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Quilombo Digital de Artes
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Depois de quase um ano em circulação, encerramos a exposição Indomináveis Presenças. Foram três cidades, três diferentes espaços e um único gesto coletivo,  tensionar o sistema das artes visuais brasileiras a partir de olhares LGBTQIAPN+, negro e  indígena.

A exposição passou por Brasília, São Paulo e, pelo Rio de Janeiro, reafirmando o que sempre foi, um chamado à escuta, à presença e ao reconhecimento de artistas dissidentes que, mesmo compondo a base da cultura deste país, ainda enfrentam barreiras históricas de acesso e legitimidade.

Como afirma Luana Kayodè, CEO fundadora e diretora criativa da AfrontArt, realizar uma exposição como essa exige investimento, grandes patrocinadores, mas sobretudo uma equipe comprometida em materializar cada detalhe. São muitas pessoas envolvidas em uma estrutura negra, indígena e LGBTQIAPN+ que pensa, executa e sustenta o projeto — fortalecendo uma cadeia e uma comunidade inteira.

E se há um legado, ele está em tornar possível o acesso. Em deixar marcas. Indomináveis Presenças deixa uma memória de repovoamento — como desejado desde o início — um gesto que ocupa o imaginário coletivo com outras histórias, imagens e presenças.

“Indomináveis Presenças” é apresentada pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Banco do Brasil. Patrocínio: Banco do Brasil. Uma realização AfrontArt, Ministério da Cultura e Governo Federal

#AfrontArt #IndominaveisPresencas by @afrontart_
9
a year ago
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Últimos dias para visitar Indomináveis Presenças no CCBB Rio de Janeiro.
A exposição, que passou por Brasília e São Paulo, encerra sua temporada no dia 30 de junho, marcando o fim de um percurso que percorreu três capitais brasileiras.

Com curadoria de Luana Kayodé e Cíntia Guedes, a mostra reune mais de 100 obras de 16 artistas visuais, além de textos-manifestos e trilha sonora original. Uma presença coletiva que reafirma o protagonismo de artistas LGBTQIAPN+, negros e indígenas nas artes visuais brasileiras.

Entre imagens, vozes e presenças, a repercussão de Indomináveis Presenças também chegou à imprensa, ocupando diferentes espaços de mídia e ampliando o alcance de suas proposições políticas e estéticas.

Visitação gratuita, de quarta a segunda, das 9h às 20h. Ingressos em bb.com.br/cultura ou na bilheteria.

#AfrontArt #IndominaveisPresencas #ccbbbrasília #ccbbsaopaulo #ccbbrj by @afrontart_
2
a year ago
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Registro de @rainabiriba e @luanakayode, as mulheres por trás da AFRO-ART Feira de Arte Negra e Indígena. Além de idealizarem o projeto, as sócias assinam a curadoria desta edição, reunindo 40 artistas e mais de 80 obras à venda. 

Acesse o link de nossa bio e tenha acesso ao catálogo digital com informações dos artistas e obras que estão à venda no local e on-line com entrega para todo Brasil.

📸 @ntiuira 

#AfrontArt #AFROART taken in Pelourinho, Salvador De Bahia, Brasil by @afrontart_
25
2 years ago
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Na Afrontart, chamamos nosso processo interno de Gestão Criativa porque não dissociamos produção de criação. Produzir não é apenas executar, é decidir caminhos de materialização. Toda criação já nasce atravessada por perguntas de viabilidade, contexto e realização. Sonho e estrutura caminham juntos. Resolver questões de produção exige inventividade; e criar exige considerar montagem, circulação, desmontagem e todos os atravessamentos concretos da obra ou do projeto.

Tempo, orçamento, espaço, equipe, cronograma, condições técnicas e institucionais - Cada escolha molda o resultado. Um projeto curatorial é feito de camadas e cada decisão altera ritmo, escala, linguagem e experiência do público. Produção é também edição de possibilidades.

Antes que uma obra encontre o público, existe um campo invisível de negociação e sustentação: mediação entre artistas, equipes técnicas, instituições, patrocinadores, exigências jurídicas, contábeis. Esse trabalho não aparece, mas é determinante para que o projeto exista com consistência e integridade.

Produzir é garantir que todos os profissionais envolvidos tenham condições reais de exercer suas funções com dignidade e clareza. Planejamento, antecipação e organização são formas de cuidado. Isso não elimina imprevistos, mas cria estrutura para atravessá-los com responsabilidade.

Quando a produção é pensada desde o início junto com a criação, o projeto nasce coerente entre desejo e realização. Estratégia e imaginação deixam de competir e passam a operar juntas. O resultado é mais consistente, sustentável e potente. by @afrontart_
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7 months ago
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Os dados revelam uma fragilidade estrutural do campo artístico brasileiro - no Brasil, viver exclusivamente da prática artística ainda é exceção, não regra.

A pesquisa evidencia que a produção artística é sustentada por múltiplas frentes de trabalho. Lecionar, produzir, prestar serviços, atuar em projetos paralelos: a criação convive permanentemente com a necessidade de sobrevivência e viabilização.

O artista visual, na prática, é um trabalhador multifuncional inserido em um sistema instável, para a grande maioria, com renda fragmentada e fluxos irregulares. Isso exige organização, planejamento e compreensão das dinâmicas que estruturam o mercado.

É nesse ponto que a discussão sobre formalização e institucionalização, Pessoa Física e Pessoa Jurídica, ganha centralidade. Não se trata apenas de pagar menos imposto, mas de entender como o enquadramento burocrático e fiscal impacta o acesso a editais, contratos, emissão de nota, previdência, crédito e sustentabilidade de longo prazo.

Formalização, controle financeiro e gestão não são etapas burocráticas externas à criação. São parte da infraestrutura que permite que a produção artística exista com continuidade.

Profissionalizar não significa perder autonomia, significa ampliar margem de decisão dentro de um sistema que já opera com regras próprias.

Fonte: Guia do Artista Visual - Capítulo Operacionalização (Pessoa Física x Pessoa Jurídica), p. 96–102. by @afrontart_
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7 months ago
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Em 1978, a realização da I Bienal Latino-Americana de São Paulo colocou a cidade no centro de uma disputa simbólica e institucional pela liderança cultural na América Latina. O debate entre a crítica e historiadora da arte brasileira Aracy Amaral, responsável pela curadoria da Bienal, e a crítica argentina-colombiana Marta Traba, uma das intelectuais mais influentes do pensamento artístico latino-americano, tornou visíveis tensões estruturais do campo naquele período.

Enquanto Amaral buscava transformar a Bienal em uma plataforma institucional de integração da arte latino-americana, Traba mantinha uma posição crítica em relação às grandes instituições do sistema artístico, questionando os riscos de centralização cultural e dependência cultural em relação aos centros hegemônicos.

A Bienal não foi apenas um evento expositivo — foi também um campo de disputa sobre quem legitima, quem circula e quem define os sentidos da arte latino-americana em um contexto marcado por regimes autoritários e forte influência cultural dos Estados Unidos e da Europa.

Fonte:
COTA JR., Eustáquio Ornelas. Um projeto sobre arte latino-americana a partir de São Paulo: a Bienal Latino-Americana nos ensaios críticos de Aracy Amaral e Marta Traba (1970s). Revista Eletrônica da ANPHLAC, n. 34, 2022.

Crédito das imagens:
Imagens extraídas do artigo “I Bienal Latino-Americana de São Paulo”, de Yumara Souza Pessôa (2011), Repositório Institucional da Universidade Federal da Bahia. by @afrontart_
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7 months ago
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O pensamento curatorial, para a Afrontart, não se reduz à seleção de obras ou à organização temática de projetos. Trata-se de uma prática situada, que parte do território como produtor de sentido e reconhece que toda articulação estética é também uma decisão política.

Quando a curadoria se orienta por contextos vivos, ela deixa de operar sobre categorias abstratas e passa a construir relações concretas entre artistas, instituições, públicos e histórias. É nesse movimento que curar se torna estruturar contexto: redistribuir centralidades, reposicionar narrativas e tensionar hierarquias históricas do sistema da arte.

A mediação, nesse campo, não busca neutralizar conflitos, mas sustentar o dissenso de forma ética e visível. Conectar linguagens distintas não implica homogeneizar discursos, e traduzir não significa simplificar. Ao contrário, exige preservar densidades simbólicas, históricas e territoriais, especialmente em práticas negras e originárias.

Mais do que promover visibilidade, a curadoria cria condições de existência: assegura tempo de pesquisa, estrutura adequada, negociação justa e circulação responsável. É assim que o campo se expande — não apenas pela inclusão de novas vozes, mas pela reorganização das estruturas que definem quem pode falar, ocupar e permanecer.

#AfrontArt #curadoriaartesvisuais by @afrontart_
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8 months ago
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AFRONTART INDICA | Residências artísticas que investigam cidade, tecnologia e criação contemporânea

Selecionamos residências que operam em contextos urbanos e experimentais, acolhendo processos artísticos atravessados por tecnologia, pesquisa, circulação institucional e novas formas de produção contemporânea. Espaços onde a cidade não é apenas cenário, mas campo ativo de investigação estética, política e social.

A ARTLAB atua como plataforma de experimentação e pesquisa em arte contemporânea, com programas voltados a práticas híbridas, processos tecnológicos e investigações que dialogam diretamente com o contexto urbano.

O Pivô desenvolve residências e programas de pesquisa no centro de São Paulo, estimulando processos experimentais, produção crítica e circulação institucional no campo da arte contemporânea.

A NAVE funciona como espaço de pesquisa e residência dedicado a práticas contemporâneas, novas mídias e processos colaborativos, articulando arte, tecnologia e pensamento crítico no ambiente urbano.

A CRAC Valparaíso  atua como centro de residências e produção artística voltado à experimentação contemporânea, com ênfase em processos de pesquisa, pensamento crítico e diálogo com o contexto urbano, social e portuário da cidade de Valparaíso.

Residências urbanas e tecnológicas são dispositivos fundamentais para ampliar circulação, qualificar processos e criar novas formas de inserção profissional no sistema da arte. Acompanhar esses programas é uma estratégia concreta de formação, visibilidade e fortalecimento de práticas contemporâneas.

Créditos de imagem:
ARTLAB - artlabpro.net/galeria (cards 1 e 2) • Pivô - site oficial (card 3) • NAVE - site oficial e Instagram @navechile (cards 4) • CRAC Valparaíso - site oficial (card 5) by @afrontart_
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8 months ago
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A economia criativa ocupa hoje um papel estratégico no desenvolvimento econômico ao integrar cultura, inovação e tecnologia como motores de geração de trabalho, renda e novos modelos produtivos. Mais do que um setor isolado, ela atravessa diferentes áreas da economia, reorganiza cadeias de valor e amplia formas de circulação do conhecimento e da produção simbólica.

Segundo o relatório Economia Criativa (FGV / SESI, 2024), a criatividade deixou de ser um atributo periférico para se tornar infraestrutura: um campo capaz de articular desenvolvimento econômico, inovação social e transformação dos modos de trabalho, especialmente em contextos urbanos e digitais.

Para a Afrontart, pensar economia criativa é reconhecer a arte como trabalho, estratégia, política pública, inovação e tecnologia. É afirmar que práticas artísticas negras e indígenas não operam à margem da economia, mas são parte ativa da construção de um mercado mais diverso, sustentável e comprometido com outras formas de desenvolvimento.

Leia, Economia Criativa — FGV / SESI, 2024

#Afrontart #economiacriativa by @afrontart_
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8 months ago
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O Guia do Artista Visual reconhece que a formação artística não se restringe ao percurso universitário. Cursos livres, workshops, residências, projetos coletivos e experiências práticas são compreendidos como dimensões legítimas e fundamentais da construção profissional do artista, especialmente em contextos marcados por desigualdade de acesso às instituições formais.

Ao mapear a formação, o documento orienta que o artista considere todas as instâncias onde conhecimento, prática e reflexão foram produzidos, incluindo espaços independentes, iniciativas autônomas, coletivos, ateliês compartilhados e programas de formação não acadêmicos. Esses percursos revelam modos de aprendizagem situados, muitas vezes conectados a territórios, comunidades e saberes que não passam pelo circuito universitário tradicional.

O Guia também destaca que workshops, cursos livres e programas de curta duração contribuem para a ampliação técnica, conceitual e crítica do trabalho, além de favorecerem redes de contato e inserção profissional. Residências artísticas, por sua vez, são apontadas como experiências formativas centrais, pois articulam pesquisa, produção, troca e imersão em novos contextos culturais e sociais.

Projetos coletivos, exposições independentes, grupos de estudo e ações colaborativas também integram esse campo formativo. O documento reconhece que essas experiências constroem repertório, prática discursiva e posicionamento no sistema da arte, mesmo quando não resultam em títulos formais.

Ao registrar a formação no currículo, o Guia orienta que o artista organize essas experiências de forma clara e estratégica, selecionando aquelas que dialogam diretamente com sua pesquisa e trajetória. A formação, nesse sentido, não é apenas uma lista de certificados, mas um campo vivo de aprendizado contínuo, atravessado por contexto, acesso e escolha. by @afrontart_
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8 months ago
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O mercado de leilões de arte no Brasil em 2025 obteve sinais consistentes de reorganização estrutural. Os dados indicam que a transformação recente não se dá por explosões pontuais de valor, mas por mudanças na forma de operar, na composição da base de compradores e nos hábitos de aquisição.

Entre 2021 e o primeiro semestre de 2025, o faturamento anual manteve relativa estabilidade, enquanto o número de lotes vendidos passou a desempenhar um papel central na sustentação do mercado. Em 2022, o aumento da circulação ocorreu mesmo com queda no tíquete médio; em 2023, o setor passou por um ajuste; e, a partir de 2024, observa-se uma retomada apoiada em maior liquidez e eficiência.

A redução do preço médio por lote, acompanhada pelo crescimento da quantidade de obras em circulação, revela um mercado mais acessível e menos concentrado. Esse movimento fortalece o segmento intermediário, amplia a entrada de novos compradores e reposiciona os leilões como instrumentos de referência, transparência e formação de confiança.

O mercado passa a cumprir uma função estruturante no ecossistema da arte brasileira: ampliar participação, reduzir assimetrias de informação e sustentar um ambiente mais estável para artistas, colecionadores e agentes culturais. A economia criativa, nesse contexto, se afirma como campo de circulação e não apenas de elite.

Fonte: Relatório de Leilões de Arte no Brasil (2021 – 1º semestre de 2025)
Act Arte / iArremate

#Afrontart #economiacriativa #artesvisuaisbrasil by @afrontart_
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9 months ago
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Iniciamos o ano dando continuidade a um trabalho que exige método, responsabilidade e posicionamento. A atuação da Afrontart segue orientada pela articulação da cadeia produtiva das artes visuais negras e originárias, pela criação de condições concretas de profissionalização, circulação e monetização, e pela incidência crítica nos sistemas da arte.

Desejamos que este seja um período de fortalecimento coletivo, no qual artistas, curadores, pesquisadores e agentes culturais possam ampliar redes, consolidar processos e transformar encontros em práticas sustentáveis, com impacto real sobre trajetórias, territórios e economias culturais. 

Um movimento que parte do Brasil, se expande pela América Latina e se conecta às dinâmicas do Sul Global, afirmando alianças, trocas e modos de existência que reposicionam a produção artística fora dos eixos hegemônicos.

#Afrontart by @afrontart_
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9 months ago
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