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BIOSS
—— Laboratório de Biomedicina, Saúde e Sociedade.
Faculdade de Medicina da USP.
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Professor Doutor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Doutor em sociologia (UFSCar/Harvard — visiting fellowship). Visiting Scholar do Departamento de Saúde Global e Medicina Social do King’s College London. Lesley Kirkley Fellow do Instituto de Envelhecimento Populacional da Universidade de Oxford. Assessor ad-hoc da FAPESP e de revistas nacionais e internacionais. Foi laureado com menção honrosa na categoria Ensaio Fotográfico com “Pandemic Cities”, do Prêmio Ana Maria Galano para mostras de filmes, ensaios fotográficos e curadorias, do 47 Encontro Anual da ANPOCS. Seu trabalho articula quatro eixos investigativos: (i) a história da epidemia de HIV-AIDS e os movimentos transnacionais do care; (ii) as representações midiáticas do corpo e do processo de saúde-doença em campanhas preventivas; (iii) classificações post-mortem, desinformação em saúde, doenças com causas estigmatizadas e a autoridade médica; (iv) DOHaD, epigenética e discursos maternalistas em estudos de coorte brasileiros e na imprensa hegemônica. Publicou sua tese doutoral como “AIDS e Envelhecimento Homossexual” (EdUFSCar/FAPESP), obra laureada pelo Prêmio ABEU/2025.

João coordena o BIOSS. by @biosslab_
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3 months ago
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Lilia Blima Schraiber possui graduação em Medicina (1972) pela Universidade de Sao Paulo (USP), Mestrado (1981), Doutorado (1989) e Livre-docência (1997), em Medicina Preventiva pela USP e especializações em Saúde Pública (1977) e Planejamento para o setor saúde (1982) pela USP. Participou da criação do Centro de Saúde Escola Samuel B. Pessoa (1976-77), e foi Coordenadora Geral do serviço de 1987 a 1999. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Medicina Preventiva, USP, de 1999-2007. Membro da Cátedra UNESCO de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância (Instituto de Estudos Avançados - USP), de 2007 a 2013. Membro do Conselho Deliberativo da ABRASCO de 2021 a 2024. Editora Associada (1997-2008) e desde 2008 Editora Científica do periódico “Interface - Comunicação, Saúde, Educação”.

Desenvolve pesquisas interdisciplinares em Violência, Gênero e Saúde; e História das práticas de saúde, Medicina e Saúde Pública, entre outras. Orientadora de mestrados e doutorados desde 1992, e supervisora em pós-doutoramentos desde 2002. Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) desde 1992 e nível 1A de 2014 a 2022, membro do Comitê Assessor de Saúde Coletiva e Nutrição (CA-SN) de mar/2018 a out/2020.

Lilia é pesquisadora-colaboradora do BIOSS e coordena o archivo AlDS, projeto audiovisual e documental apoiado pela FAPESP; além de integrar o projeto “O mais profundo é o útero: DOHaD, epigenética e o gênero da saúde pública no Brasil”. by @biosslab_
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a year ago
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Graduada em Medicina pela Universidade de la República, Uruguai, em 1992, com especialização em Pediatria e Neonatologia. Tem mestrado (2000) e doutorado em Epidemiologia (2005) pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). No ano 2007 realizou estágio pós-doutoral no Departamento de Medicina Social da Universidade de Bristol, Inglaterra. Professora Associada do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e Professora
Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Epidemologia da UFPel. Membro do Comitê Científico do Núcleo de Ciência pela infância (NCPI). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde materna e da criança, desigualdades em saúde e estudos do ciclo vital. Líder do Grupo de Pesquisa do CNPq intitulado Investigações em Saúde Coletiva: Abordagens Epidemiológicas e Genéticas ao Longo do Ciclo Vital (EpiGen Vital). Pesquisadora Bolsista do CNPq PQ 1B.

Alicia é pesquisadora-colaboradora do BIOSS e integra o projeto “O mais profundo é o útero: DOHaD, epigenética e o gênero da saúde pública no Brasil”. by @biosslab_
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a year ago
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Com a transição do BIOSS-Lab para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 2026, o laboratório passou a se constituir como uma plataforma de inovação, colaboração e valorização de vozes e metodologias diversas no estudo das relações entre biologia, gênero, saúde e sociedade. Inspirado por perspectivas feministas interseccionais, o BIOSS reúne pesquisadoras/es de distintas áreas para desenvolver e validar teorias e métodos capazes de problematizar as formas como o gênero e o sexo são operacionalizados em pesquisas biomédicas. Entre seus principais objetivos estão: construir abordagens que enfrentem os vieses presentes nos estudos de diferenças sexuais; ressaltar o papel do contexto, da contingência e da variação na produção de conhecimento científico; propor formas inovadoras de integrar o gênero como categoria analítica em pesquisas interseccionais em saúde; e analisar as implicações sociais e políticas de discursos biológicos sobre gênero e diversidade sexual.

Atualmente, o BIOSS é coordenado por João Paulo Gugliotti. by @biosslab_
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a month ago
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BIOSS-Lab – Laboratório de Biomedicina, Saúde e Sociedade – ou apenas BIOSS –, é um espaço colaborativo e interdisciplinar dedicado à produção de conceitos, métodos e teorias das ciências humanas e sociais aplicadas à pesquisa científica em saúde sobre sexo e gênero. Atuando por meio de investigação, ensino e extensão, o laboratório busca fomentar o estudo interseccional de gênero nas ciências biomédicas e áreas afins, combater vieses e exageros na pesquisa sobre diferenças sexuais e enriquecer o debate público sobre as ciências do sexo e do gênero.

Inspirado por perspectivas feministas, o BIOSS reúne pesquisadoras/es de distintas áreas para desenvolver e validar teorias e métodos capazes de problematizar as formas como o gênero e o sexo são operacionalizados em pesquisas biomédicas. Entre seus principais objetivos estão: construir abordagens que enfrentem os vieses presentes nos estudos de diferenças sexuais; ressaltar o papel do contexto, da contingência e da variação na produção de conhecimento científico; propor formas inovadoras de integrar o gênero como categoria analítica em pesquisas interseccionais em saúde; e analisar as implicações sociais e políticas de discursos biológicos sobre gênero e diversidade sexual.

Somos mais uma voz na ciência, entre tantas e múltiplas. by @biosslab_
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Nos anos 1980, em plena emergência da epidemia de HIV/AIDS no Brasil, não era incomum que jornais classificassem óbitos de pessoas com AIDS como “morte suspeita”. Mas… suspeita de quê?

A pesquisa de João Paulo Gugliotti e Lilia Blima Schraiber investiga como a imprensa de grande circulação — especialmente o jornal O Estado de S. Paulo — lidava com a causa-mortis de pessoas com AIDS entre 1986 e 1989. A análise demonstra que o estigma, a moral sexual e o racismo estrutural foram decisivos para a forma como essas mortes eram narradas.

Usando uma abordagem sociomédica, Gugliotti e Schraiber cruzaram os termos usados na imprensa com categorias como raça/etnia, sexualidade, idade e gênero. Os achados atestam que a noção de “morte suspeita” funcionava como um eufemismo moral, especialmente quando o/a falecido/a era bissexual, homossexual ou muito jovem. Médicos e profissionais de saúde eram frequentemente fontes das matérias, associando o óbito a “comportamentos inadequados”, mesmo sem confirmação clínica. O saber médico, nesse contexto, deslizava entre ciência e julgamento moral. A bissexualidade aparecia como “ponte de contaminação”, reforçando pânicos morais sobre a “mistura” entre homossexuais e heterossexuais. Raça importava: homens negros eram mais jovens nas menções à AIDS, e, diferentemente de homens brancos, suas mortes vinham acompanhadas de suspeição — um dado que escancara a racialização do risco.

Ao analisar esses dados, os/as autores/as propõem que a “morte suspeita” não é uma categoria técnica neutra, mas sim um dispositivo discursivo de estigmatização, em que o medo coletivo e os julgamentos sociais moldaram a própria ideia de morte por AIDS.

O paper vindouro estará no fascículo 31, de novembro de 2026, da Ciência & Saúde Coletiva, no portal da SciELO.

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O BIOSSLab aglutina estudos relacionados à história da epidemia de HIV-AIDS e a diferenças de gênero, sexualidade, geração e raça/etnia, tendo suas produções mais recentes alinhadas com os campos da história da ciência, sociologia, antropologia e saúde coletiva. by @biosslab_
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INSCRIÇÕES ABERTAS.

Em 16 de novembro, o BIOSS-Lab recebe Sarah Blaffer Hrdy na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) para sua Aula Magna de 2026 do Seminário Corpo, Cuidado e Representação. Antropóloga evolucionista e uma das principais referências internacionais nos estudos sobre maternidade, cuidado cooperativo, desenvolvimento infantil e evolução humana, Hrdy apresentará a conferência “Why Nurturing Comes Naturally to Men?”, baseada em seu livro mais recente, Father Time: A Natural History of Men and Babies (Princeton University Press, 2024).

Ao longo de mais de cinco décadas de pesquisa, Sarah Blaffer Hrdy transformou a maneira como as ciências humanas e biológicas pensam maternidade, comportamento reprodutivo e cuidado. Seus trabalhos questionaram concepções naturalizadas de um “instinto materno” fixo e universal e mostraram que as relações entre mães, bebês e outros cuidadores são marcadas por plasticidade, conflito, cooperação e pelas condições sociais e ecológicas nas quais o cuidado acontece.

Em livros que se tornaram referências, como The Woman That Never Evolved (1981), Mother Nature: A History of Mothers, Infants, and Natural Selection (1999) e Mothers and Others: The Evolutionary Origins of Mutual Understanding (2009), Hrdy examinou o comportamento feminino, a maternidade e a importância do cuidado compartilhado para a história evolutiva humana. Seu trabalho sobre cooperative breeding chamou atenção para um aspecto fundamental da evolução de nossa espécie: bebês humanos nunca dependeram exclusivamente de suas mães. Pais, avós, parentes e outros integrantes dos grupos sociais desempenharam papel decisivo na sobrevivência infantil e, segundo sua hipótese, na própria evolução das capacidades sociais humanas.

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Inscrições abertas, gratuitas e limitadas em nosso site — www.biosslab.com by @biosslab_
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Em novembro, o BIOSS-Lab recebe Sarah Blaffer Hrdy na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) para sua Aula Magna de 2026. Antropóloga evolucionista e uma das principais referências internacionais nos estudos sobre maternidade, cuidado cooperativo, desenvolvimento infantil e evolução humana, Hrdy apresentará a conferência “Why Nurturing Comes Naturally to Men?”, baseada em seu livro mais recente, Father Time: A Natural History of Men and Babies (Princeton University Press, 2024).

Ao longo de mais de cinco décadas de pesquisa, Sarah Blaffer Hrdy transformou a maneira como as ciências humanas e biológicas pensam maternidade, comportamento reprodutivo e cuidado. Seus trabalhos questionaram concepções naturalizadas de um “instinto materno” fixo e universal e mostraram que as relações entre mães, bebês e outros cuidadores são marcadas por plasticidade, conflito, cooperação e pelas condições sociais e ecológicas nas quais o cuidado acontece.

Em livros que se tornaram referências, como The Woman That Never Evolved (1981), Mother Nature: A History of Mothers, Infants, and Natural Selection (1999) e Mothers and Others: The Evolutionary Origins of Mutual Understanding (2009), Hrdy examinou o comportamento feminino, a maternidade e a importância do cuidado compartilhado para a história evolutiva humana. Seu trabalho sobre cooperative breeding chamou atenção para um aspecto fundamental da evolução de nossa espécie: bebês humanos nunca dependeram exclusivamente de suas mães. Pais, avós, parentes e outros integrantes dos grupos sociais desempenharam papel decisivo na sobrevivência infantil e, segundo sua hipótese, na própria evolução das capacidades sociais humanas. by @biosslab_
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Em novembro, o BIOSS-Lab recebe Sarah Blaffer Hrdy na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) para sua Aula Magna de 2026. Antropóloga evolucionista e uma das principais referências internacionais nos estudos sobre maternidade, cuidado cooperativo, desenvolvimento infantil e evolução humana, Hrdy apresentará a conferência “Why Nurturing Comes Naturally to Men?”, baseada em seu livro mais recente, Father Time: A Natural History of Men and Babies (Princeton University Press, 2024).

Ao longo de mais de cinco décadas de pesquisa, Sarah Blaffer Hrdy transformou a maneira como as ciências humanas e biológicas pensam maternidade, comportamento reprodutivo e cuidado. Seus trabalhos questionaram concepções naturalizadas de um “instinto materno” fixo e universal e mostraram que as relações entre mães, bebês e outros cuidadores são marcadas por plasticidade, conflito, cooperação e pelas condições sociais e ecológicas nas quais o cuidado acontece.

Em livros que se tornaram referências, como The Woman That Never Evolved (1981), Mother Nature: A History of Mothers, Infants, and Natural Selection (1999) e Mothers and Others: The Evolutionary Origins of Mutual Understanding (2009), Hrdy examinou o comportamento feminino, a maternidade e a importância do cuidado compartilhado para a história evolutiva humana. Seu trabalho sobre cooperative breeding chamou atenção para um aspecto fundamental da evolução de nossa espécie: bebês humanos nunca dependeram exclusivamente de suas mães. Pais, avós, parentes e outros integrantes dos grupos sociais desempenharam papel decisivo na sobrevivência infantil e, segundo sua hipótese, na própria evolução das capacidades sociais humanas. by @biosslab_
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O que a doença faz ver?

Uma gravura clínica, uma fotografia de imprensa, um cartaz de prevenção: cada imagem oferece uma maneira de reconhecer a doença. Ao mesmo tempo, revela algo sobre a época em que foi produzida — seus conhecimentos médicos, seus ideais de corpo e as pessoas a quem se atribuíam cuidado, risco ou culpa.

No dia 17 de novembro, o BIOSS-Lab realiza na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) o curso de difusão “O que a doença faz ver: fotografia, arte e representações do corpo na história social da saúde”, ministrado pelo Prof. Dr. João Paulo Gugliotti.

Partindo de imagens da tuberculose, da sífilis, do câncer, do HIV/AIDS e da COVID-19, o encontro percorrerá as relações entre observação clínica, arte, fotografia e comunicação em saúde. Ao final, uma oficina de desenho em caderno de campo convidará os participantes a experimentar outra forma de observar: escolher o que registrar, pensar no que ficou fora da imagem e escrever uma legenda analítica capaz de situar esse olhar.

17 de novembro de 2026 · das 14h às 17h
FMUSP · Av. Dr. Arnaldo, 455, São Paulo
20 vagas · certificado pela USP

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As inscrições são feitas pelo site biosslab.com, mediante envio de justificação de intenção. Não é necessária experiência prévia em desenho. by @biosslab_
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INSCRIÇÕES ABERTAS.

Em 16 de novembro, o BIOSS-Lab recebe Sarah Blaffer Hrdy na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) para sua Aula Magna de 2026 do Seminário Corpo, Cuidado e Representação. Antropóloga evolucionista e uma das principais referências internacionais nos estudos sobre maternidade, cuidado cooperativo, desenvolvimento infantil e evolução humana, Hrdy apresentará a conferência “Why Nurturing Comes Naturally to Men?”, baseada em seu livro mais recente, Father Time: A Natural History of Men and Babies (Princeton University Press, 2024).

Ao longo de mais de cinco décadas de pesquisa, Sarah Blaffer Hrdy transformou a maneira como as ciências humanas e biológicas pensam maternidade, comportamento reprodutivo e cuidado. Seus trabalhos questionaram concepções naturalizadas de um “instinto materno” fixo e universal e mostraram que as relações entre mães, bebês e outros cuidadores são marcadas por plasticidade, conflito, cooperação e pelas condições sociais e ecológicas nas quais o cuidado acontece.

Em livros que se tornaram referências, como The Woman That Never Evolved (1981), Mother Nature: A History of Mothers, Infants, and Natural Selection (1999) e Mothers and Others: The Evolutionary Origins of Mutual Understanding (2009), Hrdy examinou o comportamento feminino, a maternidade e a importância do cuidado compartilhado para a história evolutiva humana. Seu trabalho sobre cooperative breeding chamou atenção para um aspecto fundamental da evolução de nossa espécie: bebês humanos nunca dependeram exclusivamente de suas mães. Pais, avós, parentes e outros integrantes dos grupos sociais desempenharam papel decisivo na sobrevivência infantil e, segundo sua hipótese, na própria evolução das capacidades sociais humanas.

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Inscrições abertas, gratuitas e limitadas em nosso site — www.biosslab.com by @biosslab_
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Em novembro, o BIOSS-Lab recebe Sarah Blaffer Hrdy na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) para sua Aula Magna de 2026. Antropóloga evolucionista e uma das principais referências internacionais nos estudos sobre maternidade, cuidado cooperativo, desenvolvimento infantil e evolução humana, Hrdy apresentará a conferência “Why Nurturing Comes Naturally to Men?”, baseada em seu livro mais recente, Father Time: A Natural History of Men and Babies (Princeton University Press, 2024).

Ao longo de mais de cinco décadas de pesquisa, Sarah Blaffer Hrdy transformou a maneira como as ciências humanas e biológicas pensam maternidade, comportamento reprodutivo e cuidado. Seus trabalhos questionaram concepções naturalizadas de um “instinto materno” fixo e universal e mostraram que as relações entre mães, bebês e outros cuidadores são marcadas por plasticidade, conflito, cooperação e pelas condições sociais e ecológicas nas quais o cuidado acontece.

Em livros que se tornaram referências, como The Woman That Never Evolved (1981), Mother Nature: A History of Mothers, Infants, and Natural Selection (1999) e Mothers and Others: The Evolutionary Origins of Mutual Understanding (2009), Hrdy examinou o comportamento feminino, a maternidade e a importância do cuidado compartilhado para a história evolutiva humana. Seu trabalho sobre cooperative breeding chamou atenção para um aspecto fundamental da evolução de nossa espécie: bebês humanos nunca dependeram exclusivamente de suas mães. Pais, avós, parentes e outros integrantes dos grupos sociais desempenharam papel decisivo na sobrevivência infantil e, segundo sua hipótese, na própria evolução das capacidades sociais humanas. by @biosslab_
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