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Venganza!..Fiz essa arte em 2023 para um projeto que acabou engavetado. Gosto muito dela, não merecia ficar engavetada..#illustration #sudamerica #américalatina #hardcore by @alvx091
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a day ago
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O bem-te-vi, com seu canto trissilábico, é uma das primeiras aves a cantar ao amanhecer. Seu chamado parece dizer o próprio nome. O sanhaço-cinzento produz um canto longo, alternando notas altas e baixas, que pode variar até entre diferentes lugares de um mesmo bairro. Um casal de periquitos-rei anuncia a manhã com chamados metálicos e curtos: kri-kri. Já é dia, meu bando!Como compreender essas vozes? Em "A queda do céu", Davi Kopenawa conta que os xapiri, espíritos da floresta, são “a imagem dos pássaros cujo canto melodioso ouvimos pela manhã na floresta”. Seus cantos vêm das árvores de línguas sábias, criadas por Omama no primeiro tempo. São tantos que, segundo ele, suas palavras nunca se esgotam.Escutar os pássaros pode ser, portanto, mais do que reconhecer espécies. É perceber que o lugar onde vivemos continua habitado por outras vozes, relações e formas de conhecimento. Mas, para que elas permaneçam, as aves precisam encontrar alimento, água, abrigo e lugares para fazer seus ninhos.Você já pensou em cultivar um jardim de aves? Não se trata apenas de colocar um comedouro no quintal. Um jardim de aves nasce da diversidade: árvores e arbustos, plantas de diferentes alturas, flores, frutos, sementes, folhas secas, água limpa e ausência de venenos. Sempre que possível, vale escolher espécies nativas da região, adaptadas ao clima e relacionadas à fauna local.A aroeira-mansa oferece pequenos frutos ao sanhaço-cinzento, que também procura amoras, folhas, brotos, flores e insetos. O bem-te-vi tem uma dieta muito variada, mas não despreza uma pitanga madura. Já o periquito-rei prefere sementes à polpa da maioria das frutas. Ah, e gosta muito da polpa do caju e da amêndoa da castanha ainda verde!Observar aves é um aprendizado profundo. A cada encontro, aprendemos a reconhecer uma rede de relações. Quando plantamos pensando também em quem voa, o quintal passa a oferecer alimento e abrigo para outras formas de vida. E talvez, prestando atenção ao que acontece entre as folhas, possamos compreender aquilo que Kopenawa nos ensina: a floresta nunca canta com uma voz só. by @alvx091
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4 days ago
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LOVE SKAHATE RACISM!..#illustration #ska #rudeboys #skinhead #hateracism by @alvx091
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10 days ago
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Cores & Valores(Literalmente) by @alvx091
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14 days ago
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Quais vidas são passíveis de luto? Quem tem direito a aparecer como vida perdida, e não apenas como número? No dia 24 de junho, enquanto no Brasil comemorávamos o São João, na vizinha Venezuela milhares de pessoas começavam a perder suas casas, seus parentes, seus corpos, seus nomes. Dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o norte do país, a oeste de Caracas. O abalo chegou sem aviso. A notícia, não.Duas semanas depois, o número de mortos já ultrapassa 3,8 mil pessoas. São mais de 16 mil feridos e quase 18 mil desabrigados. Em La Guaira, voluntários abriram covas para vítimas muitas vezes ainda não identificadas. Morgues, cemitérios e serviços funerários não deram conta da escala da tragédia.Quando estudei jornalismo, há duas décadas, li Susan Sontag em “Diante da dor dos outros”. Ela perguntava o que acontece conosco diante da repetição das imagens de guerra, catástrofe e sofrimento. Falava-se muito em anestesia, saturação, fadiga da compaixão.Mas aqui parece haver outra coisa. Não houve superexposição. Não fomos esmagados por imagens da dor venezuelana nos jornais, nas redes, nas telas. A cobertura não se espalhou. A tragédia não atravessou a conversa pública. É como se houvesse uma barreira de som.Talvez Judith Butler ajude mais: nem todas as vidas entram no mundo como vidas igualmente passíveis de luto. Algumas mortes convocam comoção, vigília, manchete, pronunciamento, minuto de silêncio. Outras chegam como saldo, nota breve, estatística humanitária, ruído distante.Não se trata de dizer que um terremoto escolhe suas vítimas. A terra treme sem ideologia. Mas a resposta à tragédia nunca é neutra. A velocidade do socorro, a qualidade das moradias, a infraestrutura urbana, a cobertura internacional, a ajuda humanitária, a disputa geopolítica e até a comoção pública revelam quais vidas o mundo aprendeu a reconhecer como urgentes.Talvez seja essa a pergunta que nos resta: quando uma sociedade deixa de se espantar com a morte em massa? E quem nos ensinou a chorar algumas mortes enquanto outras desaparecem debaixo dos escombros, não apenas das cidades, mas também da nossa atenção? by @alvx091
27
17 days ago
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Arte que fiz para o single "Bye Bye Señor Limpio" do @chuvanegrapunk, há alguns anos atrás(2022).Uma das minhas artes favoritas, uma das minhas bandas favoritas.#illustration #coverart #artedecapa #punkrock #hardcore by @alvx091
11
21 days ago
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APOSTAR ATÉ A MORRER!Arte inspirada na capa do album "BRASIL" do @ratosdeporao..#illustration #poster #ratosdeporao #bets tigrinho by @alvx091
226
24 days ago
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Maria Gomes de OliveiraVulgo Marinha Bonita by @alvx091
1
a month ago
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É dia de São João. Mas, na Amazônia, o festejo junino já começou faz tempo. Passou por Santo Antônio, ainda vai chegar em São Pedro e, entre um santo e outro, virou boi, pássaro, máscara, tambor, rua, rio e festa popular.No Brasil, as festas juninas foram marcadas pela tradição católica portuguesa e se espalharam em homenagem aos santos de junho. Santo Antônio, em 13 de junho, ficou conhecido como santo casamenteiro. São João, em 24 de junho, dá nome ao centro da quadra junina. São Pedro, em 29 de junho, é muito associado aos pescadores, às águas e às comunidades que vivem da relação cotidiana com rios, furos, mares e baías. Na Amazônia Legal, esse calendário encontrou povos indígenas, populações negras, cidades ribeirinhas, bairros populares, culturas de pesca, bichos da floresta, tambores, máscaras, bois, pássaros e modos comunitários de celebrar. O resultado não é uma festa só. É uma grande diversidade de festas.Em Belém, os Pássaros Juninos são uma forma de teatro popular musicado registrada desde o fim do século XIX. Nos enredos, aves da floresta amazônica aparecem ao lado de caçadores, pajés, fadas, matutos, nobres e personagens de cura. O pássaro é perseguido, ferido ou morto, mas retorna à vida pela força da brincadeira, da música e da imaginação popular.No nordeste do Pará, São Caetano de Odivelas transforma junho em rua mascarada. O Boi de Máscaras reúne pierrôs, cabeçudos, bois e brincantes que ligam a festa à pesca, à memória local e à vida das cidades banhadas por rios, furos e baías.No Amazonas, o Festival de Parintins faz do boi-bumbá uma grande narrativa de canto, disputa, alegoria, floresta, encantaria e identidade regional.No Maranhão, que também compõe a Amazônia Legal, o São João reúne bumba meu boi, tambor de crioula, cacuriá, dança do coco, São Pedro, São Marçal e muitos sotaques de boi. É nesse universo que aparecem figuras como o cazumbá e grupos como o Boi de Maioba, com matraca, couro, máscara, terreiro e multidão.Por isso, falar das festas juninas amazônicas é falar de santos, bois, pássaros, máscaras, tambores, rios, ruas, bairros, memórias e territórios. É tempo de festa e criação coletiva 💗 by @alvx091
12
a month ago
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Igarapé de Água ClarinhaVerão Amazônico..#illustration #igarapé #amazonia #brasil #veraoamazonico by @alvx091
1
a month ago
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Verão Amazônico...#illustration #amazonia #Pará #brasil #veraoamazonico by @alvx091
4
a month ago
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Guará Vermelho..#illustration #guará #amazonia #nature #norte by @alvx091
3
a month ago
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