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⚡Cobertura do 59° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro ⚡

No DIÁRIO #7: DA LUZ, DO DESEJO, DA SOMBRA, Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve a partir de Poronga (Rafael Rogante, 2026), Banho de Choque (Cíntia Lima, 2026) e Sabes de mim, agora esqueça (Denise Vieira, 2026)

A programação com Poronga (Rafael Rogante, 2026), Banho De Choque (Cíntia Lima, 2026) e Sabes De Mim… Agora Esqueça (Denise Vieira, 2026) criou uma rima visual interessante para o fim da Mostra Competitiva do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/23/diario-7-lenine-oliveira-59o-festival-de-brasilia/

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23 days ago
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No DIÁRIO #6: A MAGIA DO COMUM, Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve a partir de Os Vivos Caminham A Terra (Pedro Maia Brito, 2026), Tiró É A Onça (Wera Poty, 2026) e Se Eu Fosse Vivo… Vivia (André Novais Oliveira, 2026).

Com a exibição de Os Vivos Caminham A Terra (Pedro Maia Brito, 2026), a Mostra Caleidoscópio reiterou seu especial interesse no cinema experimental ou, como dito num outro diário, em sua emulação. A Mostra Competitiva dá um salto na aposta quando busca filmes em que a experimentação reside no erro, naquilo que não há tanto de polimento em sua composição. No penúltimo dia, a sessão entrou em seu ponto alto com dois filmes que trabalham a fantasia e a experimentação da linguagem por caminhos bem distintos.

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/20/diario-6-a-magia-do-comum-lenine-festivaldebrasilia/

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25 days ago
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No DIÁRIO #5: Traços de Cinema, Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve a partir de Lagoa do Abandono (Diego Maia, 2026), Future Decadance (Aline Gutierres, 2026) e Privadas de suas vidas (Gustavo Vinagre, 2026)

A presença recorrente de imagens de arquivo nesta edição do Festival de Brasília permanece. Como observado no DIÁRIO #3: FORMAS DE MANTER AS MEMÓRIAS VIVAS, há uma leva significativa de títulos que recorrem a materiais do passado, mas são poucos que conseguem fazer do arquivo mais que apenas um suporte de informação ou uma lembrança a ser reconstituída.

Futuro Decadance (Leviathan, 2026) pode ser considerado como contraponto a esse conjunto de filmes, uma vez que aproxima o arquivo e ao universo ficcional, fazendo da memória da cena clubber de Maceió uma matéria viva a ser reanimada pela linguagem cinematográfica. Entre os filmes de animação, Lagoa do Abandono (Diego Maia, 2026) encontra formas instigantes de aproximação entre a matéria do traço e a transformação dos seres de sua narrativa

Já, Privadas De Suas Vidas (Gustavo Vinagre, 2026), exibido logo na sequência da Mostra Competitiva, parece ter interrompido o fluxo de proposição criativa entre forma e conteúdo. Ainda que interessado em temas como corpo, memória e ficção queer, o longa-metragem vai na contramão dos anteriores, talvez prejudicado pelo gesto de programação, talvez por ele mesmo, provocando um desmonte na Mostra Competitiva.

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/19/diario-5-tracos-de-cinema-festivaldebrasilia-lenine/

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No DIÁRIO #4: O que se deseja, o que se diz desejar, Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve a partir de Tempo à Faca (Diogo Oliveira, 2026), Descarrilho (Aline Gutierres, 2026), Cana (Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro, 2026) e Todo O Sentimento (Glenda Nicácio e Ary Rosa, 2026).

Após metade do festival, conseguimos notar certa recorrência de títulos com questões políticas e sociais que, facilmente, poderiam cair no risco de uma programação temática. Entretanto, ainda que poucos, é possível perceber que alguns, como Cana e Todo Sentimento, deslocam a ideia de “filmes urgentes” ao encontrar na sua forma uma força capaz de reelaborar inventivamente os temas que carregam em si. 

A Mostra Competitiva tem se mostrado, até aqui, mais aberta à experimentação do que a Mostra Caleidoscópio. No geral, os filmes desta faixa de programação parecem mais estarem revestidos de códigos supostamente inventivos, ou seja, eles emulam algo que pode ser percebido como experimental, mas não necessariamente o fazem.

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/18/diario-4-o-que-se-deseja-o-que-se-diz-desejar-festivaldebrasilia-lenine/

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No DIÁRIO #3: Formas de manter as memórias vivas, Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve a partir de Mulheres do Bando (Thamires Vieira, 2026), Fundura (Catapreta, 2026), Cidão (Alessandra Gama, 2026) e Tudo é Tempo (Marcos Guttmann, 2026). 

Entre a Mostra Caleidoscópio e a Mostra Competitiva do 59º Festival de Brasília, Mulheres do Bando, Cidão, Fundura e Tudo é Tempo parecem se aproximar por uma atenção recorrente à memória e às formas de fazê-la permanecer no presente. Se os dois primeiros partem diretamente do arquivo e da memória pessoal, o último encontra na própria passagem dos anos seu dispositivo documental. Já Fundura chega à mesma questão por um outro caminho: pela pulsão criativa de sua forma e por um trabalho com a memória ancestral inscrita nos corpos, nos sons e, por assim, em sua matéria fílmica. 

Mais do que apenas uma relação direta entre os filmes, o conjunto acaba por dizer de uma temática, e de uma operação, que parece atravessar a linha curatorial dos primeiros dias de festival, um traço comum desta edição. Resta acompanhar os próximos momentos para saber se o tema do passado e da memória persistirá ou como ele poderá se desdobrar até o fim.

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/17/diario-3-formas-de-manter-as-memorias-vivas-lenine-festivaldebrasilia/

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No DIÁRIO #2: Tempos diáleticos, Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve a partir de Drops de Cinema do Arquivo Público do DF, Drops de Anis (Samuel Lobo e Rodrigo de Janeiro, 2026), Gastronomia do Olho (Nicolau, 2026) e Pequenas Tragédias (Daniel Nolasco, 2026)

Este dia revelou, não só em História(s) mas também na Mostra Competitiva, as diversas formas possíveis de construir Cinema a partir da memória, do particular ao público, alcançando o máximo de vigor quando se consegue abri-la ao outro, ao espectador, fazendo correr o sangue dessa matéria-viva que atravessa o tempo.

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/16/diario-2-tempos-dialeticos-lenine-festivaldebrasilia/

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No DIÁRIO #1: Um Passeio Sensorial, Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve a partir de ‘Pitico - Historiador da Província’ (Julio Bressane, 2026), ‘Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas’ (Carlos Adriano, 2026), ‘Mariposa’ (Alexandre Américo e Pedro Vitor, 2026), ‘Vejo Você de Repente’ (Aída da Costa, 2026) e ‘Ana, en passant’ (Fernanda Salgado, 2026).

Nesta cobertura do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, iremos publicar uma série de textos diários, elaborando em torno dos filmes vistos dia-a-dia. Interessa-nos menos organizá-los como uma história linear do festival, mas produzir um passeio sensorial, em que cada filme deixa seus vestígios sobre os seguintes e em que a memória do que foi visto participa daquilo que ainda veremos. 

Se nas práticas de montagem pensamos numa maneira de aproximar os tempos, as imagens, os sons e as histórias, a fim de produzir novas relações, este diário parte de uma operação parecida e situada na experiência concreta de um festival: montar, pela escrita, aquilo que um dia de cinema deixou em nós.

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/14/diario-1-um-passeio-sensorial-lenine-fest-brasilia-2026/

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#cinemabrasileiro #festivaldebrasiliadocinemabrasileiro #bsb by @camarescura
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“Rumando sem direção”, de Lenine Oliveira (@lenineolvr), inicia nossa cobertura a partir do longa-metragem que abriu o 59° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (@festcinebrasilia), A Pele Morta (Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, 2026).

👁️ Confira um trecho:

“Até vemos um alongamento das possibilidades de conflito: de classe, de tensão intrarracial, com o irmão Maicon e os amigos de Saulo questionando por que ele comprou esse som de playboy. O conflito resulta do fato de Saulo, aos olhos dos outros, aparentemente ter aderido a uma forma de pertencimento criada pela lógica do capital, quando, na verdade, queria apenas a qualidade sonora proporcionada pelo aparelho. 

Ao mesmo tempo, ele questiona por que os amigos querem se envolver com certas coisas que também podem ser lidas como caminhos em direção a uma adesão ao dinheiro. Mas tudo isso vai sendo abandonado no decorrer do filme, que privilegia os saltos na montagem para contar mais coisas, sem dar respiro ao que foi contado anteriormente.”

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/09/12/rumando-sem-direcao-a-pele-morta-denise-moraes-e-bruno-fatumbi-torres-2026-59o-festival-de-brasilia-do-cinema-brasileiro/

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#cinemabrasileiro #festcinebrasilia #bsb #festivaldebrasiliadocinemabrasileiro taken in Festival de Brasília do Cinema Brasileiro by @camarescura
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⚡Dando continuidade à cobertura do 10º Festival Ecrã de Cinema e Arte Experimental (@festivalecra), Victor Galdino (@galdinovictor_) escreve “som sussurro expiração” a partir de ‘Tannhäuser’ (Vinícius Romero, 2026).

No texto, o filósofo e tradutor busca na repetição caminhos para o encontro de formas múltiplas, que desorientam as ideias de representação, protagonismo e autoria.

👁️ Confira um trecho:

“A potência mais interessante do não-saber, como muito bem sabe um tanto de variações do que podemos chamar “cinema experimental” – que, às vezes, é outro nome para o hinduísmo – é a abertura para o deslocamento de si: começa com um descentramento, o eu não é senhor em sua própria narrativa e tudo o mais. 

Afinal, o que sou = o que é, e isso significa que estou muito bem equivocado sobre mim mesmo, preciso fazer alguma coisa quanto a isso, um exercício de desidentificação, estranhamento e desprendimento de si, da própria ideia do “si”. Tudo vai se impessoalizando na proliferação de imagens e isso pode ser uma oportunidade. Recomeça-se de uma maneira diferente até não mais haver recomeços. Se é para haver alguma coisa, não há outra opção ‘salvo o eco da palavra anterior’.”

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/08/06/tannhauser-vinicius-ecra-galdino/

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#cinemabrasileiro #festivalecrã #cinemaexperimental taken in Festival ECRÃ by @camarescura
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⚡Dando continuidade à cobertura do 10º Festival Ecrã de Cinema e Arte Experimental (@festivalecra), Lenine Oliveira (@lenineolvr) escreve “O cinza das luzes do mundo” a partir de February Answers (Melissa Dullius, 2024). 

No texto, o crítico investiga como a película faz da cor menos uma propriedade dos objetos do que um acontecimento da própria luz.

👁️ Confira um trecho:

“Melissa Dullius realiza um road movie em que as cores mobilizam o deslocamento. Acompanhamos uma pequena figura de pelúcia em uma trajetória para sabe-lá-onde, e pouco importa. Mais significativo é qual cor esse pequeno ser estará atravessando naquele momento. Cada novo tom que vemos através das paisagens, das matérias, dos objetos, conserva algo daquele primeiro cinza. Nenhuma delas existe por si mesma: permanece ligada ao grão luminoso do qual surgiu. Nenhuma cor elimina completamente aquele primeiro cinza; cada uma o reorganiza, revelando-o de outra maneira.”

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/07/23/10-ecra-melissa-lenine/

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#cinemabrasileiro #festivalecrã #cinemaexperimental taken in Festival ECRÃ by @camarescura
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3 months ago
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⚡Dando continuidade a cobertura do 10º Festival Ecrã de Cinema e Arte Experimental, em “A sonorosa linfa fugitiva”, Lenine Oliveira (@lenineolvr), a partir de ‘O Fantasma da Ópera’ (Júlio Bressane e Rodrigo Lima, 2026), levanta a seguinte pergunta: como fazer aparecer aquilo cuja condição é justamente permanecer oculto?

👁️ Confira um trecho:

“Em O Fantasma da Ópera, tal pesquisa retorna quase em estado elementar: trata-se menos de representar um fantasma do que de filmar as condições de sua aparição. O que fazer deste fantasma? Como devolvê-lo ao mundo, opaco? Como devolvê-lo ao invisível?”

⚡Para ler: 

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#cinemabrasileiro #festivalecrã #cinemaexperimental by @camarescura
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⚡Iniciando a cobertura do 10º Festival Ecrã de Cinema e Arte Experimental, Victor Galdino (@galdinovictor_ ) deriva entre as (des)materialidades de ‘CRASH’ (Gabriela Mureb, 2026), amplificando os ruídos de um som destrutivo e sedutor.

Em diálogo com escritos de Thea von Harbou e Juliano Gomes, o filósofo e tradutor elabora sobre como o curta-metragem abre, por meio de um ritual, a possibilidade de experimentarmos/imaginarmos um desencontro abissal entre imagem e discurso econômico, imagem e economia.

👁️ Confira um trecho:

“O carro é agarrado, posicionado, não há tempo a perder, a ordem das coisas, os botões, as alavancas, os procedimentos, tudo segue, CRASH CRASH CRASH, tudo segue um roteiro implacável, filme cujo roteirista é a BMW, a economia, o mundo. Sabe-se, abstratamente, que tudo está em seu devido lugar, em seu devido encaminhamento ao seu devido lugar, em seu devido momento, CRASH ordem e CRASH progresso, repetição e zero diferença se possível.”

⚡Para ler: https://camarescura.com/2026/07/16/crash-mureb-ecra-galdino/

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