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Quais são as possibilidades de remontarmos tragetórias de homens pretos gays?
Quais são as nossas referências?
Por @afronave
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#repost @brunofduarte_  @revistatrip 
“Gênio. Marlon Riggs (1957-1994) é antes de tudo um gênio. Um homem negro, homossexual, que viveu com HIV e foi um exímio narrador. Riggs construiu uma filmografia inconfundível, celebrada por equilibrar-se entre pesquisas rigorosas e ousada experimentação esté-tica. O documentarista nasceu no Texas, e sul dos Estados Unidos, graduou-se em história na Universidade de Harvard e obteve o título de mestre em jornalismo c na Universidade da Califórnia em Berkeley, onde iniciou sua trajetória singular no audiovisual. Entre 1981 e 1994, escreveu, produziu e dirigiu oito filmes de não ficção - quatro deles de longa-metragem- antes de ter sua vida interrompida precocemente, aos 37 anos, em decorrência do da HIV/aids. O diretor obteve reconhecimento de público e crítica, em festivais e mostras de cinema, mas também por exibições em rede de TV aberta. Foi premiado em
ambos os circuitos com honras do Emmy, do Festival de Sundance e do Festival de Berlim.(…)” Duarte, Bruno. Bixaria- O cinema de Marlon Riggs,2022. by @bicha.preta
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2 years ago
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David Kato  nasceu em 13 de fevereiro de 1964 em Mukono, Uganda e faleceu 26 de janeiro de 2011. Ele é considerado o primeiro homem abertamente homossexual da Uganda e pai do movimento LGBTQ no país. Além disso, foi uma figura conhecida no cenário político internacional, mesmo sendo incrivelmente perigoso ter seu nome reconhecido como gay no próprio país, onde relações homoafetivas são proibidas por lei. No caso de David, esse perigo se tornou ainda maior porque os cidadãos ugandenses costumam aplicar essas leis contra homossexualidade de forma cruel e autônoma, o que culminou no seu assassinato brutal em 2011.
 Ao longo de sua vida, Kato foi um ativista feroz pela comunidade LGBTQ. Em novembro de 2009, ele discursou na perante a Comissão de Direitos Humanos da Uganda, formada pela nata da liderança homofóbica, para promover os direitos de sua comunidade.
 Discursos não resumem a extensão do ativismo de Kato para a comunidade LGBTQ. Além de sua posição como fundador da Sexual Minorities Uganda (SMUG) [“Minorias Sexuais da Uganda”, em tradução livre], ele também trabalhava diretamente com o registro e documentação das violações de direitos humanos. De forma mais pessoal, ele ficou conhecido por abrigar em sua casa mulheres lésbicas que foram submetidas ao “estupro corretivo”. 
  Fonte: https://revistahibrida.com.br/historia-queer/david-kato-o-professor-que-liderou-a-luta-por-direitos-lgbtq-em-uganda/?fbclid=IwAR1LRJ1jrGA9U3_DxDog8xbFChiUpPKVFEjSyznsDwG4Zw02GOKICTXf-kE 
  #blackpride #bichapreta by @bicha.preta
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3 years ago
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Eduardo de Oliveira e Oliveira (1924-1980), negro, homoafetivo, militante, sociólogo. Um grande expoente da articulação dos movimentos e circuitos intelectuais negros que surgiram nos anos 70/80 no Brasil, Eduardo Oliveira e Oliveira desenvolveu um significativo diálogo com o cenário internacional, esteve  diferentes vezes nos Estados Unidos. Um dos grandes feitos de Eduardo Oliveira e Oliveira foi a idealização e realização da Quinzena do Negro da USP no período de 22 de maio a 8 de junho de 1977, as vésperas dos 90 anos do final da abolição da escravatura, para  discutir em espaço acadêmico a situação dos negros e negras brasileiros, ele pensava sobre a necessidade “De uma ciência Para e não tanto Sobre o negro”, essa quinzena se caracterizaria nas palavras de Eduardo de Oliveira e Oliveira “por revelar o negro como criatura e criador. Numa palavra: Sujeito”. Eduardo não conseguiu concluir sua tese de doutorado, apesar de toda sua potência e brilhantismo. Ele foi acometido pela doença física e também pelos males psicossociais gerados pelo racismo e a homofobia, este último, questões da identidade gay, está ausente tanto nos discursos do sociólogo como nas narrativas sobra a sua vida e obra, apesar de ser um “elefante na sala”, esses males levaram Eduardo de Oliveira e Oliveira a passagem prematuramente.  Fonte:
1  https://www.geledes.org.br/eduardo-de-oliveira-e-oliveira-sobre-usp-nos-temos-direito-Trappessa-instituicao/ 
2 O Elefante Negro: Eduardo de Oliveira e Oliveira: Raça e Pensamento Social no Brasil/Rafael Petry Trapp by @bicha.preta
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4 years ago
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Justinus Soni “Justin” Fashanu, viveu 37 anos (19/02/1961 a 02/05/1998.) Ele nasceu em Hackney e morreu em Shoreditch, no Reino Unido.

Justin” Fashanu  foi primeiro jogador de futebol a se assumir gay publicamente, “(...) é um personagem que deveria ser mais marcado na história do futebol. Afinal de contas, no esporte mais popular do mundo, ainda é raríssimo ver jogadores que se assumam LGBTs. O inglês se assumiu  enquanto ainda jogava nos anos 90. “Com apenas 17 anos de idade, Fashanu já figurava no time principal do Norwich. (...)Na temporada 1979/80, já consolidado na equipe profissional, Fashanu conseguiu ser coroado como o autor do melhor gol da temporada na primeira divisão inglesa.”
“Como a promessa que era, Fashanu foi vendido por um milhão de libras, valor considerado bastante elevado para a época. O atacante foi o primeiro jogador negro a ser envolvido em uma transação por essas cifras.”
Sua carreira começou a se desfazer depois dos boatos sobre sua homoafetividade e posterior declaração. 
Se suicida em 1998, após ser acusado de estupro nos EUA. Em sua carta negou enfaticamente que teria abusado sexualmente de alguém. E que cometeu suicídio pois por ser gay e negro não teria um julgamento justo.
Fonte: primeirosnegros.com/justin-fashanu 
tntsports.com.br/melhorfuteboldomundo/QuemfoiJustin-Fashanu-o-primeiro-jogador-de futebol-a-se-assumir-gay-publicamente-2020062-0017.html by @bicha.preta
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4 years ago
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Edson Santos Tosta, conhecido como Tosta Passarinho (1953 - 2015) foi  fundador do MNU Bahia e do primeiro grupo de negros homossexuias,  o ADÉ DUDU.

"No ano de 1978, uma fala chamou a atenção de mais de  duzentos homens e mulheres negras presentes em uma atividade no MNU coordenada pela antropóloga e militante Lélia Gonzalez em Salvador.
(...) Tosta Passarinho, apontou para existência  de formas particulares de discriminação contra o negro homossexual: enquanto a expressão de seus corpos era constantemente repreendidas por brancos e negros , as relações dentro da comunidade homossexual eram frequentemente reguladas pelo racismo. Lélia Gonzalez e as outras mulheres do MNU acolheram duas reivindicações, conforme relembra Ana Célia da Silva para o Rádio Babado."

Texto extraído da exposição virtual: https://artsandculture.google.com/story/0AXxedunbpfeIA by @bicha.preta
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4 years ago
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Fotos colecionadas por Trent Kelley. Elas foram recolhidas no ebay, mercados de pulgas e em vendas de imóveis. As fotos retratam desde de trabalhadores urbanos até atletas e soldados.

Essa coleção foi adicionada no Flick intitulado "Hidden in the Open: Photographic Essay of Afro American in Male Affections.

"Historicamente, o homem e o casal gay afro-americanos foram amplamente definidos por todos, menos por eles mesmos", escreveu Kelley, dramaturgo do Texas.

"Homens gays afro-americanos são ignorados até a inexistência em partes da cultura negra e são basicamente cidadãos de segunda classe na cultura gay" Kelley T.

"Nem todo gesto articulado entre homens era uma indicação de intimidades de homens para homens. Certamente, o que todas as fotografias neste ensaio têm em comum são os sinais de amizade, afeição e amor masculinos afro-americanos que foram registrados para a posteridade sem medo e vergonha."

Fonte: https://lens.blogs.nytimes.com/2014/01/10/pictures-of-men-friends-or-lovers/ by @bicha.preta
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4 years ago
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 by @bicha.preta
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6 years ago
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6 years ago
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Joseph Beam nasceu em 30 de dezembro de 1954 (a 27 de dezembro de 1988). 

Ele era um escritor e pensador importante e visionário, e um ativista dos direitos dos gays que trabalhou para promover uma maior aceitação de homens e mulheres gays na comunidade negra, correlacionando a experiência gay com o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Sua antologia inovadora, "In The Life", forneceu aos negros e homossexuais afirmações cruciais de suas identidades, aspirações e desejos.

Fonte: http://ubuntubiographyproject.com/2017/12/30/joseph-beam/ by @bicha.preta
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6 years ago
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Bayard Rustin (West Chester, 17 de Março de 1912 – Manhattan, 24 de Agosto de 1987) 

Atuou como ativista pelos direitos civis dos Afro-Americanos, sobretudo pelo seu papel de organizador da Marcha sobre Washington pelo Trabalho e pela Liberdade, em 1963. 

Foi conselheiro de Martin Luther King sobre resistência civil não-violenta. Rustin era abertamente gaye, na parte final da sua carreira, defendeu causas gay e lésbicas.

Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Bayard_Rustin by @bicha.preta
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6 years ago
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Rotini Fani-kayode(1955-1989) "É intencionalmente que eu faço fotos homossexuais. Homens negros do Terceiro Mundo ainda não revelaram, nem para seu próprio povo, nem para o Ocidente um fato chocante: eles podem desejar um ao outro." Rotimi Fani-Kayodé no seu manisfesto Traços de Ectasy

Artista Fani-Kayodé "nasceu em 1955, em Lagos, de uma família bastante poderosa. Basta lembrar que seu pai, o advogadoVictor Fani-Kayode "Fany Power", uma importante liderança Yorubá,  foi quem apresentou à Inglaterra a emenda sugerindo a independência de seu país. Cedo partiu para a Grã-Bretanha com a família, onde se refugiaram dos perigos da Guerra da Biafra (1967-1970). Rotimi começou a fotografar ainda na universidade, realizando um trabalho experimental de bastante impacto. Seus modelos prediletos eram homens, negros e a maior parte de suas fotos tematizavam a questão gay, o racismo, a religiosidade Yorubá e a colonialidade. (...) Ele foi polêmico também ao relacionar a religiosidade com a sexualidade gay em suas fotos, o que despertou a ira de sua comunidade. Além disso, o fato de ser gay o tornava um pária entre os Yorubá. Rotimi morreu em 1989, de ataque cardíaco e complicações do SIDA." (Texto de Janaína Damaceno)

Fonte: http://ficine.org/nada-a-perder-ou-a-fotografia-de-rotimi-fany-kayode-parte-1/
 Nesta página se encontra a primeira metade do manifesto Traces of Ecstasy, escrito em 1987 cujo tradução livre é feita pela Drª Janaína Damaceno 
Fotos:http://internationalphotomag.com/rotimi-fani-kayode-1955-1989/ by @bicha.preta
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6 years ago
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"Essex Hemphill (16 de abril de 1957 - 4 de novembro de 1995) foi um poeta e ativista americano abertamente gay . Ele é conhecido por suas contribuições à cena artística de Washington, DC, nos anos 80, e por discutir abertamente os tópicos pertinentes à comunidade gay afro-americana." "O que está mais claro para homens negros gays é isto: precisamos fazer por nós mesmos agora, e uns pelos outros agora, o que ninguém nunca fez por nós. Precisamos estar disponíveis uns para os outros e confiar menos na aderência de beijos e esperma como forma de união." (Hemphill, 1992; traduzição livre por Lucas Linhares)

Recomendo fortemente a leitura do texto de Essex Hemphill "Sua mãe sabe sobre mim?" traduzido por @lucaslinnhares 
https://medium.com/@lucaslinharesig/sua-m%C3%A3e-sabe-sobre-mim-2f55712e2baa

https://en.m.wikipedia.org/wiki/Essex_Hemphill by @bicha.preta
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6 years ago
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