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Andarilho apaixonado pela cultura dos Povos Originários.
@manio_arte Arte & Cultura dos povos originários
Brasil é Terra Indígena ✊
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Campanha fotográfica: a partir de agora cada fotografia que divulgarei virá com sua história, porque uma imagem diz muito, mas a oralidade também é necessária para que a bagagem do olhar possa ser compreendida. 

Me ajudem a achar a mulher da imagem! (Não sei o nome dela, Maria Leusa, que citei no vídeo, é outra mulher! 

Há tempos quero fazer isso, me travo pensando na melhor maneira, mas diante da barbárie o melhor é não ter medo e no caminho vamos aprendendo. 

Pix para a vakinha que chegará aos 300 reais: 35997182803 (Giulianne Martins), o valor da impressão será pago e 50% do restante dividido entre meu trabalho e a mulher da imagem ou povo Munduruku. by @anserbis
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8 days ago
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🌳 13 ✨ by @anserbis
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10 days ago
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O funeral é o mais longo de todos os rituais bororo e também foi relatado e interpretado por Sylvia Caiuby Novaes:

"Pode parecer paradoxal, mas é exatamente por meio do funeral que a sociedade Bororo reafirma a vitalidade de sua cultura. Este é um momento especial na socialização dos jovens, não só porque é nessa época que muitos deles são formalmente iniciados, mas também porque é por meio de sua participação nos cantos, danças, caçadas e pescarias coletivas, realizados nessa ocasião, que eles têm a oportunidade de aprender e perceber a riqueza de sua cultura. Mas por que fazer de um momento de perda, como a morte de uma pessoa, um momento de reafirmação cultural e até mesmo de recriação da vida?

Para os Bororo, a morte é o resultado da ação do bope, uma entidade sobrenatural envolvida em todos os processos de criação e transformação, como o nascimento, a puberdade, a morte. Quando uma pessoa morre, sua alma, que os Bororo denominam aroe, passa a habitar o corpo de certos animais, como a onça pintada, a onça parda, a jaguatirica. O corpo do morto é envolto em esteiras e enterrado em cova rasa, aberta no pátio central da aldeia circular. Diariamente, esta cova é regada para acelerar a decomposição do corpo, cujos ossos deverão, ao final desse processo, ser ornamentados. Entre a morte de um indivíduo e a ornamentação de seus ossos, que serão depois definitivamente enterrados, passam-se de dois a três meses. Um tempo longo, em que os grandes rituais são realizados. Um homem será escolhido para representar o morto. Todo ornamentado, seu corpo é inteiramente recoberto de penugens e pinturas, tendo em sua cabeça um enorme cocar de penas e a face coberta por uma viseira de penas amarelas. No pátio da aldeia já não é um homem que dança e sim o aroemaiwu, literalmente, a alma nova que, com suas evoluções, se apresenta ao mundo dos vivos.

fonte : @socioambiental
foto : @lisausp_
Chefe Bastião Areia, com cinto de entrecasca, e outro bororo posam para foto durante ritual funerário com pele de onça-pintada na frente. Ambos com diadema de penas (PARÍKO), maracás e plumagem de pato colada com resina vegetal

Fotógrafo Des by @anserbis
1
a month ago
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Nosso propósito é muito mais do que comercializar artes indígenas, é estreitar relações e ajudar como podemos.

Nesse vídeo @mattheuscosta1 e @anserbis falam um pouco da nossa relação com a associação @coobay.kayapo.

#culturaindigena #povosoriginarios #arteindigena #indigena #kayapo by @anserbis
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2 months ago
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O termo matis foi o nome que os não-indigenas - em particular, os funcionários da Funai - deram a um grupo que se autodenominava matses. Deve-se ressaltar, no entanto, que matses é também a autodenominação de um outro povo, culturalmente e lingüisticamente muito próximo aos Matis: os Matses (também conhecidos como Mayoruna).

Os Matis aceitaram em certa medida o nome matis, que é uma variação de matses, porém existem outras denominações bastante empregadas em nível local.

A palavra matis, além de ser um etnônimo, ou seja, o nome atribuído a uma etnia, significa, em um sentido mais estrito, “ser humano” ou “pessoa”. O termo também pode ser utilizado para designar o conjunto de parentes de um indivíduo.

Como esse termo pode ter diferentes sentidos dependendo do contexto em que é empregado, faz-se necessário estabelecer distinções entre os matis - os “humanos”. Estas podem se dar a partir do uso de palavras, como kimo e utsi, que criam nuances novas. Os Matis diferenciam os matis kimo dos matis utsi. Os primeiros são os humanos dos quais se é mais próximo, com quem se tem um forte vínculo social, são a “gente verdadeira”. Enquanto que matis utsi pode ser traduzido por “outra gente”.

Os Matis dispõem de duas outras autodenominações: mushabo e deshan mikitbo. A primeira faz alusão ao compartilhamento, entre todos os membros de uma comunidade, de um mesmo de tatuagem. Mushabo significa literalmente “os tatuados” (musha = tatuagem, -bo = plural). Mesmo se, na área pano, a semelhança entre as tatuagens faciais não seja necessariamente um marcador de identidade étnica, este parece ser o papel que elas têm ocupado nos últimos tempos. Independente de suas origens, os Matis dizem que são todos mushabo, termo que pode ser às vezes trocado por wanibo, “gente da pupunha”.

Já a denominação deshan mikitbo significa simplesmente “gente à montante” (i. e. que está rio acima). Geralmente, é para se diferenciar dos Korubo, cujo território situa-se a jusante, que os Matis utilizam essa expressão. 
Fonte: @socioambiental 
Indigena Matis com sua zarabatana. Igarapé Boeiro, r by @anserbis
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4 months ago
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Genocídio

Em 1995, trabalhadores contratados pela FUNAI fizeram contato com um grupo de cinco indígenas do povo Kanoê, que vivem na mesma área dos Akuntsu. Os Kanoê disseram à FUNAI que viram as roças e as casas de outro grupo isolado nas proximidades, a quem chamavam de Akuntsu.

Alguns meses depois, ainda em 1995, o contato foi feito com os Akuntsu. Eram apenas sete pessoas. Uma das filhas de Konibu morreu, quando uma árvore caiu sobre sua casa durante uma tempestade em 2000, e Ururu, o Akuntsu mais velho, morreu em outubro de 2009. Agora eles são apenas três indivíduos.

A partir da década de 1970, a FUNAI tomou conhecimento da existência de povos indígenas isolados em Rondônia. A construção de uma grande rodovia, conhecida como BR-364, resultou na migração de pecuaristas, madeireiros, especuladores de terra e colonos que passaram a ocupar terras no estado.

À medida que mais e mais partes da floresta foram destruídas, grupos indígenas isolados foram forçados a fugir das escavadeiras e buscar refúgio em ilhas de floresta cada vez menores. Nunca saberemos quantos morreram por causa de doenças e da violência.E os sinais da presença dos indígenas isolados foram encontrados. Em 1984, um trator pertencente a madeireiros foi atingido por flechas. Casas e roças coletivas abandonadas foram encontradas, indicando que os indígenas fugiram às pressas.

Rumores na região de Corumbiara falavam de um massacre que indígenas isolados teriam sofrido nas mãos de pistoleiros empregados por fazendeiros locais.

Fonte : @survival_brasil
Matéria completa :
https://www.survivalbrasil.org/povos/akuntsu

Foto: Marcos Mendes, 1995 by @anserbis
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4 months ago
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A história do contato dos Arara com a sociedade nacional é relativamente longa. Desde 1850 há notícias de contatos pacíficos entre indígenas Arara e moradores da região ribeirinha dos rios Xingu e Iriri nas proximidades de Altamira. Em 1853 eles figuram pela primeira vez nos registros oficiais, constando dos relatórios do Presidente da Província do Pará, depois de aparecem pacificamente no baixo rio Xingu. Em 1861, um grupo Arara permanece cerca de dez dias entre seringueiros abaixo da Cachoeira Grande do Iriri. Em 1873, o Bispo Dom Macedo Costa leva alguns Arara para Belém.

Entre 1889 e 1894, eles são perseguidos por seringueiros na região do divisor de águas Amazonas-Xingu/Iriri. Durante sua expedição ao Xingu, em 1896, Coudreau encontra apenas uma única índia Arara, mas recolhe mais informações sobre eles: o seu caráter pacífico e errante em toda a região do Xingu e do Iriri, a comentada beleza de sua mulheres, a sua miscigenação com outros povos indígenas e, principalmente, sobre a existência dos "Arara bravos". Nas primeiras décadas deste século, os Arara chegam a visitar, em diferentes oportunidades, a cidade de Altamira.

Em momentos variados da história, muitos subgrupos Arara foram forçados a pequenas migrações no amplo território que ocupavam, seja por ataques de outros grupos indígenas (principalmente Kayapó e Juruna), seja por perseguições de seringueiros, caçadores ou colonos. Desde o início dos anos de 1950, gateiros e seringueiros do rio Iriri encontravam acidentalmente os Arara, que até o final da década costumavam aparecer em antigas moradas nas margens do rio.

Em 1961 os Arara chegaram a ser acossados pela Polícia de Altamira, que teria perseguido os indígenas para vingar a morte de um animal de estimação de um colono das cercanias da cidade. 

Mais informações 
Fonte : @socioambiental 
Foto: Bita Carneiro, 1981 by @anserbis
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4 months ago
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De acordo com seus mitos, os Ticuna são originários do igarapé Eware, situado nas nascentes do igarapé São Jerônimo (Tonatü), tributário da margem esquerda do rio Solimões, no trecho entre Tabatinga e São Paulo de Olivença. Ainda hoje é essa a área de mais forte concentração de Ticuna, onde estão localizadas 42 das 59 aldeias existentes” (Oliveira, 2002: 280).

Esse povo vivia no alto dos igarapés afluentes da margem esquerda do rio Solimões, no trecho em que este entra em terras brasileiras até o rio Içá/Putumayo. Houve um intenso processo de deslocamento em direção ao Solimões.

No início, mantiveram sua tradicional distribuição espacial em malocas clânicas e, na década de 1970, havia mais de cem aldeias. Hoje, essa distribuição das aldeias ticuna se modificou substancialmente. Sabe-se ainda que alguns indígenas desceram o rio até Tefé e outros municípios do médio Solimões, outros se fixaram no município de Beruri, no baixo curso do Solimões, bastante próximo à cidade de Manaus.

No alto Solimões, contudo, os Ticuna são encontrados em todos os seis municípios da região, a saber: Tabatinga, Benjamim Constant, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins. Sua população está distribuída em mais de 20 Terras Indígenas.

Fonte : @socioambiental
 
Habitação ticuna no Igarapé Belém. Foto: Acervo Museu do Índio, 1930 by @anserbis
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4 months ago
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O que você não vê quando recebe uma peça Maniò

O tempo que alguém passou olhando ela.

Cada peça foi vista, sentida, reconhecida.

Não como produto.

Como obra de uma artesã indígena que tem nome, povo, território.

A gente não revende arte.

A gente cuida da relação que torna ela possível.

Não é só curadoria.

É proximidade.

Conheça nosso acervo online no link do perfil ou em www.manio.com.br

#manio #indigena #culturaindigena #grafismoindigena #cultura #culturaancestral #arteindigena #povosoriginarios #povosindígenas #povosindígenasdobrasil #povosindigenasdobrasil by @anserbis
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4 months ago
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Tem quem ache que a Maniò "só" vende arte indígena.

Mas antes da peça aparecer no site, existe Anselmo na aldeia ou nos encontros.

Existe o nome de quem criou. Existe a conversa direta com o artesão ou associação, sem atravessador no meio. 

Existe o caminho de volta, levando renda na mão certa, levando reconhecimento, levando a notícia de que aquele ofício tem para quem chegar.

Já são mais de 8.200 peças que saíram daqui. 8.200 histórias que começaram numa escuta.

Comércio é só a ponta.
Tudo antes dela é relação.
#manio #indigena #culturaindigena #grafismoindigena #cultura #culturaancestral #arteindigena #povosoriginarios #povosindígenas #povosindígenasdobrasil #povosindigenasdobrasil by @anserbis
29
5 months ago
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Os Tsohom-dyapa são considerados “isolados” pela Funai e “autônomos” pelo movimento indígena local. Isso significa que hoje eles não mantêm contato regular com o órgão indigenista, situando-se mais ou menos à margem de regiões próximas, como o alto Jutaí e alto Itaquaí, onde a Funai se faz presente. No entanto, isso não significa que eles sempre se mantiveram isolados. É certo que eles participavam da rede de relações que existia entre os povos de língua katukina até os primeiros anos do século 20 e que, com evidentes transformações, ainda existe.

Pouco se sabe de sua história. Há, porém, pistas fornecidas por dados etnográficos coletados por Constant Tastevin entre 1910 e 1920. Estas pistas complementadas com dados coletados entre os Kanamari nos últimos quinze anos podem iluminar um pouco da história dos Tsohom-dyapa e compreender, talvez, as razões de seu isolamento tanto em relação aos seringueiros e madeireiros quanto no que diz respeito aos demais povos de língua katukina.

A análise de vários documentos permite dizer que os Tsohom-dyapa passaram não só por um, mas por pelo menos dois “isolamentos”: o primeiro, por volta de 1912, os afastou dos (demais) Kanamari, mas não isolou-os por completo de uma parcela dos Kanamari que viviam (e vivem) no Jutaí; e o segundo, mais recente, que provavelmente ocorreu na década de 1970. Este último “isolamento” cindiu os Tsohom-dyapa em dois grupos: um deles se isolou por completo dos não-índios e dos Kanamari; e outro, aproximou-se ainda mais dos Kanamari do Jutaí e, através deles, dos não-indígenas.

Foto: 
Tsohom Djapá, aldeia Caranã, Rio Jutaí, Terra Indígena Vale do Javari, Amazonas. Foto: Egon Heck, 1980

Fonte: @socioambiental by @anserbis
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6 months ago
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Artista indígena Kokopy  realizando a tradicional pintura Kayapó no braço do Anselmo Dutra @anserbis.

Esses lindos traços repletos de significados podem decorar a parede das suas casas.

Arraste pra o lado e veja algum desses lindos grafismos Kayapó em tela.

Compre no link do perfil.

#kayapo #grafismoindígena #pinturaindígena #ATL2026 by @anserbis
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6 months ago
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