indígena, trabalho infantil, abusos trabalhistas e terror imobiliário (já que além de tudo também se dedicam ao mais malassombrado dos negócios: a cobrança de aluguel). 

Por isso, no texto, defendo a ideia de a herança bilionária de Anita Harley devia ser expropriada e repassada não pras duas fulanas disputando o dinheiro, e sim para os ex-trabalhadores da fábrica (vários das quais nunca receberam direitos trabalhistas!), os inquilinos dos Lundgren e os indígenas Potiguara usurpados de suas terras por essa família. Foram essas pessoas que bancaram a vida de luxo de Anita Harley e dos parasitas ao seu redor. 

Pra ler: https://adelaideivnova.substack.com/p/o-sofrimento-de-tia-maria-e-vovo (dá pra copir o link se você estiver usando insta no computador, mas vou botar nos stories também)

📸
#3 e #4: trecho do poema sobre tia Maria escrito coletivamente por seus filhos e netos
#6 Nildo Oiteiro (screenshot de matéria do G1)
#7 Arquivo pessoal (screenshot de matéria do G1)
#10 transcrição de depoimento de tia Maria coletado por seus filhos
#12 Atlas das Terras Indígenas do NE, publicado pelo Museu Nacional by @adelaide_ivanova
4
4 months ago
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1/3

Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, publiquei 200 notas nada aleatórias sobre minha última viagem pelo meu país. Nelas fui compartilhando com vocês as coisas que fui vendo e as conversas que fui tendo. Na reta final da série, falei exclusivamente sobre Rio Tinto, na Paraiba, tendo a biografia da minha família e a sua relação com o lugar como faísca inicial. 

Nas notas 171 a 180, escrevo sobre o que a família Lundgren tem a ver com o partido n4z1, mas sobretudo com os processos de gentrificação rural que a gente vê hoje no Vale do Rio Mamanguape. Escrevi esses textos pensando na experiência da minha tia-avó e avó, que fizeram trabalham infantil na fábrica de tecidos dos Lundgren qu. Elas foram pra lá acompanhando meu bisavô, pai Tutu, que era agricultor sem-terra no Agreste de PE e foi pra Rio Tinto trabalhar no corte da cana. 

Pra ler: https://adelaideivnova.substack.com/p/os-lundgren-os-nazis-e-o-vale-do (dá pra copir o link se você estiver usando insta no computador, mas vou botar nos stories também)

📸 
Crédito da foto #3: trecho de “Críticas à tese do Comitê Central”, de Carlos Marighella, junho de 1967
Crédito da foto #9: Reprodução Arquivo Público de PE/Arnaldo Sete MZ by @adelaide_ivanova
0
4 months ago
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"(...) No caminho entre Icapuí e Mossoró, vendo dezenas de caminhões levando partes de torres eólicas em construção, o rapaz que vinha viajando do meu lado comentou, num tom de lamento, que a juventude abandona cada vez mais a pesca e o comércio familiar do litoral cearense, pra virar peão nas obras de energia “renovável” RN afora.

Quando perguntei ao rapaz se ele já tinha feito algo semelhante, ele respondeu com o maior orgulho: “o mais longe que fui foi pra Mossoró, fora isso nunca saí do Ceará, graças a Deus”. Parece apenas simpático, mas essa frase tem um valor simbólico gigante: se a gente for pensar que o nordestino — o cearense sobretudo! — é o sujeito brasileiro diaspórico por excelência, encontrar um que nunca teve que sair do seu Estado significa muito".

a nius dessa semana tá no ar e é sobre o rio grande que me interessa ;) 

https://adelaideivnova.substack.com/p/e-grande-demais-o-rio-do-norte taken in É Brasil / Rio Grande Do Norte by @adelaide_ivanova
15
5 months ago
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"consertamos sanfonas" taken in Trocito de Cielo by @adelaide_ivanova
7
5 months ago
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50 tons de azul taken in siara.space by @adelaide_ivanova
38
5 months ago
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50 tons de rosa siarenses taken in SIARA BELLEZA PURA by @adelaide_ivanova
9
5 months ago
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Entramos no Ceará. É sempre um acontecimento cruzar essa fronteira, de onde quer que se venha. (...) O Ceará é em tudo majestoso. (...) Em algum momento entre Jati em Nova Olinda tem uma usina de energia solar tão grande, mas tão grande, mas tão grande, que não pude deixar de me perguntar até que ponto as energias renováveis, enquanto negócio, dependem da piora da mudança climática, ao mesmo tempo que geram crise fundiária. (...) 

No Mercado Central de Juazeiro do Norte, senti essa crise do acesso à terra bem de perto: procurando por folha de catingueira, fui informada pelas erveiras mais antigas do Mercado que já não se encontra mais catingueira na mata, e quando se acha não se pode mais arrancar -- estão em propriedade privada. (...) O sumiço da catingueira na floresta não fala apenas da destruição de modos de viver a vida e de ganhar a vida; ela revelou outra contradição do capitalismo: a sobrevivência via malandragem no contexto rural. (...) 

Enrolada por uma outra erveira que me vendeu gato por lebre, fui ao Horto pedir ao Padim pelo povo, espremido entre gado e eólica, e acabei tendo uma DR profunda com o véi Cícero, de quem sou orgulhosa e criticamente devota.

Esse post reúne os textos das três últimas nius, que falam do meu retorno ao Cairiri cearense: 

Palestina do Cariri: https://adelaideivnova.substack.com/p/palestina-do-cariri

Uma aprendizagem ou as erva dos mato: https://adelaideivnova.substack.com/p/uma-aprendizagem-ou-as-erva-dos-mato

Outra aprendizagem: https://adelaideivnova.substack.com/p/outra-aprendizagem

Vou botar nos stories também pra tu clicar direto ❤️ taken in Palestina do Cariri by @adelaide_ivanova
31
6 months ago
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