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Na mesma pegada de celebrar as grandes-pequenas vitórias, nesse mês de junho passado esta doutoranda que vos fala apresentou pela primeira vez a sua pesquisa tão desejada, cuidada e regada para o corpo social do @hcte.ppg. "Grávitas: a poética trágica da revolução newtoniana" pode estar sendo gestada agora, mas é o motivo pelo qual a minha caminhada deixou o caminho da astrofísica há 10 anos. Foi para que essa pesquisa nascesse que eu tracei toda a minha trajetória acadêmica até aqui. E eu estou assim: insone, cansada, descabelada de sobrecarga, por vezes,  desmantelada de tudo -- menos de vontade. Eu batalhei muito por essa pesquisa, porque ela tem o potencial de mudar o (meu) mundo inteiro para um lugar melhor. E vê-la ser plantada no meu útero-cabeça me dá a sensação de que estou travando a batalha em favor da parte final de um longo caminho de retorno para casa. E não posso deixar de agradecer publicamente minha querida orientadora, @maria.mmalta, por tornar possível esse retorno. 
No mito de origem da minha dissertação, ela já estava lá -- escondida. O momento da minha epifania gravado até terminar com a confissão: "O Mito foi o motivo pelo qual eu me tornei uma cientista.  Depois, o mito foi o motivo pelo qual eu traí a  Ciência. Por fim, para me salvar, o mito se tornou meu real enigma."

E eu, finalmente, começo a desvendar o mito Ciência para todos nós.

Laroyê, Exú! Obrigada pelo caminho. Estamos voltando pra casa. by @bideassis_02
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3 months ago
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Com algum atraso, compartilho aqui a lindeza de ter sido convidada pela @esprooficial para partilhar minha trajetória de vida com seus alunos em seu "De olho no futuro 2026". Eu fiquei muito feliz porque o pessoal da espro só me conhece através da minha atuação @cineclube.cecierj! Hahaha Eles nada sabiam da minha skin cientista ou divulgadora ou mitologista antes disso. E considero isso uma honra, porque é sinal de que não apenas meu trabalho, mas do Cineclube Cecierj como equipe, está chegando em lugares e vidas para além das 4 paredes do auditório do Museu.  É sintoma do potencial que nós temos de inspirar, transformar, fazer mexer no tempo: e dar a esses jovens um olho no futuro, no vir a ser, nas possibilidades de existir.

É tão legal isso, né? 

Obrigada, pessoal! by @bideassis_02
6
3 months ago
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Passando para divulgar minha terceira cria: https://www.researchgate.net/publication/406444751_Pela_Paz_uma_Mitopoese_da_Razao. by @bideassis_02
6
4 months ago
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Os melhores dates da vida sempre serão com @cassis_astro02 .

Te amo, irmã!

Ps: os numeros circulados nos Papéis são as prováveis datas de nascimento do meu futuro marido, segundo o quiromancista japonês  supervelhinho da Liberdade. 🤷🏽‍♀️ by @bideassis_02
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4 months ago
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Mestra🐝. by @bideassis_02
18
9 months ago
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Voltando a mergulhar nesse trilho e na relação que.essas duas construíram a partir dele...

Desenho "Até - A Cegueira da Razão", publicado em Dossiê Temático da sobre as relações entre Ciencia(s) e Arte(s) da Revista Educação Pública. Organização da maravilhosa Thelma Gardair. 
Link:
https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&opi=89978449&url=https://educacaopublica.cecierj.edu.br/divulgacao-cientifica/index.php/educacaopublica/article/download/77/23/523&ved=2ahUKEwjy6aX_mcqQAxUnqpUCHdycDLQQFnoECBYQAQ&sqi=2&usg=AOvVaw0Eb486Ssa0Xig-AjtFmBO1 by @bideassis_02
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a year ago
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E quem diria que eu iria terminar aos pés de Atena?  Rs

Eu finalmente defendi a minha dissertação-tese neste último dia 12. Cheia de lágrimas de alegria, exaustão, (des)esperança, luto e anseios, aliás. Foram anos nessa montanha russa; encerrada sob uma lua cheia em escorpião: literalmente, signo da terceira face da Deusa Tríplice em sua movimentação fecunda; de produzir os fechos. Nesse trabalho, que foi literalmente construído nas madrugadas dos últimos 5 anos, eu me dediquei a tentar contar uma narrativa para o nascimento da Razão (grega) por meio da boca da ancestralidade daquele território, isto é, pela Mitopoética. Não foi uma tarefa fácil, tampouco extremamente eficaz, mas muito necessária. Aqui me interessa derrubar a falácia da dessacralizacao da Razão: só assim as epistemologias forasteiras à produção de conhecimento hegemônica podem, de fato, disputar a narrativa humana do mundo. Afinal, a insensibilidade da Lógica diante do Nume é uma impossibilidade! Entender o influxo fêmeo da Deusa na formação da Palavra (racionalizada) é o mesmo que entender que a luminosidade performática de Apolo está por trás do rompimento dos milésios nas narrativas dessacralizadas da physis -- meu lugar de origem acadêmica, a física, se desvela para mim de formas completamente novas agora (o que, talvez, pretendo abordar na próxima etapa).

 Lembro que meu orientador, Ricardo Kubrusky, me disse que eu seria sua última aluna e fui. Que eu era chata, prolixa, voraz e brilhante. E imparável. Que era pra eu me lembrar da minha arrogância, para usá-la como arma e como meta; para não me apequenar diante da Academia. Que eu não me esquecesse de me manter atrevida. Que meu trabalho ultrapassa as políticas de ppgs; que tem o DNA das paixões humanas. Que minhas crianças me fizeram maior, inclusive na pesquisa  E que este texto era pra mim. Que ele me ajudaria no meu processo de voltar a mim mesma: movimento impresso em cada parágrafo dessa empreitada. Diante de tudo que aconteceu para concluir esta etapa, quero agradecer aqui aos meus ancestrais pela Cabeça curva; ao 'fessor, por não me deixar trair a mim mesma e à minha incivilidade.

Acabei, pessoal. Até a próxima. by @bideassis_02
10
a year ago
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O @cineclube.cecierj opera em 3 linhas: Cineclube Essencial, Cineclube Romântico e o Cineclubinho que, em termos de números, tem sido nosso maior sucesso neste último semestre. E, para entrar no espírito natalino (e comemorar o recomeço do programa, que se exalta nesse fim de ano), resolvi fazer uma oficina com o público neste último cineclubinho do ano . No contexto do filme "O Expresso Polar", veio o "Expresso Cineclube"!

Neste bilhete, guardei tanta coisa desse último semestre! Minha volta ao trabalho, agora na identidade cineclubista; minha saída da crosta dura da maternidade laboral 24/7... A volta à convivência com gente talentosa, bonita de corpo e alma, cheia de bom fazer. No meu bilhete do Expresso Cineclube, na volta dessa viagem, estava escrito "sonhar". Porque é o sonho que me mantém viva por tempos de escuro total e é ajudar a sonhar que entendo ser minha tarefa no cineclube hoje: não apenas a sonhar com beleza, amor e grandeza; mas, também, com um futuro melhor, mais justo, mais inclusivo e brilhante para todo mundo. Principalmente, para o povo da Baixada, do entorno do Museu.

A gente que vem da periferia sabe o tanto de poder que existe no sonho.  Sonhar liberdade, não apenas sobrevivência, é a coisa mais grandona que eu já fiz. O cineclube, pelo menos o meu estar ali, pra mim é isso também : deixar o público sonhar liberdades ao fazê-lo se emocionar, refletir, olhar pra si e pro mundo com olhos amorosos, portanto, revolucionários.

E eu não sonho sozinha, não, hein! Eu tenho @nathalia_jf sempre comigo, tornando os sonhos possíveis. Tenho a chefa, Caroline Alciones, sonhando antes de todo mundo e aplaudindo os sonhos miúdos que realizamos no trabalho e nos dias. Tenho meus colegas de trabalho, os incríveis mediadores e funcionários do @museucienciaevida, que vibram mesmo com a chegada do meu público, que se emocionaram comigo nos abraços sinceros que recebi, que me ajudam da forma que podem até nos mais blé dos favores. Essa gente toda, pessoal, trabalha duro pra aumentar os sonhos de futuro de Duque de Caxias.

Tem o público que sonha comigo a cada sessão, a cada aplauso, a cada debate.  Obrigada, @cineclube.cecierj, pelo recomeço! by @bideassis_02
5
2 years ago
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Tem gente que na vida faz revolução a cada escolha: cujos ebós de conduta são cotidianos, dos pequenos aos grandes atos. Dessa gente, que brilha em honestidade acadêmica, em humildade e em grandeza, eu só consigo admirar e crescer as Palmas, em êxtase, para vê-los rodar nesse mundo como revolução e amor. Vcs sabiam que as verdadeiras revoluções transformam espaço em território? O que antes era só ocupado, passa a ser habitado, sentido, vivido. É tem um tipo específico, muito lindo, de gente que tem o poder de dar sentido aos espaços. De não deixar ninguém de fora, de transformar o pertencimento. De fazer revolução! 

Flavinha (@flaviapedrozalima) e Alan (@alvesbritoalan) são exatamente assim, esse tipo de gente movido a ifé. Eles, em tantas oportunidades que aqui não cabem a conta, fazem revolução grande e miúda, em honestidade acadêmica e comunitária, sempre e sempre. Com a exposição @afropindoramicas, mais uma vez e mais explicitamente, esse movimento de territorializar o Museu, dar sentido e pertencimento a corpos e mentes como os meus, é ainda mais evidente. Me emocionei, fundo e verdadeiramente, porque eles fizeram o que achei ser impossível : sentir que o lugar que foi meu sonho de vida duram te toda a infância, fosse também pra mim. Meu, das minhas gentes, com seus corpos e epistemologia. Vivi mamãe Osún, os corpos-mentes curumim, o céu afropindorâmico, a nossa roda começando e recomeçando a contar nossas epistemologia afroameríndias,  a expografia dos Odús e pensei... Pelos Deuses, chegamos aqui! Bem no @planetariodorio!!! Estamos aqui!

Chorei de amor e de alívio. A pequena Bi encontrou um lugar que nunca achou possível ter para dançar sob as estrelas. 
E  tudo graças a esses dois revolucionários aqui.

Amo e admiro Vcs. Obrigada por tanto!

Vão conferir a exposição, gente! Tá linda demais, demais!

(fotinhas da inauguração linda dessa exposição 💛) taken in Planetário do Rio by @bideassis_02
4
2 years ago
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Ontem, rolou minha primeira oficina para o @cineclube.cecierj: "Os (quase) sem floresta" nasceu como uma atividade que complementasse o filme em exibição, "Os Sem Floresta", com o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia desse ano --, "Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais". Não querendo trazer apenas o cenário trágico da questão ambiental brasileira, mas mostrar que um outro futuro é possível ao voltarmos para o passado (afinal, para nós, corpos racializados, o futuro é sempre ancestral!), eu propus uma oficina que falasse de animais em risco de extinção do bioma local (a Mata Atlântica); mas que, também, fizesse o público pensar em maneiras efetivas de parar a destruição.
 Como? Ora, com as tecnologias ancestrais indígenas, claro. 

E, como ancestralidade é coisa séria pra mim, trouxe tecnologias sócias dos grupos Guarani (M'byá, Nhandeva e Kaiwoá). Até os nomes dos animais foram apresentados em seus correspondentes em guarani e/ou tupi-guarani guarani. Porque nome também é coisa séria! E uma boa história sempre começa com o nome!

Falando em história, é isso mesmo que o público tinha que criar: uma história, de algum gênero cinematográfico, cuja narrativa deveria contar a história de  animal da mata atlântica, envolvendo peo menos uma das tecnologias apresentadas!

E eu, emocionada, os vi envolvidos nesse propósito. E não posso deixar de agradecer a @nathalia_jf, maravilhosa subchefa, por estar ali comigo e fazer acontecer!

A educação é essa coisa toda mesmo, né? É, sim!

Lembrando que o Cineclube cecierj, em Duque de Caxias, funciona no @museucienciaevida ; instituição da @cecierj.

É público, é gratuito, é procês! Espero vocês lá, toda terça e quinta, às 9h30 e às 14h. by @bideassis_02
6
2 years ago
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Nós vivemos muitas vidas em uma, é fato. Me impressiona ter vivido tantas vidas diferentes com essas mulheres que me curam, me encantam, me fortalecem e me emocionam sempre. As Racializadas surgiu como um grupo de ifé, esse amor-ação, e segue fluindo em amor em todos os momentos da minha vida: na vida acadêmica, no cotidiano miúdo, na exaltação das vitórias que , por vezes, nem não são minhas mas, por serem de vcs, também o São. Afinal, as cantigas ancestrais nos mostram que o Sagrado só vem e enche a comunidade de abundância vital quando lembramos de bater palma para a outra. Vê-las rodar e rodar no barracão da vida me enche de amor, de orgulho, de admiração e completude.  Olha só esse brilho no olho, na pele, nas veias de cada uma de nós: felicidade purinha ao ver nossa Urânia celebrando seu amor! Olha o tanto de beleza que a gente carrega depois de parir um trabalho lindo, potente, original sobre os processos de emancipação psíquica de mulheres como nós mesmas! Porque viver assim, engordando os meus sentidos e minha grandeza por enaltecer a de vcs, é tecnologia ancestral que vcs, meus amores, me ensinaram.

Agradeço sempre, sempre e sempre que vcs existem comigo nesse mundo e para o mundo. Viver ao lado docês é um presente; sonho de liberdade herdado e nutrido pelas que vieram antes.
E que agora, sem dúvida, sorriem por sermos nós.

Viva as Racializadas! Amo vcs, pretinhas💛 by @bideassis_02
2
2 years ago
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Para completar a presença no Festival das Estrelas de Santa Maria Madalena neste 2024 de aventuras, tá aí uma atividade criada para evocar todos os aspectos materiais, transcendentes e imanentes do Mito: "A grande enciclopédia estelar: o céu como memória". Surgiu como uma oficina para falar sobre como o céu noturno pode ser interpretado como guardião da memória de povos tão antigos quanto o tempo, perpetuando sua versão da história e de sua resistência! 

Um retalho do céu, umas pistas monumentais e um punhado de etimologia... E o público é convidado a reconstituir a narrativa histórica da invasão helênica na Etólia e a consequente instauração das religiões patriarcais que conhecemos hoje como os Olimpianos. Tudo ali, num pedacinho do céu! Uma mensagem perpetuada pelo tempo, pelo espaço e pelas culturas para quem tem as peças para decifrá-la. Ao final, fica a pergunta: qual auto histórico, qual narrativa vc perpetuaria pelos milênios, ainda que sua gente não mais existisse ou lembrasse desse passado? E o público fez pra mim: as respostas são reveladoras!

A Deusa tem muitas faces, afinal! E o céu é só mais uma delas!

 Que sorte a minha, ser das encantarias! E ajudar a encantar mais gente é missão que eu não abro mão!

Salve a Deusa de Três Faces. Salve Medusas além do Tempo!

Salve a divulgação científica comprometida com outras narrativas de ser-viver nesse mundo. Salve noix! by @bideassis_02
0
2 years ago
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