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Atlas de Mim
um território de afetos
feito de vozes, silêncios
e tudo aquilo que insiste em permanecer.
Real graças as leis de incentivo a cultura.
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Ajude a construir essa história, se você tem relógio de qualquer tipo pra doar, entre em contato. by @atlasdemim
3
4 months ago
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Andrieli Emmerich

Há olhares que apenas veem —
e há aqueles que guardam.

Andrieli é feita desse segundo gesto: o de perceber o instante antes que ele passe, e transformá-lo em permanência. Fotógrafa de projetos culturais, ela caminha entre cenas, bastidores e encontros com a delicadeza de quem entende que cada registro é também um ato de cuidado.

Sua trajetória, ainda jovem no tempo, é intensa na entrega. Entre formações que atravessam técnica e sensibilidade — da prática ao domínio da luz, do olhar ao entendimento da cena — Andrieli constrói uma fotografia que não é apenas estética, mas presença.

Seu trabalho percorre cineclubes, cinemas itinerantes, formações, peças, documentários. Está onde a arte acontece em movimento, onde o efêmero insiste em existir só por um instante — e é ali que ela chega, silenciosa, para dizer: “isso importa”.

Mais do que fotografar, Andrieli testemunha.
Mais do que registrar, ela legitima.

No Atlas de Mim, sua presença é essencial porque toda memória precisa de quem a sustente no tempo.
Ela é quem transforma o agora em lembrança,
quem revela detalhes que o olhar apressado não alcança,
quem eterniza aquilo que, sem ela, seria apenas passagem.

Porque há histórias que são vividas —
e há aquelas que, graças a alguém, nunca deixam de existir. 📷✨ by @atlasdemim
3
5 months ago
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Robson Henrique Schneider Rodrigues da Silva
Há quem apareça sob a luz —
e há quem a desenhe.
Robson Henrique é aquele que entende que o invisível também é linguagem. Técnico de som e luz, produtor cultural, coordenador e diretor de projetos, ele trabalha no território onde a arte respira sem ser vista, mas sem a qual nada acontece.
Com mais de uma década de atuação, sua trajetória é construída nos bastidores — mas nunca à margem. Pelo contrário: é ali que ele sustenta, organiza e potencializa o que chega ao público. Da operação de câmera à direção geral de projetos, da assistência à criação, Robson Henrique transita com precisão entre o técnico e o sensível.
Presidente da Associação Multicultural Panaceia Teatro e Cinema, ele não apenas executa — ele propõe, articula, viabiliza. Seu percurso atravessa projetos de cinema itinerante, formações audiovisuais, iniciativas inclusivas e educativas, sempre com um olhar comprometido com o acesso e a transformação.
Sua formação em luz, som e video mapping revela uma escolha: aprofundar-se nas ferramentas que dão corpo à experiência estética. Mas o que o diferencia é a escuta. Porque operar luz não é só iluminar — é entender o tempo da cena. Trabalhar com som não é apenas amplificar — é saber quando o silêncio também fala.
No Atlas de Mim, Robson Henrique é quem sustenta a atmosfera.
É quem cria o ambiente onde a emoção pode existir.
É quem transforma técnica em presença.
Porque há quem conte a história —
e há quem faz com que ela seja sentida. 💡🎶 by @atlasdemim
5
5 months ago
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Robson Rodrigues da Silva

Há quem faça teatro.
E há quem viva em estado permanente de cena.

Robson é desses.

Com mais de três décadas de trajetória, ele não construiu apenas uma carreira — construiu um caminho onde o teatro, o cinema e a vida se confundem. Diretor, ator, produtor, professor, cineclubista, escritor: seus títulos não dão conta daquilo que ele realmente é — um articulador de encontros, um provocador de sentidos, um homem que entende a arte como ferramenta de transformação coletiva.

Sua formação atravessa o tempo como um corpo em constante movimento: dos primeiros passos nos anos 90 até as imersões contemporâneas em atuação, direção e linguagem audiovisual. Máscara, clown, corpo, voz, dramaturgia, Stanislavsky — Robson não parou. Nunca parou. Porque para ele, o fazer artístico é um exercício contínuo de escuta e reinvenção.

Mas talvez o que mais o defina não esteja nos cursos, nem na extensa lista de trabalhos em palco e tela. Está nas praças, nas escolas, nas comunidades, nos espaços onde a arte nem sempre chega — mas onde ele faz questão de levar. Seu cinema é cidadania. Seu teatro é presença. Seu trabalho é ponte.

Fundador da Panaceia Teatro e Cinema, atuante em políticas públicas culturais, multiplicador de saberes, ele não cria sozinho — ele cria junto. E é exatamente por isso que está aqui.

No Atlas de Mim, Robson não é apenas o diretor.
Ele é quem ajuda a organizar o invisível,
a dar forma ao sensível,
a transformar memória em cena.

Porque há artistas que dirigem histórias —
e há aqueles que sabem escutar o que a história quer dizer. 🎭✨ by @atlasdemim
6
5 months ago
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Alexandra Meinchein
Entre muitas formas de existir, ela escolheu não caber em uma só.
Atriz, cantora, mestra de cerimônias, designer — Alexandra transita entre linguagens como quem reconhece no corpo e na voz um território vivo de expressão. Sua trajetória não é linear, é orgânica: nasce do encontro entre a sensibilidade artística e a estrutura do pensamento estratégico, construída desde sua formação em Administração com ênfase em Marketing, até mergulhos recentes e intensos no teatro, na voz e na escrita.
Fundadora da Asas do Vento, Alexandra não apenas ocupa a cena — ela cria espaços para que outras vozes também existam. Sua caminhada passa por palcos, câmeras, bastidores e microfones: do audiovisual independente às campanhas políticas, da mediação de debates à criação gráfica de obras culturais, sempre atravessada por um olhar que une estética e propósito.
Sua formação recente revela mais do que cursos — revela busca. Teatro, locução, escrita, corpo, voz, infância, gestão cultural. Alexandra se constrói enquanto artista ao mesmo tempo em que constrói caminhos para a cultura acontecer.
No Atlas de Mim, sua presença não é apenas escolha — é origem.
Ela é o ponto de partida e também travessia: quem sente, organiza, cria e sustenta.
Porque há pessoas que participam de um projeto —
e há aquelas que são, em si, o próprio território onde tudo começa. 🌿 by @atlasdemim
12
5 months ago
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Escolher Anita Garibaldi como inspiração é escolher a coragem que não hesita — aquela que se move mesmo diante do risco.
No Atlas de Mim, encontrei nela o impulso do movimento.
A mulher que não ficou à margem da própria história,
que atravessou batalhas, mares e destinos
com o coração firme e o espírito indomável.
Anita me ensina sobre liberdade.
Sobre não aceitar os limites impostos
quando a alma pede mais.
Sobre amar com intensidade, lutar com verdade
e existir com bravura.
Há nela uma chama que não se apaga —
uma força que não se explica, se sente.
A coragem de escolher caminhos difíceis
porque são, justamente, os que fazem sentido.
Escolhê-la é também um compromisso:
com a minha própria liberdade,
com a minha voz,
com o direito de traçar o meu destino.
Porque, no fim, Anita me lembra
que viver é, também, um ato de coragem.
E que há histórias que só existem
porque alguém decidiu não recuar.

#anitagaribaldi by @atlasdemim
1
5 months ago
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Escolher Alice Ruiz como inspiração é escolher o essencial — o mínimo que diz o máximo.
No Atlas de Mim, encontrei nela a delicadeza que não é frágil,
mas precisa.
A palavra que chega suave,
e mesmo assim atravessa.
Alice me ensina sobre o silêncio entre as frases,
sobre o espaço que também comunica,
sobre a beleza de não explicar demais.
Há uma força imensa em quem sabe condensar o mundo
em poucas palavras —
em quem entende que sentir não precisa ser exagero
para ser profundo.
Escolhê-la é também um gesto de escuta.
De confiar no sutil,
de respeitar o tempo das coisas,
de permitir que o não dito também exista.
Porque, no fim, Alice me lembra
que poesia não é excesso —
é precisão.
E que dentro do simples
mora tudo aquilo que realmente importa.

#aliceruiz by @atlasdemim
0
5 months ago
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Escolher Maria Bethânia como inspiração é escolher a palavra que pulsa — dita com o corpo inteiro.

No Atlas de Mim, encontrei nela a força da presença.
A mulher que não apenas canta,
mas invoca.
Que transforma cada verso em rito,
cada silêncio em reverência.

Bethânia me atravessa pelo sagrado que existe na voz,
pela coragem de sentir sem medida,
pela firmeza de quem sabe de onde vem —
e por isso sustenta exatamente quem é.

Há nela um ensinamento profundo:
não é preciso correr para ser grande.
É preciso enraizar.
É preciso escutar.
É preciso honrar a própria verdade até que ela se torne som.

Escolhê-la é também escolher a profundidade.
É não se contentar com o raso,
é permitir que a emoção tenha espaço, corpo, tempo.

Porque, no fim, Bethânia me lembra
que existir também é entoar a própria história —
com coragem, com alma,
e com a beleza de quem não pede licença para ser inteira.

#mariabethânia 
@mariabethaniaoficial by @atlasdemim
3
5 months ago
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Escolher Eva Perón como inspiração não foi por acaso — foi por reconhecimento.
Há mulheres que atravessam o tempo não pela perfeição, mas pela intensidade com que vivem suas verdades. Eva foi assim: força e contradição, coragem e sensibilidade, voz e silêncio quando preciso. Uma mulher que não pediu licença para existir em um mundo que tantas vezes tentou diminuí-la.
No meu processo com o Atlas de Mim, encontrei nela um espelho possível — não de quem sou, mas de quem ouso ser.
Uma mulher que entende que ocupar espaço é também um ato político.
Que sentir profundamente não é fraqueza, é potência.
Que transformar dor em movimento é um gesto de criação.
Eva não é só uma figura histórica — é símbolo.
De presença. De luta. De entrega.
E ao trazê-la como inspiração, não falo apenas dela,
falo de todas nós que seguimos tentando, criando, resistindo.
Falo de uma força que não grita o tempo todo, mas que nunca se apaga.
Porque, no fim, escolher Eva é também escolher não se encolher.
É escolher existir com intensidade.
É escolher deixar marca — mesmo quando o mundo espera silêncio.

#evaperón by @atlasdemim
0
5 months ago
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Escolher Frida Kahlo como inspiração é escolher a verdade — mesmo quando ela dói.
No Atlas de Mim, encontrei nela a permissão para ser inteira.
Para não esconder as fissuras,
para não suavizar as dores,
para transformar tudo — absolutamente tudo — em expressão.
Frida não pintava apenas quadros,
ela pintava a si mesma em pedaços, em símbolos, em coragem.
Fez do próprio corpo um território de arte,
da própria história um manifesto.
E talvez seja isso que mais me atravessa:
a coragem de olhar para dentro sem desviar o olhar.
De sustentar quem se é, mesmo quando o mundo não entende,
mesmo quando é mais fácil calar.
Escolhê-la é também um lembrete:
não preciso ser leve o tempo todo,
não preciso caber em moldes confortáveis.
Posso ser intensidade, posso ser contradição,
posso ser flor e raiz ao mesmo tempo.
Porque, no fim, Frida me ensina que existir também é criar.
E que há uma beleza profunda em quem tem coragem
de transformar a própria vida em obra.

#fridakahlo by @atlasdemim
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5 months ago
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Começo meu atlas com a origem de tudo.

Hoje eu quero falar de uma mulher que vive em mim.
Maria Catarina nasceu em 05/01/1941… mas a sua história começa muito antes, nas marcas que a vida deixou.

Teve uma infância difícil. Perdeu a mãe cedo e encontrou na vida uma madrasta dura — daquelas que ensinam mais pela dor do que pelo acolhimento. Cresceu rápido, como tantas mulheres da sua geração.

Casou cedo. Não por amor.
Casou com Eleotério Bertholdi, que já tinha quatro filhas, após perder a primeira esposa no parto — uma mulher que, inclusive, era amiga da minha vó.
Mas o coração dela… ah, o coração dela tinha outro nome: Nico.

E mesmo assim, ela escolheu ficar.
Escolheu cuidar.
Escolheu amar do jeito que era possível.

Foi mãe de muitos — entre eles, a dor de perder um filho ao nascer e sua filha Geni aos 14 anos. Carregou lutos que não cabem em palavras… mas nunca deixou de ser presença.

Foi a melhor mãe que conseguiu ser.
E foi tudo pra mim.

Morei com ela até os meus 5 anos. Ela me criou como filha.
Era divertida, amável, dessas que têm sempre a casa aberta e o coração também.
Mas havia algo que, muitas vezes, limitava seus voos: a preocupação com o que os outros pensavam.

Ainda assim… ela viveu.
Passeou, conquistou sua independência, seguiu em frente mesmo depois de ficar viúva cedo.

Minha vó não foi perfeita — e talvez seja exatamente isso que a torna tão grandiosa.
Ela foi real.
Foi amor em forma de tentativa, de entrega, de resistência.

É por ela que nasceu em mim o desejo de contar histórias.
É por ela que existe essa peça.
É por ela que eu sigo.

Porque algumas pessoas não vão embora — elas viram raiz.

#MariaCatarina #MemóriaViva #AmorDeVó #HistóriasQueTransformam #TeatroComPropósito by @atlasdemim
15
5 months ago
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Às vezes, um projeto não nasce. Ele é soprado.

O Atlas de Mim começou assim… como um sussurro de saudade, um gesto de amor que atravessa o tempo. Nasceu da vontade de eternizar minha avó materna, Maria Catarina — mulher de raízes profundas, daquelas que seguem florescendo mesmo depois de partir.

Em uma conversa despretensiosa com Robson Rodrigues, veio a fagulha: “e se isso virasse uma peça?”. E naquele instante, o que era memória ganhou caminho, corpo, cena.

E como se o destino tivesse pressa — ou zelo — logo depois surgiu, em Guaramirim, a oportunidade da PNAB. Um prazo curto, quase impossível. Mas quando o propósito é verdadeiro, o tempo se reorganiza.

Foram três dias intensos. Três dias de entrega, de foco, de mãos que se estendem e acreditam juntas. Com o profissionalismo e a sensibilidade de Rafael Nagel e Robson Rodrigues, conseguimos mais do que cumprir um prazo — conseguimos honrar uma história.

E então, a surpresa que aquece o peito: fomos aprovados.

O Atlas de Mim agora não é só lembrança. É presença. É palco. É herança viva.

Minha gratidão a cada pessoa que caminha comigo — e à vida, que quando quer, conspira bonito.

Seguimos.

@robsonrodriguescinemateatro @nagel_sou_eu

#pnab #sonhos by @atlasdemim
7
5 months ago
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