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Ateliê da rapa espaço de arte independente e autônoma onde desenvolvemos manifestações artísticas por :
@linkmuseu
@evaandro_cesar
@titoterapia93
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Com profunda tristeza o ateliê da rapa  presta  a sua homenagem a essa grande amiga @aracyamar , que  esteve presente  conosco  apoiando e prestigiando as nossas exposições e rodas de conversa , sempre seremos grato a você por todo apoio , faltam as palavras  nesse momento triste ,  o importante é que podemos dizer tudo isso á você em vida …. Foi muito lindo todos os momentos que tivemos o privilégio de estar contigo…
Terminamos aqui com o coração partido mas com a certeza que você estará para sempre gravada na nossa história como artista , como pessoa e como ateliê da rapa ….foi uma enorme honra para nós ter a sua amizade…❤️ taken in Vila Cosmopolita by @ateliedarapa
11
14 days ago
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 by @ateliedarapa
4
22 days ago
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Em um momento em que artistas como Anitta ampliam o debate sobre ancestralidade, espiritualidade e o respeito às religiões de matriz africana, “Oferenda”, de Evandro César e Ana Kia, também nos convida a olhar para esses saberes a partir da arte.

A pintura transforma elementos cotidianos - como frutas, vela, recipiente - em uma composição que evoca a oferenda não como estereótipo, mas como gesto de cuidado, memória, reciprocidade e conexão com o sagrado. A obra propõe uma reflexão sobre práticas culturais que, por muito tempo, foram alvo de preconceito e silenciamento.

Em um momento em que a cultura popular amplia o espaço para falar sobre espiritualidade e combater os estigmas em torno das religiões de matriz africana, trabalhos como este reafirmam que a arte é um território de preservação, afirmação e transmissão de saberes.

Ficha técnica:

Evandro César e Ana Kia
Oferenda, 2026
Tinta de terra sobre tela
50 × 60 cm

-

At a time when artists like Anitta are expanding the conversation around ancestry, spirituality, and respect for Afro-Brazilian religions, Offering, by Evandro César and Ana Kia, also invites us to engage with these traditions through art.

The painting transforms everyday elements—such as fruit, a candle, and a vessel—into a composition that evokes the offering not as a stereotype, but as a gesture of care, memory, reciprocity, and connection with the sacred. The work encourages reflection on cultural practices that have long been subjected to prejudice and silencing.

At a moment when popular culture is creating more space to discuss spirituality and challenge the stigmas surrounding Afro-Brazilian religions, works like this reaffirm that art is a vital space for preserving, affirming, and transmitting knowledge across generations.

Artwork details:

Evandro César & Ana Kia
Offering, 2026
Earth pigment on canvas
50 × 60 cm taken in São Paulo, Brazil by @ateliedarapa
5
2 months ago
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muito metódico e muito centrado: não parece ser Matisse, mas é. reli parte de seus relatos e fiquei impressionada. o mesmo pintor das cores vibrantes e das composições explosivas perseguia uma ordem cotidiana para poder criar algo um pouco desnorteado ( como ele diz). seu ateliê tão bonito capturado por Bresson ou Man Ray são a prova disso. 

eu quando vi uma obra de Matisse a primeira vez entendi minha paixão pela cor sintetizada naquelas paredes, toalhas de mesa e pisos: a cor inundando tudo. foi depois de viajar ao Marrocos que isso explodiu em forma de arabescos fascinantes. 

sempre interessante ler as críticas da época como a do critico Camille Mauclair no Le Figaro: “ um pote de tinta foi arremessado na cara do público.” ou ainda “ Donatello entre feras!” citando a escultura do italiano que dividia a sala com as pinturas. 

o livro da @cosacedicoes precisa ser relançado. “ Escritos e reflexões sobre arte” é uma beleza e conta coisas magníficas de bastidores como o fato de Matisse ter comprado as três banhistas de Cézanne que foi fundamental para ele em sua pintura. 

perseguia a serenidade, mas buscava um lugar para a explosão, o frescor de seu trabalho sempre se atualiza e pede silêncio e astúcia. gosto muito da sensibilidade estranha de mesas que misturam- se ao piso, às paredes: essa espécie de inundação vibrátil nos acossando e comovendo. 

suas transparências e opacidades e sua relação radical com a cor ensinam muito sobre a ambivalência de um gesto artístico, a um só tempo, decidido e oscilante : fez disso uma forma de se inscrever no mundo de maneira a se tornar um dos maiores artistas da história. 

esses elementos dispostos na tela dando a cada presença um tônus próprio inspiraram também o artista @evaandro_cesar do @ateliedarapa ( junto com @linkmuseu e @titoterapia93 ). ele me contou que sua obra chegou até ele através de um livro e passou então a conviver com “ pessoas que ele nunca tinha ouvido falar”. Matisse dizia que queria eternizar a presença das coisas e com isso sua própria presença e conseguiu.

@evaandro_cesar e Eleonore Koch estão juntos na @nnd_azeco galeria em SP e fiz o texto para a exposição com muita alegria de acompanhar tudo. by @ateliedarapa
6
3 months ago
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no encontro com artistas tão diversos ao longo dos últimos anos fui aprendendo a escutar singularidades no modo de fazer, um fazer com o irreparável e pela via da “ gambiarra” para citar a série de encontros que estou acompanhando na @ebpriodejaneiro .se nem todo artista faz dessa maneira alguns capturam aí uma maneira de inscrição. @evaandro_cesar vai colhendo vestígios de um mundo em vias de desparecer e consegue ir de um ponto a outro de forma luminosa: alguém da quebrada, do hip hop que se apaixona por Volpi, por Morandi, por José Antônio da Silva e por Eleonore Koch. junto dela escreve uma conversa que acontece na forma de exposição dia 11 agora a partir das 17:00 na @nnd_azeco . um barato estar junto de @_andrade_rodrigo_ Paulo com seu olhar sagaz e de @evaandro_cesar que conheci junto do @ateliedarapa ( esse coletivo fantástico que me apresentou Cidade Tiradentes pela pintura). 

o que eu aprendo sempre com cada artista é a ir além da classificação das obras como figurativas ou abstratas ou coisas do gênero. toda tentativa de encarceramento ou juízo de valor neste sentido parece tão incompatível com o pensamento crítico contemporâneo quanto outras oposições um pouco extremistas às quais fomos conduzidos ao longo do tempo. como trabalho e acompanho artistas de territórios diversos, de linguagens diversas, de percursos múltiplos fui aprendendo a me ligar mais em outras questões que estão além das divisões estanques: teoria ou prática, razão ou sensibilidade,, sujeito ou objeto, público ou privado. essa concepção dualista acaba ignorando o universo de possíveis que habitam o intervalo entre os seus polos – a “zona de indiscernibilidade” de que fala Deleuze, composta por linhas [não exatamente] divisórias tão tênues, pulsantes e permeáveis que atuam como membranas. 

com os artistas todos aprendi que entre a abstração e a figuração absolutas, encontra-se uma rica trama de possibilidades: linhas flexíveis onde os extremos dão lugar a pontos de passagem, encontros, conexões impensáveis. 

por isso não me espanta a aproximação de Evandro de artistas do cânone e do hip hop a um só tempo: a riqueza de seu trabalho extrapola qualquer uma dessas divisões fixas. by @ateliedarapa
23
4 months ago
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O Ateliê da Rapa é um espaço independente de criação, pesquisa e formação artística localizado na Zona Leste de São Paulo, fundado pelos artistas Evandro César, Tito Terapia e Link Museu.

A partir do encontro entre pintura, poesia, arte urbana e ações coletivas, o ateliê desenvolve projetos que conectam arte, território e memória. Entre os eixos centrais de sua pesquisa está o uso de pigmentos produzidos com terras coletadas na própria cidade, especialmente na Zona Leste, transformando a paisagem urbana em matéria pictórica e preservando vestígios de territórios em constante transformação.

Por meio de exposições, oficinas, encontros e projetos colaborativos, o Ateliê da Rapa fortalece redes de criação, formação cultural e acesso à arte contemporânea, reafirmando a potência das práticas artísticas independentes nas periferias de São Paulo.

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Ateliê da Rapa is an independent space for artistic creation, research, and education based in the East Zone of São Paulo, founded by artists Evandro César, Tito Terapia, and Link Museu.

Bringing together painting, poetry, urban art, and collective actions, the studio develops projects that connect art, territory, and memory. A central aspect of its practice is the use of pigments made from soils collected throughout the city, particularly in the East Zone, transforming the urban landscape into pictorial material while preserving traces of territories undergoing constant change.

Through exhibitions, workshops, gatherings, and collaborative projects, Ateliê da Rapa strengthens networks of artistic production, cultural education, and access to contemporary art, reaffirming the power of independent artistic practices in São Paulo’s peripheral communities. taken in São Paulo, Brazil by @ateliedarapa
8
4 months ago
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Tá chegando a hora …….quem puder prestigiar sinta-se super convidado…….minha primeira exposição individual internacional…..da zona leste de São Paulo para o mundo……gratidão sempre…🙏🏽🙏🏽 taken in New York City by @ateliedarapa
36
5 months ago
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No mês de setembro tivemos a visita de duas turminhas do @cca3marilena , acompanhado pelo professor @0bmop e mais alguns profissionais pra conhecer o ateliê da rapa e falarmos sobre arte.
Juntos acreditando em um futuro melhor através da educação e da arte..
#FéNasCrianças 😃🎨🙏 taken in Vila Cosmopolita by @ateliedarapa
14
10 months ago
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Visita do amigo @tomastoledo  da galeria @galatea.art_ no  nosso solo sagrado …obrigado pela visita e volte sempre..💥💥 taken in Vila Cosmopolita by @ateliedarapa
6
a year ago
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Visita do @martonestudio ao ateliê da rapa 🎨🙏😃 by @ateliedarapa
4
a year ago
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Visita da querida @_izabel.pinheiro_  e do @___gabrielpinheiro___  ao ateliê da rapa ✌️🎨😃 by @ateliedarapa
5
a year ago
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Daquilo que a terra dá
 
Terra é matéria-prima. Terra é memória. Os artistas aqui reunidos têm em comum a origem e o local de moradia na Zona Leste de São Paulo, nos bairros de Cidade Tiradentes e Guaianases. Koki e os integrantes do Ateliê da Rapa (Evandro César, Link Museu e Tito Terapia), além da amizade e da convivência cotidiana, compartilham uma longa trajetória no pixo e, mais recentemente, na pintura de paisagem ao ar livre, sendo ambas atividades coletivas realizadas no espaço público. Mais do que isso: ambas implicam olhares específicos sobre a cidade. Os encontros de pintura ao ar livre, que vêm acontecendo desde 2021 em Cidade Tiradentes e arredores, introduziram o grupo à prática de pintura a óleo sobre tela. No afã de querer pintar mais, para além dos dias dos encontros, passaram a pintar também dentro de casa, fundaram o Ateliê da Rapa e começaram a coletar terra para fazer tinta. Já Daisy Gomes também fez parte dos encontros de pintura ao ar livre, tendo como repertório prévio os universos da moda e do audiovisual. Em meio às diversas práticas artísticas coletivas, o ato de pintar a quatro mãos veio como um gesto natural.

A coleta e uso da terra como matéria pictórica nasce de um olhar aguçado sobre a paisagem urbana em transformação, o mesmo olhar de quem lê os muros com a experiência de pixador, mas também de quem cresceu com o pé na terra e vê seu bairro sendo transformado pela expansão imobiliária. As periferias de São Paulo veem o avanço da indústria da construção e da demolição revirando e expondo o solo de forma abrupta, abrindo possibilidades cromáticas que os artistas incorporam à sua produção. O período possível para a coleta da terra é breve, pois logo vem os tapumes e o que antes era mata ou casa vira prédio a ser ocupado por uma classe média alheia às dinâmicas locais, empurrando as classes baixas para viverem ainda mais longe do centro.

Nas telas e madeiras reaproveitadas de caixa de feira, temas clássicos da pintura se apresentam com expressões próprias de cada artista. Alguma observação e muita imaginação são ativadas para a criação de composições com frutas, vasos, garrafas e outras naturezas-mortas, cenas de interiores e paisa by @ateliedarapa
1
a year ago
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