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Escritora (escrever de boca aberta, taup 2024) / Antropóloga / Editora @sarabatana_revista
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Sou brasileira e estou com Lula! 🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷 by @annadvsn
10
3 hours ago
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Do dia em que o escrever de boca aberta chegou. Só hoje me dei conta de que não postei nada além da pré venda. Publicar um livro me deixou meio sem reação. Então, vai agora, um ano e meio depois. by @annadvsn
35
4 months ago
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Porque acho que poucas coisas dizem tanto do Japão quanto o apuro com as tampas de bueiro. Atenção cuidado respeito. Obrigada, Nihon, por me lembrar de estar presente e atenta aos detalhes. Sou toda encantamento! by @annadvsn
4
2 years ago
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Esse post é para agradecer aos amigos que contribuíram para que escrever de boca aberta, meu livro de estreia, seja publicado. 
Um dos poemas do livro faz referência ao túmulo de Yasujiro Ozu, o famoso cineasta japonês. É um dos meus poemas preferidos. 
Quis o destino que eu estivesse no Japão na reta final da campanha de pré-venda do livro. 
Achei por bem visitar o templo e o cemitério onde está a lápide que carrega o ideograma “mu” (無), que significa nada. 
Poucos lugares me tocaram tanto. Assim como poucas vezes me senti tão tocada como agora, pelo apoio que recebi para que escrever de boca aberta ganhe vida. 
Meu muito obrigada!
🖤 by @annadvsn
15
2 years ago
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Meu primeiro livro está para sair! Vou publicar com a Toma aí um poema, uma editora que faz um trabalho muito lindo. 

Deixo aqui um dos poemas, para te animar a correr pro link da bio pra garantir o seu:

mu

mu é o ideograma único na lápide de yasujiro ozu
que desenha
no nada
o silêncio das sombras

uma pinta recém-nascida na palma da minha mão
presa entre duas linhas
que dizem
o futuro dos anos

escrevo como quem desenha sinais
ou ideogramas
no espaço entre uma respiração e outra
como o que cabe entre as sobrancelhas

sinto que é preciso apreender os mapas
que carrego
nos olhos escuros
como as mãos magras e secas
que não posso parar de olhar

reparo nos dedos se mexendo sobre o branco
busco cicatrizes by @annadvsn
13
2 years ago
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Porque uma notícia dessas merece feed! by @annadvsn
21
2 years ago
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 by @annadvsn
0
3 years ago
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Um respiro. Uma luz. taken in Buenos Aires, Argentina by @annadvsn
8
3 years ago
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Andar nos trilhos é também seguir novos caminhos. É se permitir ver a luz no fim da linha. É parar em estações que nem se imaginava. É aceitar que o lar pode existir em muitas paragens. É embarcar todo dia nessa viagem sem destino certo. É apenas ser. taken in Buenos Aires, Argentina by @annadvsn
6
3 years ago
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Faz frio. Estou cozinhando na cozinha enquanto você termina o trabalho do dia. A música que você traz em seguida se mistura com o vapor do ar. Dançamos. Vejo nosso reflexo na janela. Adoro essa janela. Lá fora o escuro só é quebrado pelo horrível M amarelo da famosa lanchonete. É Jazz. Mas as guitarras meio country me devolvem aos meus 16 anos. Você serve o vinho e a gente faz mais um brinde sem sentido. Já desisti de procurar sentido. Gosto de como você se abaixa para ficarmos (quase) da mesma altura. Corro os dedos pela sua cabeça. Me sinto em casa. Mas também tem sabor de férias. Como a tapioca do mercado em Parnaíba. Ou o pedaço de pizza em Roma. É real. Mas também não é. É assustadoramente novo. Estou em vários continentes. Meu corpo, que ainda estranho, parece confortável agora. Só agora. Seus olhos que mudam de cor com a camiseta verde. E o jeito que você tem de gostar de tudo que eu cozinho. O mar engoliu a areia branca e fina da praia há umas semanas. O Talibã tomou o Afeganistão. O mundo anda para trás. Talvez a gente também esteja se repetindo. Ou se reinventando. Já não importa. É tudo tão igual e diferente. Contrário e ao mesmo tempo tão afim. Não fosse esse maldito medo a dar nós na barriga. Me imagino a entrar na água salgada e revolta. O frio que sobe pelas pernas. As ondas que quase me derrubam. E depois boiar. Manter os ouvidos sob a água e ouvir apenas o que não é inteligível. Como agora. Aperto a orelha contra o seu peito enquanto giramos devagar. A cozinha pequena que se faz imensa como o mar. O cheiro da comida que se mistura ao seu. Ao nosso. Engraçado como o mundo sempre será percebido através do nosso próprio cheiro. Sutil e arrebatadora descoberta. Tudo é oposto. E ao mesmo tempo não é. O onipresente M. Grande como o medo. Ou como o mundo. Também é ele quem me diz que não é sonho. Trago em mim todas as dores da realidade. Bela realidade enevoada. Queria morar nesse segundo. Faço dele uma eternidade.

#tbt #semanadosnamorados #guaruja by @annadvsn
15
3 years ago
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Ainda no avião tive um sobressalto. Não é aqui que quero estar. E ainda não sei onde é que vou voltar a querer dançar. Faz tempo que ando meio quebrada. Não entendo o rosto que vejo no espelho. E tento me remendar com cola de purpurina. É que é preciso iluminar as certezas.

Cheguei aqui e aprendi que é possível ter 7 anos e saber tudo sobre as estrelas. Mas aos 43, me basta saber que brilham. E às vezes caem. E, quando caem, nos permitem voltar a ter 7 anos e acreditar que podemos desejar tudo. Nem que seja só um sorvete. Ou polenta com ovo na colher que vem à boca pelas mãos da mãe.

Deitei-me na cama do menino de 2 anos e sonhei como um bebê. Mesmo sem saber se os bebês sonham. Ou com o que sonham. É que no sonho, eu dançava sobre escombros que Matilde descrevia. Vi meus pedaços ali caídos. Girei sobre eles e, qual supernova, renasci. Dessa vez, inteira. by @annadvsn
20
3 years ago
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Arte incidental 10 (ou quando se descobre um nove amor). taken in Montreal, Quebec by @annadvsn
0
3 years ago
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