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Estamos muito felizes e honrados em compartilhar um pouco do que foi a participação da Amarillo no CineBH 20ª Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte 🎬✨

Durante a mostra, Coração Americano, dirigido por Aiano Bemfica (@aianobm) e produzido por Tatiana Mitre (@tati_mitre), foi premiado duas vezes em uma ação de cooperação e intercâmbio realizada pela Casa Latina Films (@casalatinafilms), EuroDoc (@eurodoc) e Brasil Cinemundi (@brasilcinemundi).

🏆 Prêmio EuroDoc
🏆 1º Prêmio Casa Latina Films

Esses reconhecimentos, em um espaço tão importante para o cinema brasileiro e latino-americano, representam também novas possibilidades para o percurso de Coração Americano, criando caminhos para o desenvolvimento e a circulação do filme.

Agradecemos à Universo Produção (@universoproducao), ao CineBH, ao CineMundi, à Casa Latina Films, à EuroDoc, ao Brasil Cinemundi e a todos que estiveram presentes conosco.

Seguimos com a certeza de que vamos aproveitar ao máximo as oportunidades que se abrem a partir dessa experiência 💛

📸 Fotografias: Divulgação / @fotoleolara

#CoraçãoAmericano #Amarillo #CinemaMineiro #CineBH2026 #BrasilCinemundi taken in Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil by @aianobm
26
8 days ago
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Porque é bom demais ser seu pai :) by @aianobm
4
3 months ago
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Como uma dobra no tempo, assim tem sido completar 40 anos.

Lançado nesse lugar “meio que no meio”, tenho passado os dias entre memórias dispersas e voláteis das quatro décadas que vivi até aqui e o olhar atento para as minhas mãos, onde ainda vejo sonhos e projetos que, enquanto trombo com diferentes versões de mim mesmo, seguem me acompanhando na construção do futuro.

Existe algo estranho nessa idade em que o passado começa, pouco a pouco, a se misturar com fábula. Ou vira apenas sensação: fragmentos, temperaturas, rostos, pequenos acontecimentos que já não sabemos exatamente se de fato vivemos ou se reinventamos enquanto lembramos. E enquanto atravesso essas diferentes atmosferas, mudanças de temperatura e bolsões de ar em voos longos e turbulentos, vou me encontrando com pedaços flutuantes de memória, com essa região confusa entre um momento e outro da vida, entre versões antigas, superadas ou interrompidas de nós mesmos que insistem em seguir retornando. E, nessa dobra do tempo, o passado começa então a se confundir com os anos que ainda não vivi.

Pues vivirle a la vida su talla tiene que doler
Nuestra vida es tan alta, tan alta
Que para tocarla casi hay que morir
Para luego vivir

(Um salve pro @andrefonsecaxurume , que fez esse trampo) by @aianobm
9
4 months ago
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Esse plano, segundo vídeo que compartilho da série #SoyCuba, é sobre o dia em que eu não conheci Silvio Rodríguez. 

@bebo.camacho e eu fomos ao cinema Charlie Chaplin para uma sessão de um amigo porto-riquenho que havia convidado Silvio pessoalmente para assistir ao filme. Nós, fanáticos desses que passam ciclicamente madrugadas discutindo quais os melhores discos e canções, fomos ansiosos.
Mas aquela sessão, como tantas outras do Festival de Havana naquele ano, acabou cancelada pelos cortes de energia.

Enquanto esperávamos na porta do cinema, fui percebendo que talvez não fosse naquele dia que conheceria Silvio Rodríguez. Resolvi então gastar a ansiedade, caminhar um pouco e comprar uma água, deixando o tempo passar em uma dessas conversas improvisadas que Havana parece produzir o tempo todo: paralelos entre Cuba e o Brasil, “saudades do tempo de Fidel” ou algum parente emigrado no Paraná.
Quando voltei, Alberto e nossos amigos estavam sentados na calçada do cinema e me contaram que, enquanto eu comprava água e Alberto estava no banheiro, Silvio havia chegado de carro, ameaçado descer, percebido que não haveria sessão, fechado a porta e ido embora.

Nos separamos ali, e voltei sozinho para casa, caminhando na chuva enquanto escutava “Cuando Digo Futuro”. Já de noite, deitado na cama do quarto em Centro Habana, comecei a ouvir a rumba que, entre um corte de luz e outro, fazia dançar os vizinhos da rua. by @aianobm
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5 months ago
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#SoyCuba  Me emocionei muito ontem com o vídeo que @chicobuarque e @silviorodriguez_letras lançaram juntos, em uma versão de “Sonhos” com “Sueño con Serpientes”, música que marcou não só a história da América Latina, mas também minha história pessoal.

Decidi começar a compartilhar aos poucos um pouco da Cuba que vivi, em dezembro do ano passado, quando @bebo.camacho  e @tati_mitre e eu estivemos no país pesquisando para “Coração Americano” e participando do @nuevas_miradas_eictv .

Começo com esse pequeno filme-carta que fiz para meu amigo Lincoln Péricles, sobre a sessão do filme dele, “Filme Sem Querer”, durante o @FestivaldeHavana. by @aianobm
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5 months ago
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Marcamos presença no LATAM Content Market, realizado entre os dias 13 e 15 de abril, em São Paulo.

Tivemos a honra de apresentar Coração Americano  no pitch da categoria “History” do LATAM Content Meeting, em parceria com o mercado internacional The Sunny Side of the Doc (França).

🎬 𝗟𝗼𝗻𝗴𝗮-𝗺𝗲𝘁𝗿𝗮𝗴𝗲𝗺 Coração Americano

Direção e criação: Aiano Bemfica (@aianobm)
Produção: Tati Mitre (@tati_mitre)
Roteiro: Aiano Bemfica e Joana Oliveira
Pesquisa: Alberto Camacho, Núbia Vieira, Verônica Gomes
Assistente de pesquisa: Cris Araújo
Assistente de direção: Gabriela de Filippo
Assistente de Produção Executiva: Viviane Rodrigues, Tauza.
Identidade visual: André Victor
Empresa: Amarillo Produções Audiovisuais

Seguimos levando nossas histórias cada vez mais longe 🌎💛

#AmarilloProduções #CoraçãoAmericano #LATAMContentMarket #Amarillo taken in São Paulo by @aianobm
6
6 months ago
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Meu coração é igual ;) by @aianobm
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7 months ago
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_ "Oye, cual es tu signo en el zodíaco?"

_ "Taurus"! 

Respondi para o fiscal aduaneiro do aeroporto José Martí responsável pelo controle da saída do patrimônio cultural cubano já tanto espoliado daquele país. 

_"Pues yo también soy Taurus! Del 25 de abril! Por ahí es por eso que los dos tenemos sensibilidad al arte" .

Ele tinha acabado de vistoriar os discos de vinil da Nueva Trova Cubana que eu levava na mala. Contei que era do 14 de Maio e que foi minha mãe quem me apresentou, ainda em 97, mesmo ano em que os restos de Che, desaparecidos em uma vala comum na Bolívia, foram devolvidos para sua segunda pátria. E que, agora, quase 20 anos depois, estava na ilha construído o projeto "Corazón Americano 🫶" - que privilégio. 

O fiscal então me chamou de canto e me mostrou no celular uma linda versão de "Yolanda" gravada ao vivo por Silvio Rodríguez e sua filha. Como sou fácil,  arrepiei os dois braços. 

Ainda mais confiado na sensibilidade que havia visto em mim e na conhecidência proporcionada pelo Raio-X daquele aeroporto antilhano, se apresentou  como Javier Olazarra: desenhista e documentarista da arte cubana.  Me mostrou registros dos seus desenhos e contou que, munido de seu celular e um pequeno tripé,  gostava de fazer documentários sobre arte.

Existem muitas Cubas. Algumas delas contraditórias entre si. Mas isso, sem dúvidas, também é Cuba. by @aianobm
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9 months ago
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✨ DOIS PRÊMIOS NO NUEVAS MIRADAS | EICTV – CUBA ✨

Entre os dias 8 e 12 de dezembro, participamos do Nuevas Miradas, laboratório de desenvolvimento da EICTV – Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Baños (Cuba). Foi nesse ambiente de troca, memória viva e afeto que nosso projeto “Coração Americano” recebeu dois prêmios — e deixamos aqui nosso agradecimento profundo à EICTV por acolher, escutar e fortalecer este projeto desde o início.

Entre encontros marcantes — com cineastas, amigas e amigos, e entusiastas do cinema latino-americano — confirmamos algo essencial: nossa pesquisa e nosso filme encontraram solidez, sentido e ressonância para além das fronteiras.

Voltamos ao Brasil mais confiantes, mais responsáveis e mais próximos da viabilidade financeira de Coração Americano. Saber que essa história faz sentido para pessoas em Cuba, Espanha, Peru e França — e também para quem viveu diretamente essa memória — reafirma a importância do caminho que escolhemos.

Seguimos com gratidão e compromisso. Esse filme é coletivo. 💛

Equipe Coração Americano:
Direção e criação: Aiano Bemfica
Produção: Tati Mitre
Roteiro: Aiano Bemfica e Joana Oliveira
Pesquisa: Alberto Camacho, Núbia Vieira, Verônica Gomes
Assistente de pesquisa: Cris Araújo 
Assistente de direção: Gabriela de Filippo
Assistente de Produção Executiva: Viviane Rodrigues, Tauza. 
Identidade visual: André Victor. 

Gracias, Ivette, Ana, Yamila y a todo el equipo de Nuevas Miradas, por la escucha atenta, la generosidad y el cuidado a lo largo de todo el proceso.

Gracias, Cuba. Gracias, EICTV. Seguimos.* 🌎🎬
Obrigada ao BHNASTELAS-Edição Paulo Gustavo que possibilitou o desenvolvimento desse projeto by @aianobm
27
10 months ago
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Prq nossa vida tb é feita de acordar cedo pra ir pra aula ❤️

(Ao som de @lee_ssserafim , o primeiro grupo  de K-Pop a ganhar meu coração) by @aianobm
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10 months ago
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Pode parecer pouco ainda pra quem manja muito, mas me dá uma felicidade danada perceber que me tornei “a pessoa leve de fone no ouvido, roletando tranquila pelo fim de tarde”.

Quando, há pouco mais de um ano, comecei a andar de patins, minha única intenção era acompanhar a Cecília nos rolês dela no Mineirão. Foi ali, meio despretensioso, que reparei pela primeira vez naquele povo deslizando leve pela esplanada, patinando ao ritmo da própria música, com uma calma que parecia impossível pra mim naquela época. E nasceu ali a vontade de, um dia, ser também essa figura serena que atravessa o fim de tarde com os patins nos pés, fones no ouvido e paz no peito.

Conheci o brabíssimo do @jeandopatins01 e, de lá pra cá, vieram os treinos e percursos: Lagoa Santa, Lagoa da Pampulha, Mineirão, Arena MRV, Parque Vila Lobos (eu e essa busca constante por novos caminhos). Num ano de reorganizar a vida e de muito autocuidado, o patins virou refúgio: 6, 10, 15, 20, 80 km para esfriar a cabeça, gastar o corpo, abrir espaço por dentro e reencontrar algum ritmo próprio.

Para o próximo ano, ficam novos desejos: fortalecer a resistência, aprender manobras, arriscar um pouco de street (só de rudiar a pixta já tô feliz kkk) e começar a explorar o wizard. Mas, por enquanto, termino 2025 feliz por ter me tornado aquilo que, um dia, admirei de longe: “a pessoa leve de fone no ouvido, roletando tranquila pelo fim de tarde”. taken in Esplanada do Mineirão by @aianobm
2
a year ago
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Retomando esse movimento de recuperar histórias e trabalhos do passado: este ano completou 10 anos desde que criamos o "Circuito.Forumdoc.UFMG: Cinema e Território", parte do programa do @forumdoc na @ufmg.

Em 2015, era o auge do conflito da Izidora, o maior conflito fundiário urbano da América Latina, e a mostra chegou lá com força - assim como em ocupações no Barreiro, como a Paulo Freire, e em Contagem, como a Guarani-Caiowá e no Alglomerado da Serra. Éramos uma equipe formada por bolsistas e voluntários, e as sessões foram articuladas junto a movimentos sociais como o @mlbnacional , @brigadaspopulares, @cptnacional, @ladafavelinha e o @mob.mg , cruzando filmes sobre lutas territoriais com espaços da universidade e territórios em resistência.

Em meio a barricadas, guardas de congado e festas juninas comunitárias, recebemos cineastas como @gabitomartins , Adirley Queiroz, Joana Pimenta, @affonsouchoa , @ibiapinadacia, @sergio_borges_fractais e @carellivincent , que atravessaram barricadas para exibir seus filmes nas comunidades auto-organizadas.

Entre as muitas pessoas que construíram esse projeto, é incontornável citar @ClaudiaMesquita, professora do programa, depois minha orientadora no mestrado, parceira de publicações e amiga cuja generosidade intelectual sigo aprendendo; @EdinhoVieira, morador da Izidora na época (quando fez sua primeira curadoria) hoje coordenador nacional do MLB e chegou a ser jurado do @festcurtasbh; e @crisasac, parceiro de realizações diversas com quem dirigi três obras e coordenei edições da @mostralona, organizada pelo MLB e @amarillo.art.br, cuja força repercute até hoje.

Todo desse processo foi decisivo para amadurecer a noção do cinema como território de articulação política: um espaço onde movimentos, comunidade, artistas, universidade, igrejas progressistas e realizadores se encontram. Não só filmamos: exibimos, debatemos, circulamos e construímos. Esse processo moldou a cinematografia que persigo e a convicção de que a imagem precisa habitar o território e partilhar o chão das lutas. by @aianobm
4
a year ago
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