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🔥 Onde há fumaça, há fogo! - Projeto BIOTA FAPESP 2023/12554-9
📝 Co-produção
👤Profª. Drª. Alessandra Fidelis - Lab of Vegetation Ecology
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Mulheres do Fogo na América Latina: conheça nossa rede

A rede Mujeres del Fuego en Latinoamerica surgiu da iniciativa de mulheres que compartilham o interesse pelo fogo em suas diferentes dimensões — da ecologia e pesquisa ao manejo integrado do fogo (MIF), aos conhecimentos e usos tradicionais, à gestão, às políticas públicas e à atuação direta nos territórios.

Com o objetivo de conhecer e aproximar as mulheres que trabalham com fogo na América Latina, realizamos uma primeira rodada de levantamento. Recebemos 315 respostas, de diferentes países, instituições, áreas de atuação e contextos profissionais. O infográfico apresenta alguns dos principais resultados e nos ajuda a começar a compreender quem somos, onde estamos e como atuamos.

A iniciativa vem sendo construída com a participação de Alessandra Fidelis (Universidade Estadual Paulista), Silvana Font (consultora da FAO, Argentina), Sandra Bravo (Universidad Nacional de Santiago del Estero), Bibiana Bilbao (Universidad Simón Bolívar, Cobra Collective), Vânia Pivello e Iara Macedo (Universidade de São Paulo), Roxana Ledesma (Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria), Vera Arruda (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Livia C. Moura (Instituto Sociedade, População e Natureza), Anghy Gutierrez (Universidad del Rosario), Valeria Ibañez Moro (Universidad Nacional de Santiago del Estero/CONICET), e María Meza (Universidad Distrital Francisco José de Caldas).

Agradecemos muito a todas as mulheres que participaram desta rodada e compartilharam suas experiências conosco. As respostas recebidas são um primeiro retrato de uma rede que queremos tornar cada vez mais diversa e representativa da América Latina. Em breve, o formulário será reaberto para uma nova rodada. Se você trabalha com fogo e ainda não participou, queremos conhecê-la! E se já respondeu, ajude-nos a chegar a outras mulheres compartilhando a pesquisa com suas redes.

Queremos conectar experiências, conhecimentos e oportunidades, fortalecer a colaboração entre mulheres e ampliar sua participação e visibilidade nos diferentes espaços relacionados ao fogo na América Latina.

Vamos juntas fortalecer o manejo do fogo e ampliar esta rede! by @biotamif
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11 days ago
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Nem toda pesquisa é feita do mesmo jeito.

Em um projeto de coprodução, o conhecimento não sai de um lado só. Ele é construído no encontro entre diferentes saberes, experiências e pessoas que vivem, pesquisam e manejam o território. 

No Biota-MIF, isso significa aproximar ciência, manejo, conhecimento local e diálogo com quem atua diretamente no Cerrado. Mais do que entender o fogo como ferramenta dinâmica, queremos construir caminhos coletivos para cuidar da biodiversidade, da paisagem e da vida de quem reside no território há gerações.

Referências

Norström, A. V. et al. Principles for knowledge co-production in sustainability research. Nature Sustainability, 3, 182–190 (2020). https://doi.org/10.1038/s41893-019-0448-2

Djenontin, I. N. S., & Meadow, A. M. The art of co-production of knowledge in environmental sciences and management: lessons from international practice. Environmental Management, 61, 885–903 (2018). https://doi.org/10.1007/s00267-018-1028-3

Wallerstein, N. et al. Shared Participatory Research Principles and Methodologies: Perspectives from the USA and Brazil—45 Years after Paulo Freire’s “Pedagogy of the Oppressed”. Societies, 7(6) (2017). https://doi.org/10.3390/soc7020006

Hofmann, B. et al. Roles of researchers in inter- and transdisciplinary sustainability research: a reflection tool. Sustainability Science (2025). https://doi.org/10.1007/s11625-024-01619-x by @biotamif
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7 months ago
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O Biota-MIF é feito por pessoas.

Pessoas que pesquisam, combatem, aprendem, compartilham e constroem juntas caminhos para cuidar e conservar o Cerrado. 🌾🔥

Somos uma rede de pesquisadoras/es, brigadistas, gestoras/es e comunidades locais reunidas para entender como o Manejo Integrado do Fogo influencia a vida, a paisagem e a biodiversidade do Cerrado.

Nós entendemos que preservar também é ouvir, trocar conhecimentos e caminhar junto com quem vive a realidade do território no dia a dia.

Continue acompanhando nossas ações, pesquisas e mais sobre quem faz parte dessa rede.

Biota Transformação FAPESP 2023/12254-9
#Cerrado #BiotaMIF #MIF by @biotamif
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7 months ago
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Quem acompanha o nosso projeto sabe que, quando falamos de fogo, falamos de vegetação, de combustível e relevo. Mas existe um conjunto de fatores que está sempre presente e que decide muita coisa: condições climáticas.

Você sabia que o comportamento do fogo depende de três grandes aspectos? São eles o material combustível, o relevo e as condições meteorológicas. Temperatura, umidade do ar, vento e chuva podem fazer a diferença em um episódio de fogo.

Não à toa, brigadistas conhecem bem a "regra do 30": temperatura acima de 30 °C, umidade abaixo de 30% e ventos acima de 30 km/h formam o cenário ideal para grandes incêndios. É olhando para essas condições que se definem as janelas de queima, momentos certos para se realizar uma queima prescrita e/ou controlada com segurança.

Por isso, é com muita alegria que compartilhamos nossa nova parceria com a @hexaclima, empresa de São Carlos (SP) que desenvolve estações meteorológicas modulares, de baixo custo e fabricadas em impressão 3D. Os dados obtidos vão para um painel online, onde podem ser acompanhados em tempo real.

Boa parte do nosso trabalho acontece em áreas remotas, onde a internet é um artigo de luxo. Mas isso não foi um empecilho para essa parceria! A equipe da Hexa Clima está adaptando uma estação para funcionar de forma remota, instalada diretamente nas nossas áreas de estudo e registrando os dados a cada hora. Quando coletamos essas informações, cada queima experimental passa a ter o seu próprio “retrato climático".

A parceria é importante porque estações oficiais muitas vezes estão a dezenas de quilômetros e não captam o microclima de onde o fogo realmente acontece. Com dados da nossa própria área de pesquisa, conseguimos entender melhor como o fogo se comporta e a vegetação responde, assim gerando informações mais precisas para subsidiar planos de MIF.

E tem mais: uma estação conectada à internet já está instalada na sede da RPPN Serra do Tombador (GO), onde desenvolvemos nossas queimas experimentais.

Ficou curioso? Você pode acompanhar os dados em tempo real aqui: https://hexacloud.com.br/dashboard/?session=rnst_sede by @biotamif
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17 days ago
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Entre 31 de agosto e 3 de setembro estivemos em São Pedro/SP, no XI Simpósio e Reunião de Avaliação do Programa BIOTA/FAPESP. Um momento rico de troca de experiência e conhecimento!

Um dia extra da programação foi dedicado exclusivamente aos projetos da Chamada Biota-Transformação, da qual o projeto Biota-MIF faz parte. Foram dias de apresentação e interação entre os projetos da chamada, oficinas práticas e discussões valiosíssimas sobre as experiências que outros projetos também vêm vivendo nessa caminhada.

A Chamada Biota-Transformação tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa baseados em coprodução de conhecimento, para expandir o entendimento transdisciplinar sobre o papel da biodiversidade na transição para a sustentabilidade de sistemas socioecológicos.

Mas na prática, o que isso quer dizer?
1. Coprodução de conhecimento: interação colaborativa entre atores acadêmicos e atores de fronteira, como gestores públicos, comunidades locais e organizações da sociedade;
2. Abordagem transdisciplinar: unir diferentes disciplinas científicas e saberes práticos para responder a desafios socioambientais reais.

Para o Biota-MIF, esse foi um espaço essencial onde pudemos construir, junto aos demais projetos da chamada e ao comitê científico, os próximos passos e caminhos para fortalecer a ciência feita junto à sociedade.

Agradecemos imensamente ao @programa_biota pela oportunidade, e a @brivacfogo, @fundacaogrupoboticario, @museudofogo e Prevfogo pela parceria. by @biotamif
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24 days ago
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Instalamos parcelas de queimas experimentais dentro da Estação Ecológica de Itirapina (EEI), uma das mais importantes áreas preservadas de Cerrado no Estado de SP. O objetivo é avaliar como diferentes frequências de fogo influenciam a montagem das comunidades vegetais, em uma linha de pesquisa que se divide em várias frentes de investigação.

Queremos entender como o material combustível (a biomassa acumulada no estrato herbáceo-arbustivo) influencia o comportamento do fogo, através da avaliação de variáveis como a intensidade e velocidade de propagação. Queremos também entender como o fogo influencia a regeneração das comunidades vegetais, já que boa parte das espécies do Cerrado possui estruturas subterrâneas adaptadas para rebrotar após a passagem do fogo. Ainda, queremos entender como diferentes regimes de fogo influenciam a conservação e a manutenção de sistemas abertos como o Cerrado, que evoluiu ao longo de milhões de anos na presença do fogo e depende dele para manter sua estrutura e biodiversidade.

Ao acessar todas essas temáticas, pretendemos gerar resultados que sirvam como subsídio técnico-científico para a construção de planos de Manejo Integrado do Fogo, ferramentas essenciais para que gestores e lideranças da agenda do fogo possam tomar decisões sobre como o fogo deve (ou não) ser utilizado como aliado da conservação. Isso é ciência ultrapassando os muros da universidade. É a integração necessária para que possamos conservar a savana mais biodiversa do mundo.

Agradecemos a gestão, brigadistas e funcionários da Estação Ecológica de Itirapina, ao Núcleo de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (NPCIF) e ao Setor de Prevenção e Manejo do Fogo da Fundação Florestal de SP. Agradecemos também a Defesa Civil de Rio Claro/SP e a participação do Núcleo de Estudos em Agroecologia, Conservação, Restauração e Incêndios (NEACRI) da UNESP de São José dos Campos, com a presença da Profa. Dra. Klessia Massi, e seus doutorandos Ana Lis e João. Por fim, agradecemos a colaboração do Rafael Castelfranchi, brigadista do ICMBio, doutorandos na ESALQ e chefe de brigada no Parque Nacional Serra da Canastra. by @biotamif
17
a month ago
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🌿Nasce o Herbário Comunitário Eugenius Warming!

Uma nova etapa começou em nosso projeto na Reserva Natural Serra do Tombador: a organização de um herbário físico e virtual dedicado às espécies do Cerrado local!

O nome é uma homenagem a Johannes Eugenius Bülow Warming, naturalista dinamarquês que, ainda no século XIX, produziu os primeiros relatos científicos sobre a ecologia do Cerrado. Um verdadeiro pioneiro na compreensão desse bioma tão ameaçado. Já o logo contém a espécie canela-de-ema (Vellozia squamata), emblemática e com distribuição ampla no Cerrado, ocorrendo em abundância na Reserva.

Todo o material vegetal coletado passa por um processo cuidadoso de secagem em estufa e, posteriormente, período no freezer, para ser acondicionado em caixas formando a nossa coleção. Duplicatas são sempre enviadas ao Herbário da EMBRAPA-CENARGEN, para a colaboração com o Dr. Marcelo Simon, Dr. Bruno Walter e Dra. Taciana Cavalcanti, além de botânicos locais para a identificação das espécies.

Além dos dados botânicos tradicionais, cada etiqueta traz informações ecológicas exclusivas, como histórico de fogo na área e características das plantas, como tipo de estrutura subterrânea e clonalidade. Essas informações conectam o acervo diretamente às perguntas centrais da nossa pesquisa sobre fogo e vegetação no Cerrado.

Já são mais de 300 coletas separadas para a produção de exsicatas, cada uma documentada em cadernos de campo específicos, com etiquetas e carimbo próprios, desenvolvidos por nossa equipe. Todo o material é organizado alfabeticamente e digitalizado, criando um banco de dados vivo sobre a flora da região.

Um dos próximos objetivos é a criação de um herbário virtual para auxiliar pesquisadores que venham a trabalhar na Reserva a identificar as espécies que ocorrem no local. O herbário virtual contará com descrições detalhadas de cada espécie, exsicatas produzidos no laboratório, fotos e pranchas que auxiliem na identificação das plantas.

Um herbário não é só um arquivo de plantas secas, é memória, é ciência, é ferramenta para entender e proteger o Cerrado! by @biotamif
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2 months ago
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Em maio de 2026 as pesquisadoras do projeto, Dras. Alessandra Fidelis e Mariana Dairel, foram convidadas pelo Serviço de Operações e Combate do PrevFogo/IBAMA (SOP), responsável pelas queimas prescritas realizadas com o dispositivo Sling Dragon no território. A ferramenta surgiu de uma demanda concreta: realizar queimas em lugares remotos e de difícil acesso, muitas vezes perigosos para os brigadistas. Com a chegada do dispositivo, queimar áreas antes inacessíveis passou a ser uma ação implementada, a partir da união entre tecnologia, conhecimento de campo e ciência.

O dispositivo funciona acoplado a uma aeronave, e carrega um reservatório de esferas que, literalmente, pegam fogo. Essas esferas de plástico são preenchidas com permanganato de potássio em pó, em que o Sling Dragon injeta uma dose de glicol, em cada esfera, antes do lançamento. Em questão de segundos nossas protagonistas estão pegando fogo e caindo no solo, dando início à ignição.

Nas mãos do nosso colaborador e amigo Charles Pereira Pinto, presente como chefe de queimas, a missão foi tranquila, natural. A quantidade de esferas lançadas, a velocidade da aeronave e a checagem das esferas em chamas que caíram no local e iniciaram a ignição são protocolos que precisam acontecer simultaneamente durante a operação, o que exige um planejamento prévio entre a equipe em solo e no ar.

Porém, o primeiro trabalho realizado pelo PrevFogo/IBAMA aconteceu antes do voo, junto às comunidades do Território Quilombola no perímetro previsto para as queimas. As oficinas tiveram como objetivo construir, junto à comunidade, mapas que orientaram tanto as áreas prioritárias para as queimas prescritas quanto às áreas que deveriam ser protegidas na ação, a exemplo dos locais onde eram guardadas as palhas, já que era momento de colheita dentro do território.

Nessa operação o Biota-MIF viveu momentos extraordinários: ver a grandeza desse Cerrado em muitas partes ainda intocado e ver o poder do Manejo Integrado do Fogo se concretizando em ações reais, articulando conhecimento tradicional, manejo do fogo e conhecimento científico para a proteção e a conservação da savana mais biodiversa do mundo e berço das águas do Brasil. by @biotamif
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2 months ago
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A Dra. Mariana Dairel @eu_marianadairel participou, no dia 01 de agosto, de uma aula presencial do Curso de Governança e Política de Manejo Integrado do Fogo (G_MIF), realizado no Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), em Piracicaba (SP). A aula representou um momento de extrema importância para o avanço da agenda do Manejo Integrado do Fogo (MIF) no país. Mais do que uma etapa formativa, o encontro foi pensado como espaço de integração: reuniu pessoas de diferentes territórios, instituições e trajetórias para promover engajamento mútuo, troca de experiências e a construção de encaminhamentos concretos capazes de viabilizar, na prática, o que a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo propõe no papel.

A política de MIF não se sustenta apenas em diretrizes técnicas ou marcos regulatórios, ela só se viabiliza quando há articulação real entre os atores que atuam no território: brigadas, pesquisadores, gestores públicos, comunidades tradicionais, povos originários e formuladores de política. Sem essa integração, o manejo do fogo permanece fragmentado, distante da realidade de quem convive com o fogo no dia a dia.

Foi exatamente isso que buscamos construir ao longo desse dia, pontes entre diferentes experiências e visões, e projetos concretos que possam apoiar a implementação de planos de MIF em diferentes territórios do Brasil. Iniciativas como essa reforçam que o Manejo Integrado do Fogo é, antes de tudo, um exercício coletivo, que depende de formação continuada, diálogo entre saberes e compromisso compartilhado para se tornar política pública efetiva.

Agradecemos aos parceiros @programa_biota, @brivacfogo, @ipam_amazonia e @imaflorabrasil pela oportunidade, além de @alencarane, @nandapiccolo, @pauloguiacavalcante, @vasqueezm, @rodolfo.cabral.m e @manudoarmazem pelo trabalho conjunto! by @biotamif
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2 months ago
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🔥Há dois anos foi sancionada a Lei nº 14.944/2024, que instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF). A legislação marcou o fim do paradigma do "Fogo Zero" que, ao tentar suprimir totalmente os eventos de fogo, provocava o acúmulo de material combustível gerando incêndios de proporções catastróficas. O MIF reúne um tripé de conhecimentos: manejo, cultura e ecologia de fogo; e a sanção da lei transforma todos esses conhecimentos em ações concretas na sociedade.

Dados de 2025 já revelam o impacto positivo inicial dessa transição. A área queimada no território brasileiro reduziu 58% em comparação ao ano anterior, sendo que Amazônia e Pantanal registraram as menores marcas em 41 anos de série histórica. Esse é um resultado pautado em uma governança mais robusta, que incluiu a mobilização de 4.608 brigadistas federais e a criação de ferramentas como o Sisfogo, que permite o acesso público a dados de monitoramento de queima em tempo real.

A PNMIF reconhece que o fogo não exerce o mesmo papel em todos os biomas. No Cerrado, por exemplo, o fogo faz parte da dinâmica do ecossistema, sendo um elemento ecológico importante para manutenção de ecossistemas abertos, aumentando a diversidade de espécies herbáceas e manejando o acúmulo de material combustível, o que minimiza a ocorrência de grandes incêndios. Já outros sistemas, como a Amazônia, são sistemas sensíveis ao fogo e a sua presença indica a forte presença de um fator de degradação florestal.

Imagens:
1-5: Equipe LEVeg
6: Deusenir - Rede Kalunga

Referências:
Brasil. Lei nº 14.944/2024 (Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo).
Brasil. Decreto nº 12.173/2024.
Brasil. Resoluções COMIF nº 2, 3 e 4 (2025); nº 5 (2026).
IPAM (2025; 2026).
PELLIN, A.; REIS, J. C.; SILVA, G. D. (org.) (2024). Boas Práticas em Voluntariado para Conservação e Ação Climática: Manejo Integrado do Fogo.
((o))eco (2025). by @biotamif
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2 months ago
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🔥Dentro do Manejo Integrado do Fogo (MIF) existe um tripé que guia nossas ações: manejo, cultura e ecologia do fogo. Planejar, monitorar e entender.

O Biota-MIF em conjunto com brigadistas do Prevfogo/IBAMA e da BRIVAC, tem o orgulho de disponibilizar um Caderno do Plano de Queimas e um aplicativo para que brigadas voluntárias possam registrar e acompanhar suas queimas ano após ano, reunindo dados de forma padronizada e acessível.

Nosso objetivo? Tornar a aplicação do MIF cada vez mais efetiva, através da sistematização e compartilhamento dos dados, dando às brigadas ferramentas simples para documentar coordenadas, condições climáticas e resultados de cada operação.

Se interessou? Mande uma mensagem pra gente! by @biotamif
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3 months ago
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No mês de Maio, entre os dias 13 e 15, o Biota-MIF esteve mais uma vez em Cavalcante (GO) para participar do III Simpósio Regional do Manejo Integrado do Fogo da Chapada dos Veadeiros.

Foram dias de muito trabalho, reunindo brigadistas, povos originários, comunidades tradicionais, lideranças locais, pesquisadores, gestores e representantes do governo federal, estadual e municipal. Esse espaço trouxe muita troca, escuta e construção de ideias coletivas e efetivas em defesa do nosso Cerrado. Para nós do Biota-MIF, fortalecer esses encontros e aprofundar nossa relação com os agentes locais é essencial.

A programação foi extremamente rica, abrangendo temas que vão do manejo à cultura e à ecologia do fogo. Teve roda de conversa, oficina, debate, apresentação cultural e muita partilha. Momentos que, para nós, continuam a reforçar que o cuidado com o fogo também passa por respeito e parceria. Vale relembrar que nós seguimos sempre com um objetivo em comum: o manejo integrado do fogo só é possível quando diferentes saberes caminham juntos. 

Estivemos presentes somando na organização do evento, aprendendo, contribuindo, e reforçando o quanto a ciência precisa estar lado a lado com quem vive, conhece e maneja o território. 

Imagens: Deusenir - Rede Kalunga Comunicações
@kalungacomunicacoes by @biotamif
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4 months ago
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