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1 ano depois de publicar o Do Outro Lado da Poeira, venho comemorar com algumas das frases que sublinhei ao ler o meu livro pela primeira vez e que facilmente podia enviar a alguém 

envia a alguém que ainda não encontrou a coragem de sair de um sítio demasiado pequeno com medo da incerteza

envia a alguém que perdeu a sua luz a tentar encaixar nas expectativas de alguém 

envia a alguém que gostasses que ficasse, mesmo nos dias difíceis 

envia a alguém com quem tens um mundo secreto 

envia a alguém que amas muito by @bagomes2
6
9 days ago
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esta é a cara de quem acabou de criar a sua própria newsletter 

🤞🏼🤞🏼🤞🏼 by @bagomes2
12
15 days ago
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minorca taken in Menorca by @bagomes2
17
a month ago
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Decidir abandonar o voleibol deixava-me com vários medos: perda de identidade — quem sou eu sem o voleibol? —, arrependimento — sentir falta do jogo, mas também das rotinas de balneário, da equipa, de levar o meu corpo ao limite —, incapacidade de manter uma rotina saudável — agora que não sou “obrigada” a fazer desporto, vou querer continuar ativa ou vou tornar-me sedentária? — e, sobretudo, incerteza quanto ao futuro.

Esta última era a que mais me assustava. “E agora, qual é o plano?” Para alguém que gosta de saber para onde vai, assumir que a transição que decidira fazer estava baseada na incerteza assustou-me bastante. Ainda assusta.
É preciso paciência. As coisas não caem do céu e leva tempo a perceber qual o caminho que queremos seguir. Ou melhor: quem queremos ser depois de termos sido jogadoras de voleibol a vida toda e quais são, neste momento, as nossas prioridades.

Mas ter medos e receios faz parte da vida. Tal como a incerteza. Quanto mais cresço, mais aprendo que não temos controlo sobre quase nada. E que os planos, muitas vezes, existem para ser moldados à medida que vamos caminhando. O importante é continuar o caminho com esperança e ter uma boa rede de suporte. Isso, sim, podemos controlar.

Toda esta reflexão para me voltar a apresentar. Talvez mais para mim do que para vocês.

Sou a Bárbara, tenho 30 anos, nasci e cresci em Viseu e, até agora, regi a minha vida à volta de um plano: jogar voleibol. Contudo, ao longo do caminho, descobri que sou tão mais complexa que isso e que posso ter quantos planos quiser! 

Finalmente, digo-vos com toda a honestidade: decidir parar foi assustador. Muitas vezes pensei em não o fazer. Adorei ser atleta. O voleibol deu-me algumas das melhores experiências e pessoas da minha vida. Contudo, percebi que meter-me na caixa de “apenas atleta” era demasiado redutor.

E essa foi, talvez, a maior conquista desta etapa da minha vida: perceber que posso continuar a amar profundamente aquilo que fui, sem precisar que isso seja tudo aquilo que sou.

Ser atleta foi lindo. Mas ser vista “só” como atleta podia ser uma prisão. by @bagomes2
24
a month ago
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do álbum: 7 dias em PT

pregos no prato e francesinhas

peguem lá 62 anos de casados 

o estádio mai lindo 

não há arroz com feijão como este

ela morde e julga 

amo mirtilos pt 1

amo mirtilos pt 2

amo mirtilos pt 3 

é claro que vim feirar 

progenitores 

tenham amigas assim 🧡 taken in Viseu by @bagomes2
12
2 months ago
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Ontem, entrei no Fontelo e senti algo muito forte. Senti orgulho. Mas também uma espécie de familiaridade.

Ver o estádio cheio, uma cidade inteira a vibrar pelo seu clube, fez-me lembrar o que vivi em Guimarães.

Joguei três anos no @vitoriasc_modalidades . Foi fácil gostar daquela forma tão própria de viver a cidade. De sentir o clube. De ter orgulho em pertencer. Foi fácil pertencer.

E ontem, num Fontelo praticamente cheio, pensei que todos ali pertencíamos a algo maior que nós. À história de um clube, mas principalmente à história de uma cidade com uma identidade muito própria.

No meu percurso de atleta, tive de explicar inúmeras vezes de onde vinha. No início, era algo que me aborrecia. Mas, com o passar dos anos, entendi que era parte da minha identidade e que a minha missão não era só jogar. Era levar as minhas raízes comigo e fazer delas bandeira.

E talvez seja isso que ontem me tenha emocionado tanto. Ver uma cidade inteira a acreditar no seu clube é também ver uma cidade a acreditar em si própria.

E quando saí do estádio, percebi que a presença do @academicodeviseufc na @ligaportugal será sempre mais do que futebol.

Que seja mais uma razão para Viseu se unir, crescer e mostrar ao país tudo aquilo que tem para oferecer 🖤 taken in Viseu by @bagomes2
8
2 months ago
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I guess I’m a fan girl now, ups taken in Mirador de Montjuïc by @bagomes2
24
2 months ago
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doubles dates de respeito, impostor e monopólio taken in Barcelona, Spain by @bagomes2
12
2 months ago
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“Tens a certeza de que queres deixar de jogar?”

Esta foi a frase que mais ouvi nos últimos meses. Quando, anos antes, a frase que mais ouvia talvez fosse “não é melhor deixares agora e arranjar um emprego normal?”. Nestes 12 anos que joguei na I Divisão, para mim, este foi o maior indicador de que a modalidade cresceu. Que o desporto feminino deixou de ser um hobby para ser uma profissão. 

Comecei a escrever este texto com outro propósito. Para dizer que sim, tenho a certeza. Mas como todas as boas reflexões, elas aparecem do nada, como uma tempestade de verão. Na minha primeira época de sénior, uma mulher jogar com mais de 30 anos era a exceção. Tal como voltar a jogar depois da maternidade. E tal como ser-se profissional. Fiz parte da geração que viu tudo mudar. E isso permitiu-me escolher. Primeiro, aos 25 anos, quando decidi  fazer uma pausa para cuidar da minha saúde mental. E agora, quando decidi despedir-me deste capítulo. 

Muitos perguntam porquê. Dizem-me que ainda havia muito voleibol para dar. Mas eu sempre tive uma regra. No dia em que deixasse de me sentir apaixonada pelo voleibol, me afastaria. Sem medos. De consciência tranquila. Continuo a adorar o desporto. Mas todos sabemos que jogar voleibol não é só isso. Quando se está apaixonado, fecha-se os olhos às coisas menos boas. Mas quando a paixão passa, chega o momento em que se mete tudo na balança e se faz a pergunta que mais custa: vale a pena? 

Valeu a pena. Até ao final desta época, tudo o que eu fiz valeu a pena. O que se vive como atleta dificilmente se encontra noutros sítios. Mas não estou tão certa de que a minha opinião continuaria a mesma se continuasse. 

E por isso decidi. Com receio, sim. Mas decidi. E aos pouquinhos estou a tentar dar espaço às outras partes de mim que não são a Bárbara atleta. E estou a gostar! by @bagomes2
25
2 months ago
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pels carrers de Gràcia taken in Gràcia by @bagomes2
12
3 months ago
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mirtos gonna mirtileite en BCN taken in Barcelona, Spain by @bagomes2
5
3 months ago
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há dias que parecem noite e retas que são curvas taken in Barcelona, Spain by @bagomes2
6
3 months ago
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